segunda-feira, 25 de abril de 2011

Poemas da Liberdade IV

Apresentação

Cantar não é talvez suficiente.
Não porque não acendam de repente as noites
tuas palavras irmãs do fogo
mas só porque palavras são
apenas chama e vento.

Eu venho incomodar.
Trago palavras como bofetadas
e é inútil mandarem-me calar
porque a minha canção não fica no papel.
Eu venho tocar os sinos.
Planto espadas
e transformo destinos.
Os homens ouvem-me cantar
e a pele
dos homens fica arrepiada.
E depois é madrugada
dentro dos homens onde ponho
uma espingarda e um sonho.

E é inútil mandarem-me calar.
De certo modo sou um guerrilheiro
que traz a tiracolo
uma espingarda carregada de poemas
ou se preferem sou um marinheiro
que traz o mar ao colo
e meteu um navio pela terra dentro
e pendurou depois no vento
uma canção.

Já disse: planto espadas
e transformo destinos.
E para isso basta-me tocar os sinos
que cada homem tem no coração.

Manuel Alegre,in  «Praça da Canção» 1965, Publicações Dom Quixote

domingo, 24 de abril de 2011

Convite para um Domingo de Páscoa

Convite
Vamos, ressuscitados , colher flores!
Flores de giesta e tojo, oiro sem preço...
Vamos àquele cabeço
Engrinaldar a esperança!
Temos a primavera na lembrança;
Temos calor no corpo entorpecido;
Vamos! Depressa!
A vida recomeça!
A seiva acorda, nada está perdido!
Miguel Torga , Coimbra , 2 de Abril de 1961 , in " Diário IX", Ed. Círculo de Leitores


O Domingo de Páscoa na Liturgia Cristã
Jesus e os discípulos de Emaús, Evangelho segundo S. Lucas, capítulo 24, 13-31
"24, 13 E eis que,  nesse dia, dois deles estavam a caminho duma aldeia chamada Emaús, que distava  de Jerusalém sessenta estádios.  14 Conversavam eles entre si acerca de tudo o que tinha acontecido,   15 e sucedeu que ao conversarem  e discutirem entre si, o próprio Jesus aproximando-se, se pôs a caminhar com eles.  16 Os olhos deles estavam impedidos de o reconhecer.  17 Disse-lhes, pois: “ Que conversas são essas que discutis entre vós, enquanto caminhais?”  E eles pararam, entristecidos.  18 Respondendo, um deles, de nome Cleofas, disse-lhe: “ Tu és o único  forasteiro de Jerusalém que não sabes o que lá aconteceu nestes dias?”  19 E ele disse-lhes: “ O quê?”  Eles disseram-lhe: “ O que diz respeito a Jesus de Nazaré, que era um profeta poderoso em obra e palavra diante de Deus e de todo o povo.  20 Como o entregaram os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes em condenação à morte, e o crucificaram.  21 Nós, porém, esperávamos que ele fosse aquele que devia remir Israel. Mas, com tudo isto, já lá vai o terceiro dia desde que tudo isto aconteceu.  22 É certo que algumas mulheres dentre os nossos nos perturbaram; tendo ido de manhã cedo ao túmulo.   23 e não encontrando o corpo dele, voltaram, dizendo que tinham tido uma visão de anjos que dizem que ele vive.   24  E indo alguns dos nossos ao túmulo encontraram tal como as mulheres tinham dito; a ele, porém,  não o viram.”   25 Então ele disse-lhes: “ Ó insensatos e lentos de coração para acreditar em tudo o que disseram os profetas!    26 Acaso não devia o Cristo sofrer isso e entrar na sua glória?”   27 E começando de Moisés e de todos os profetas interpretava-lhes em todas as Escrituras as coisas acerca dele mesmo.   28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam, e ele fingiu ir mais longe.    29 Mas eles instavam com ele, dizendo: “ Fica connosco, porque é tarde e o dia  já declina.”  E entrou para ficar com eles.   30 Sucedeu que, ao sentar-se à mesa com eles, tomando o pão, deu graças e, partindo, dava-lho.  31 Seus olhos abriram-se, então, e reconheceram-no; mas ele tornou-se invisível."

sábado, 23 de abril de 2011

O universo do Livro

Cartaz de João Vaz de Carvalho sobre  Dia Mundial do Livro 2011

"Le livre ne se donne pas si on le parcourt. Le grand lecteur est celui qui sait «s’abandonner totalement à lui,esprit comme corps, esprit plongeant dans les pages comme la tête ». Charles Dantzig

Gabriel García Márquez afirmou que " A literatura é tão importante para conservar, como para inovar , como para criar." Autor de livros fabulosos, mestre do imaginário fantástico traduzido de forma sublime numa prosa mais poética que alguma da melhor poesia, este grande homem das letras  terá sempre o seu nome associado a qualquer acto que tenha como objecto o livro. O exercício do encanto que pratica magistralmente nos seus romances sobre a condição humana transforma o leitor num amante incondicional. O talento deste escritor mede-se pela fruição vertiginosa que a leitura das suas obras provoca. Romances  como " Amor em Tempo de Cólera ", composto de 400 páginas mágicas sobre a intemporalidade do amor, estruturadas circularmente através da recuperação de uma memória imaculada sem qualquer infíma  mancha  de esquecimento ou como a outra extraordinária  obra-prima  " Cem Anos de Solidão", romance eterno e registo perfeito de um realismo sublimado, são lidas em puro estado de deslumbramento . Garcia Márquez não é apenas um símbolo da referenciada como  nova era do  romance latino americano é  primordialmente o ícone da excelência do romance .
Milan Kundera, outro grande escritor,  em " Arte do Romance" enuncia a importância de quatro séculos de romance europeu para a compreensão dos tempos Modernos e de todos os grandes temas existenciais. Para ele o fundador dos tempos Modernos não é apenas Descartes mas também Cervantes ou seja: " Um por um, o romance descobriu à sua própria maneira , pela sua própria lógica, os diferentes aspectos da existência : com os contemporâneos  de Cervantes  interroga-se sobre o que é a aventura ; com Samuel Richardson, começa a examinar " o que se passa no interior ", a desnudar a vida secreta dos sentimentos ; com Balzac descobre o enraizamento do homem na História; com  Flaubert explora a terra até então incógnita do quotidiano; com Tolstoi debruça-se sobre a intervenção do irracional nas decisões e no comportamento humanos. Sonda o tempo ;  o fugidio momento passado com Marcel Proust; o fugidio momento presente com James Joyce. Interroga-se , com Thomas Mann, o papel dos mitos que , vindos do fundo dos tempos, teleguiam os nossos passos. Et caetera, et caetera.
O romance acompanha o homem constante e fielmente desde o começo dos Tempos modernos. A "paixão de conhecer" ( aquela que Husserl considera a essência da espiritualidade europeia) apoderou-se então  dele para que prescrute a vida concreta do homem e a proteja contra " o esquecimento do ser "; para que mantenha " o mundo da vida " sob uma iluminação perpétua. É nesse sentido que compreendo e partilho  a obstinação com que Hermann Broch repetia : Descobrir aquilo que só um romance pode descobrir , é a única razão de ser de um romance . O romance que não descobre uma porção até então desconhecida da existência , é imoral. O conhecimento é a única moral do romance."
Os livros e aquilo que encerram enriquecem  as mentes e recriam o mundo. O romance não examina a realidade, mas sim a existência.O romancista não é um  historiador  nem um profeta: é um explorador da existência.
Ler e mergulhar nos livros intensamente é  um momento decisivo porque é um acto de abandono , uma acto de entrega e de isolamento quase um acto de pura solidão de leitor com o texto que vai descobrir. E nessa entrega constrói-se uma relação que tão depressa é densa como suave, de paixão como  de ódio, de sonho como de pesadelo, de paz como de violentação,  de amor como de raiva, de combate como de entrega , enfim é uma relação dialógica do intérprete com o seu texto.
E é assim a glória da leitura e o milagre do livro. Prestemos-lhe homenagem neste dia mundial do Livro.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tudo começou por um jardim


" Tudo começou na terra por um jardim. Chamavam a esse jardim " Paraíso".
E Jesus agonizou num jardim, plantado de oliveiras.
E a filosofia, no tempo de Platão, nasceu num jardim.
Todo o destino se resume à passagem de um jardim para outro jardim."
                                                                    Jean Guitton, in " Cartas Abertas"

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Paixão Segundo São Mateus , as vozes e o canto

"Naquele tempo, foi Jesus com os Seus discípulos para um sítio chamado Getsémani e disse-lhes : " Assentai-vos aqui , enquanto vou, ali orar". E levando consigo  Pedro e os filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se . E disse-lhes : " A minha alma está triste até à morte! Ficai aqui e vigiai comigo". Depois,  avançou um pouco  e prostou-se com o rosto no chão , orando e dizendo: " Meu Pai , se é possível, fazei que este cálice se afaste de mim; contudo, faça-se a Vossa vontade ,e não a minha."
(...) Havendo rompido a manhã , todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos se reuniram em conselho contra Jesus, para O condenarem à morte. E, levando-O, conduziram-n'O e entregaram-n'O ao governador Pôncio Pilatos. Então, Judas, tendo atraiçoado Jesus  e vendo que Este havia  sido condenado, foi logo cheio de arrependimento,  levar  as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo :"Pequei,entregando-vos o sangue inocente! ".Mas eles disseram : " Que nos importa isso? Tu poderias pensar no que fazias!"  Evangelho da Paixão e Morte de Jesus,  segundo S. Mateus ,26-27

Karl Richter conduzindo a Münchener Bach Orchester na primeira parte da "Paixão Segundo São Matheus"(BWV 244) de Johann Sebastian Bach. As vozes e o canto numa obra-prima, obra  ímpar da música clássica ocidental.



"A Paixão segundo São Mateus, BWV 244, (conhecida na Alemanha pelo nome de Matthäuspassion) é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Jesus segundo o Evangelho de São Mateus, capítulos 26 e 27, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de 2 horas e meia (em algumas interpretações, mais de 3 horas) é a obra mais extensa do compositor. Constitui ,sem dúvida alguma, uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. A Paixão Segundo são Mateus foi apresentada pela primeira vez na Sexta-feira da Paixão de 1727 ou na Sexta-feira da Paixão de 1729 na Thomaskirche (Igreja de São Tomás) em Leipzig, onde Bach era o Kantor. Como outras Paixões em forma de oratório, a composição de Bach apresenta o texto bíblico de S. Mateus, de um modo relativamente simples, consta de duas grandes partes constituídas de 68 números em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Poemas da Liberdade III

O Futuro

Isto vai meus amigos isto vai
um passo atrás são sempre dois em frente
e um povo verdadeiro não se trai
não quer gente mais gente que outra gente.

Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente.

Depois da tempestade há a bonança
que é verde como a cor que tem a esperança
quando a água de Abril sobre nós cai.

O que é preciso é termos confiança
se fizermos de Maio a nossa lança
isto vai meus amigos isto vai.

José Carlos Ary dos Santos In "Obra Poética", Editorial Avante, Lisboa, 1994, p 389.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Os enganos da Política

Continua a festa das inaugurações num país onde os enganos já não são permitidos. O Presidente do Conselho  deslocou-se neste fim-de-semana para ostentórias inaugurações num país falido e  em rota de desaire completo. A tal anunciada troika da ajuda internacional  já se instalou para fiscalizar a obra que levou Portugal à miséria. Estamos à deriva e de bolsos vazios, mas a banda ainda toca e os tambores ribombam atrás do entronizado Secretário Geral do PS que se esquece que é Primeiro Ministro de dez milhões de portugueses.  Transferir para um país o simulacro de uma  pacificação podre, gerada em Congresso, já nem sequer é risível e muito menos admissível.
Resguarde-se e meta-se ao trabalho , Senhor Primeiro Ministro, para que   Portugal se possa ainda defender da crescente  xenofobia europeia.


Os dias de todos os espantos
por Baptista Bastos 
Parece que os socialistas ficaram muito contentes com o congresso do seu partido. E o mais contente de todos eles foi José Sócrates. Ungido como salvador da pátria e inocente vítima de inimigos inclementes, ele perguntou, comovido e lacrimejante, se os seus camaradas o seguiam, o desejavam, o amavam. Em coro, congestionados de amor e devoção, mil e oitocentos congressistas gritaram que sim. A nota e o resultado estavam dados. Só faltou o ceptro, a coroa e o manto vermelho de seda e gola de arminho. Depois, foram para casa, felizes por terem cumprido, com veneração e afecto, a liturgia da consagração.
O congresso do PS não serviu para outra coisa senão como metáfora de um particular panteísmo de linguagem e de espectáculo. É sempre assim, em qualquer reunião daquela natureza, dir-se-á. Por isso mesmo é que produzem a indiferença. A veneração quando atinge as raias da sabujice tem um preço. Um preço reconcentrado e vasto que se exprime das formas mais diversas. Uma delas é tornar oblíquo o pensamento e liquidar as ideias críticas. Nem um projecto, nem o esboço de uma teoria, nem o sopro de uma referência ideológica, nem o mais escasso resquício de vergonha interior pelo passado, pelos actos e actividades dos governos PS. Somente uma pose, uma farsa desesperada de quem abandonou o compromisso e a esperança, e se remete para um signo que se oculta noutro signo. Ana Gomes, a única que não destilou banalidades e fugiu um pouco à dissimulação, foi colocada à meia-noite para falar. Vinte socialistas esparsos e ensonados estavam na sala.
A coroação de Sócrates é uma vitória do próprio e uma nova derrota daqueles que, no PS, ainda acreditam nos ideais (que quer isto dizer?) e na possibilidade de se alterar o estado das coisas. Porém, as evidências e as comparações históricas são severas para quem embala essa fé: nenhum partido é reformável "por dentro". A dissidência tem sido o caminho e o estigma de quem a tal se aventurou. Por exemplo: nos partidos comunistas. A lição é crucial. Mas, como não tem sido apreendida e reflectida, as forças do progresso saem cada vez mais enfraquecidas. A soma e o resto estão à vista. Estes dias últimos fazem com que fiquemos mais ensimesmados, funestos e sigilosos. Um prestamista internacional vem ditar-nos o molde dos nossos comportamentos, e achincalhar o que sobrevive da nossa dignidade. Um homem que desdenhava a petulância dos partidos e a tacanhez afectada dos políticos mudou de carril com desenvolta impassibilidade. Os factos rasgam as nossas feridas e os paradigmas volatilizam-se. Não há em quem nem em que acreditar. A honra e a decência deixaram de possuir exactos significados e transferiram-se para os territórios da ambiguidade e das evasivas. Resta-nos as palavras. E mesmo assim... "
Artigo de Opinião de Baptista Bastos , publicado no DN em 13 de Abril de 2011

As intempéries desta Primavera

"Mais de metade dos mortos do sismo e tsunami que afectaram o nordeste do Japão a 11 de Março tinha 65 ou mais anos e a maioria morreu afogada, indicam dados da polícia nipónica revelados pela agência Kyodo.
Os últimos números da tragédia indicam 13.843 mortos e 14.030 desaparecidos, revelaram hoje as autoridades policiais.
Os últimos números da tragédia indicam 13.843 mortos e 14.030 desaparecidos, revelaram hoje as autoridades policiais.
Dos 9.112 mortos nas prefeituras de Iwate, Miyagi e Fukushima cuja identidade está confirmada, 4.990 ou cerca de 54,8 por cento, tinha 65 anos ou mais.
Só em Miyagi, dos 8.015 mortos confirmados até 10 de Abril, 7.676 pessoas - 95,8 por cento - pereceram por afogamento em consequência do tsunami.
Peritos em catástrofes assinalaram que pode também assumir-se que nas outras prefeituras as mortes foram principalmente por afogamento, confirmando que a tragédia foi maior por as comunidades mais envelhecidas do nordeste terem sido as mais atingidas.
Até agora estão confirmadas 8.412 mortes em Miyagi, 3.981 em Iwate e 1.387 em Fukushima."In DN
Ler mais:Japão: Mais de metade das vítimas morreu afogada - Globo - DN

Série de violentos  tornados e tempestades atinge EUA
"Estados Unidos registaram mais de 60 tornados nos últimos três dias. Arkansas e Alabama são os estados mais afectados
Pelo menos 35 pessoas já morreram no sul dos Estados Unidos em três dias de tempestades de Primavera, com as autoridades esperando mais vítimas à medida que as equipes de emergência trabalharem nas localidades mais afetadas. Alguns relatos na imprensa americana já falam em 44 mortos.
Na Carolina do Norte, as tempestades causaram quatro mortes no sábado. Foram registrados mais de 60 tornados. Sete pessoas morreram em Arkansas e outras sete no Alabama, os Estados mais afetados
Em Arkansas, um homem e a sua filha morreram quando uma árvore foi derrubada por um raio e caiu sobre a casa onde eles viviam. Outro menino de seis anos de idade morreu ao ser derrubado de uma árvore pelos ventos. O governador do Alabama declarou emergência em todo o estado.
Em Oklahoma, onde cinco escolas foram destruídas, duas irmãs anciãs morreram. Uma pessoa morreu no Mississippi, que declarou estado de emergência em 14 condados.
No Texas, um bombeiro foi morto tentando apagar um incêndio florestal alimentado pelos fortes ventos. Os ventos fortes, os mais violentos da temporada, também derrubaram árvores na Geórgia.
Os alertas de tornados  espalham-se por diversos estados no sul do país e agora incluem partes do leste, como a capital, Washington D.C., e os estados de Vírginia e Maryland."Globo

Tempestades na China provocam pelo menos 17 mortos
As autoridades chinesas confirmaram a morte de pelo menos 17 pessoas e ferimentos em dezenas de outras devido a violentas tempestades que atingiram a zona centro e sul da província de Guangdong, adjacente a Macau e Hong Kong.
Funcionários dos serviços de emergência explicaram que a chuva de granizo e ventos fortes atingiram a capital de Guangdong, a cidade de Cantão, além de outras como Foshan, Dongguan e Zhaoqing.
As vitimas foram atingidas pela queda de objectos e colapso de paredes entre outros acidentes que terão provocado, pelo menos, 118 feridos, escreveu a agência oficial, Xinhua.
A região de Guangdong é a sede de parte do sector produtivo para exportações na China, mas até agora as autoridades não referenciaram qualquer dano grave nas fábricas da região.  Agência Lusa
Mau tempo
Chuva e trovoada lançam aviso amarelo para todo o país
Hoje, todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo por causa da previsão de chuva, por vezes forte, e de trovoadas, segundo o Instituto de Meteorologia
Estes avisos, válidos até hoje às 23h59, deixam de fora a Madeira e os Açores, informa o site do instituto.
O aviso amarelo implica uma "situação de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica", segundo uma escala de quatro avisos (verde, amarelo, laranja e vermelho).
Por seu lado, a Autoridade Nacional de Protecção Civil alerta todos os distritos para a ocorrência de precipitação intensa, sendo de esperar “cheias rápidas” nas cidades, “cortes de estrada devido a inundações” e “danos em estruturas”.
Esta manhã, o mau tempo causou a queda de uma árvore na Avenida João XXI, em Lisboa, danificando uma viatura, informou a agência Lusa. Fonte dos Sapadores de Bombeiros disse que não houve vítimas a registar. “A viatura ligeira ficou danificada pela queda de uma árvore cerca das 07h00 devido à chuva e ao vento que se fizeram sentir durante a noite, não havendo vítimas a lamentar uma vez que o automóvel encontrava-se estacionado”, informou.
Para hoje, o Instituto de Meteorologia prevê céu geralmente muito nublado e aguaceiros por vezes fortes, com condições favoráveis à ocorrência de trovoada. O vento soprará fraco a moderado (10 a 30 quilómetros/hora), por vezes forte (30 a 50 quilómetros/hora) nas terras altas até ao início da tarde.
A temperatura máxima vai descer, prevendo-se para o Porto 17ºC e para Lisboa e Faro, 19ºC.
As condições meteorológica desta semana contrastam com a da semana passada, que registou temperaturas próximas dos 30ºC devido à “predominância da corrente de leste, transportando ar quente e seco no território do continente”, explicou o Instituto de Meteorologia. Anteontem à tarde o cenário mudou devido à “rotação do vento para o quadrante sul” que transporta ar marítimo, progressivamente, de Sul para Norte.”in Jornal “Público”