"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento" Platão
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Um momento profundo de emoção
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Pensamentos de Tolstoi
| Lev Tolstoi (1828-1910) |
Frases de Tolstoi
Amar com amor humano é poder passar do amor ao ódio, enquanto o amor divino é imutável.
A tristeza pura é tão impossível quanto a alegria pura.
A verdade deve impor-se sem violência.
Dizer que pode amar uma pessoa por toda a sua vida é como afirmar que uma vela continuará acesa enquanto viver.
O casamento, como existe hoje, é a mais hedionda de todas as mentiras, a forma suprema de egoísmo.
Quem tem dinheiro põe no bolso quem não tem.
O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só.
A violência produz apenas algo semelhante a si mesma.
Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.
Há quem passe por um bosque e só veja lenha para a fogueira.
A sabedoria com as coisas da vida não consiste, ao que me parece, em saber o que é preciso fazer, mas em saber o que é preciso fazer antes e o que fazer depois.
Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.
O mal não pode vencer o mal. Só o bem pode fazê-lo.
A arte não é um trabalho manual, ela é a transmissão de sentimento que o artista experimentou.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Apressai ‑vos para o casamento
Elizabeth Gaskell nasceu em Chelsea, Londres, em 29 de Setembro de 1810, sendo a mais nova de oito filhos de William Stevenson e Elizabeth Holland. A sua mãe morreu quando ela tinha treze meses, pelo que Elizabeth foi criada por uma tia materna em Knutsford, cidade que haveria de inspirar o romance Cranford.
O seu futuro era incerto, já que não herdara qualquer riqueza e não tinha residência fixa, tendo o seu pai casado de novo em 1814 e tido dois filhos.
Em 1832, Elizabeth casou com William Gaskell, um padre protestante e mais tarde professor de História, Literatura e Lógica. Ambos se interessavam por literatura e pelas novas ideias científicas, e o casal instalou-se em Plymouth Grove, em Manchester, cidade de cujo processo de industrialização Elizabeth se tornaria crítica.
Dilacerada pela morte de um dos filhos em 1845, começou a escrever, tendo publicado anonimamente Mary Barton em 1848, um romance elogiado por Charles Dickens, que chamou à autora a sua “querida Xerazade”, convidando-a a colaborar no seu jornal.
Foi nessa época que Elizabeth conheceu Charlotte Brontë, quando passava férias nos arredores de Windermere. Tornaram-se amigas e Elizabeth Gaskell escreveu The Life of Charlotte Brontë (1857), que permanece uma das mais importantes biografias da literatura inglesa.
Publicado em 1855, Norte e Sul completou Mary Barton numa das mais impressivas descrições literárias da Revolução Industrial no século XIX.
Entre os romances principais de Elizabeth Gaskell, estão ainda Sylvia’s Lovers (1863) e Cousin Phillis (1864). A sua última obra, Wives and Daughters, permaneceu inacabada devido à morte da autora em 1865.”
domingo, 9 de agosto de 2026
Ao Domingo Há Música
O talento revela-se exactamente porque esconde a sua perfeição.
William Shakespeare
sábado, 8 de agosto de 2026
"À espera de Godot" subiu ao palco há 74 anos
onde ser não dura mais que um instante onde cada instante
se verte no vazio no esquecimento de ter sido
sem esta onda onde por fim
corpo e sombra juntos se consomem
que faria eu sem este silêncio onde murmúrios se despenham
ofegantes fogosos rumo ao amparo rumo ao amor
sem este céu que se eleva
acima da poeira do seu lastro
que faria eu faria como ontem como hoje
quando busco pela minha vigia um outro como eu
vagueio na corrente longe de toda a vida
num espaço viciado sem voz entre as vozes fechadas comigo .
Samuel Beckett, Poema originalmente escrito em francês, do período entre 1947-49, correspondente à escrita de À Espera de Godot, in Selected Poems: 1930-1989. Faber and Faber, 2009.
Samuel Bckett (Dublin, 13 de Abril de 1906 — Paris, 22 de Dezembro de 1989) |
"Samuel Beckett (1906-1989) nasceu perto de Dublin. Estudou francês e italiano no Trinity College de Dublin, foi professor em Paris, conheceu Joyce, regressou à Irlanda em 1931, voltou a Paris quando rebentou a guerra, fez parte da Resistência. É no pós-guerra que vive o período mais intenso da sua produção literária, com a escrita, em francês, das peças “À Espera de Godot” e “Fim de Partida”, além de uma trilogia de romances composta por "Molloy", "Malone Morre" e "O Inominável". Começa a traduzir os seus textos para inglês e volta a escrever também nesta língua. Constrói assim uma obra bilingue, cada vez mais depurada. Recebe o Nobel em 1969, distribuindo o dinheiro pelos amigos."
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
O conceito de “católica e apostólica" na igreja cristã primitiva
| Basílica de S. Pedro, Vaticano, Roma, Itália |
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
A difícil arte de admirar
por Eugénio Lisboa
Aquele que deseja a rosadeve respeitar o seu espinhoAndré Gide
A admiração que visa ser escada de acesso a uma promoção do admirador não traz felicidade. Os poetas, às vezes, dizem-no melhor e de maneira mais curta: “O segredo da felicidade reside em admirar sem desejar” (Carl Sandburg, poeta americano).”
Eugénio Lisboa, 21.01.2024
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Interlúdio Musical
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Fernando Pessoa e a Mensagem
Bellum Sine Bello
I. Os Campos
Primeiro / O dos Castelos
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar ’sfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.
Segundo / O das Quinas
Os Deuses vendem quando dão.
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa!
Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar.
Foi com desgraça e com vileza
Que Deus ao Cristo definiu:
Assim o opôs à Natureza
E Filho o ungiu.
II. Os Castelos
Primeiro / Ulisses
O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo —
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.
Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.
Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.
Segundo / Viriato
Se a alma que sente e faz conhece
Só porque lembra o que esqueceu,
Vivemos, raça, porque houvesse
Memória em nós do instinto teu.
Nação porque reincarnaste,
Povo porque ressuscitou
Ou tu, ou o de que eras a haste —
Assim se Portugal formou.
Teu ser é como aquela fria
Luz que precede a madrugada,
E é já o ir a haver o dia
Na antemanhã, confuso nada.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Viajar por Portugal
Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca, sonetos
domingo, 2 de agosto de 2026
Ao Domingo Há Música
Canto como quem usaOs versos em legitima defesa.Canto, sem perguntar à MusaSe o canto é de terror ou de beleza.Miguel Torga , Orfeu Rebelde
Ouvi-te e ouvi-aNo mesmo tempoE diferentesJuntas cantar.E a melodiaQue não havia.Se agora a lembro,Faz-me chorar.Fernando Pessoa, Cancioneiro
sábado, 1 de agosto de 2026
História da presença portuguesa em Ormuz
sexta-feira, 31 de julho de 2026
AS RELIGIÕES NÃO CRISTÃS (1)
Budismo
A outra grande expressão religiosa indiana é o Budismo, que nasceu na Índia e migrou para o Ceilão (hoje Sri Lanka), China e Japão, onde predomina, e para vários países do Ocidente, congregando, atualmente, uma das mais expressivas legiões de seguidores em todo o mundo.
Seu fundador era chamado Sidarta Gautama, também conhecido por Sakiamuni, um príncipe sábio nascido no povo Sakia, num reino na fronteira entre o Nepal e a Índia. Ao ver a miséria do seu povo, renunciou ao trono e saiu em busca das respostas para o sofrimento humano. Nesse caminho encontrou a iluminação, passando então a ensinar suas verdades, das quais nasceu o Budismo.
O Budismo, como uma religião contemplativa, surgiu na Índia entre os séculos VI e IV a.C. A essência da sua filosofia é superar o desejo como causa do sofrimento. Duas grandes escolas dividem seus ensinamentos: a Hinayana (Veículo Menor) e a Mahayana (Veículo Maior), e cada uma delas com diferentes filosofias espalhadas pelo mundo, com seus próprios conceitos sobre iluminação e libertação. O estado de libertação é o resultado da busca espiritual do ser humano para atingir o Nirvana, um estado eterno de graça pela superação do karma. Resulta de um longo caminho percorrido pela meditação, pela renúncia às ilusões do mundo e do aniquilamento de certos traços da personalidade como: o orgulho, o ódio, a inveja e o egoísmo.
Buda compreendeu que as dores humanas são causadas pela ignorância das leis que governam a vida e que só se alcança a felicidade e se abre o caminho para a iluminação quando o ser se liberta das distrações mundanas. Segundo ele os prolongados sofrimentos são causados por uma mente desgovernada. Ensinou que:
- "Tudo o que somos é resultado do que pensamos. A mente é tudo. O que pensamos, nós nos tornamos."
- "A paz vem de dentro. Não a busque fora."
- "A raiz do sofrimento é o apego."
- "A felicidade nunca virá para aqueles que não apreciam o que já têm."
- "Manter o corpo em boa saúde é um dever... caso contrário, não seremos capazes de manter a mente forte e clara."
- "Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente."
- "Assim como uma vela não pode queimar sem fogo, os homens não podem viver sem uma vida espiritual."
- "Milhares de velas podem ser acesas com uma única vela, e a vida da vela não será encurtada. A felicidade nunca diminui ao ser compartilhada."
- "No final, apenas três coisas importam: o quanto você amou, o quão gentilmente você viveu e o quão graciosamente você abriu mão de coisas que não eram para você."(1)
Manoel de Andrade, in Em Busca da verdade, reflexões e estudos sobre Cristianismo e Espiritismo, Edição do Centro Espírita Luz da Caridade,Rua Mato Grosso, 145 – Água Verde, CEP: 80260-070 – Curitiba - Paraná, pp.33-36
(1)-https://www.revistaentreasanas.com.br/post/10-cita%C3%A7%C3%B5es-de-buda-para-voc%C3%AA-aprender-e-refletir-no-seu-dia-a-dia.



