domingo, 5 de julho de 2026

Ao Domingo Há Música

Canção para os homens sem face

E canto as crianças que brincam nos parques
      e pulam corda nas calçadas
e os que vão ao palco representar o drama dos outros homens.
Eu canto para todos os homens...
meus irmãos em todas as raças, nacionalidades e crenças,

canto além de todas as fronteiras
porque sob a bandeira da paz eu canto;
e pela fé que me ilumina
e por essa canção escrita no meu peito,
eu canto a humanidade inteira.
Manoel de Andrade, Poemas para a Liberdade

Neste nosso mundo, o único que nos acolhe, há poetas que cantam a circunstância  de cada homem. Não escolhem , não se restringem. É um  canto global. E, ao cantar, geram um apelo universal , a misericórdia de  todos para  qualquer um. 
Há, também,  as vozes que se agrupam para dar forma a muitos apelos que podem dar ao mundo esse outro rosto, essa  nova face.
A todos eles escutamos e , com infindo prazer, os divulgamos.

EL CICLO DE LA VIDA. El Rey León, de  Elton John - Tim Rice , pelas Voces para la Paz (Músicos Solidarios). Maestro: Andrés Salado.  Solistas: María Ayo y Ryan Borges. "Voces para la Paz" , Concerto 2024.
Graças aos concertos organizados por “Voces para la Paz” desde 1998,  construíram-se estradas, pontes, escolas, bibliotecas, clínicas de saúde, orfanatos, poços de água, sistemas de irrigação e muitos mais foram construídos em países de África, Ásia e América Latina. “Vozes pela Paz”: O Poder da Música para um Mundo Mais Justo. 
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ALEGRÍA. Cirque du Soleil. Circo del Sol, de  René Dupéré. Arranjos de  Pedro Vilarroig,   pelas Voces para la Paz (Músicos Solidarios). Maestro: Oscar Navarro. Concerto 2024.
   
E a belíssima canção Miss Sarajevo (Live) , nas vozes de  Luciano Pavarotti, Brian Eno, Bono, The Edge, acompanhados pela  Orchestra Filarmonica Di Torino, sob a direcção do Maestro  Michael Kamen. 
Álbum :Pavarotti & Friends Together ForThe Children Of Bosnia.

2 comentários:

  1. Num tempo marcado por tantos confrontos de um ultranacionalismo doentio, pela aversão xenofóbica, maculada pela intolerância, preconceito e ódio a imigrantes, pela crença cega na supremacia nacional, que historicamente marcou as grandes tragédias bélicas do passado e que, em nossos dias, cobrem de sangue o chão de tantas pátrias, agradeço, como um cidadão de um país que acolheu a tantos povos, a publicação deste fragmento de um poema que escrevi há muitos anos, e que hoje, pela mágica expressão da internet, e pela fraterna cumplicidade da editoria deste blogue, vem redizer sua mensagem de amor e paz a todos os homens, “meus irmãos em todas as raças, nacionalidades e crenças”.
    Manoel de Andrade

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    1. Agradeço ao poeta que , com estas sábias palavras, completa a mensagem deste domingo.
      Bem haja pela singularidade da sua poesia que nos toca profundamente.

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