Canção para os homens sem face
e pulam corda nas calçadas
e os que vão ao palco representar o drama dos outros homens.
Eu canto para todos os homens...
meus irmãos em todas as raças, nacionalidades e crenças,
canto além de todas as fronteiras
porque sob a bandeira da paz eu canto;
e pela fé que me ilumina
e por essa canção escrita no meu peito,
eu canto a humanidade inteira.
Manoel de Andrade, Poemas para a Liberdade
Neste nosso mundo, o único que nos acolhe, há poetas que cantam a circunstância de cada homem. Não escolhem , não se restringem. É um canto global. E, ao cantar, geram um apelo universal , a misericórdia de todos para qualquer um.
Há, também, as vozes que se agrupam para dar forma a muitos apelos que podem dar ao mundo esse outro rosto, essa nova face.
A todos eles escutamos e , com infindo prazer, os divulgamos.
EL CICLO DE LA VIDA. El Rey León, de Elton John - Tim Rice , pelas Voces para la Paz (Músicos Solidarios). Maestro: Andrés Salado. Solistas: María Ayo y Ryan Borges.
"Voces para la Paz" , Concerto 2024.
Graças aos concertos organizados por “Voces para la Paz” desde 1998, construíram-se estradas, pontes, escolas, bibliotecas, clínicas de saúde, orfanatos, poços de água, sistemas de irrigação e muitos mais foram construídos em países de África, Ásia e América Latina. “Vozes pela Paz”: O Poder da Música para um Mundo Mais Justo.
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ALEGRÍA. Cirque du Soleil. Circo del Sol, de René Dupéré. Arranjos de Pedro Vilarroig, pelas Voces para la Paz (Músicos Solidarios). Maestro: Oscar Navarro. Concerto 2024.
E a belíssima canção Miss Sarajevo (Live) , nas vozes de Luciano Pavarotti, Brian Eno, Bono, The Edge, acompanhados pela Orchestra Filarmonica Di Torino, sob a direcção do Maestro Michael Kamen.
Álbum :Pavarotti & Friends Together ForThe Children Of Bosnia.

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Num tempo marcado por tantos confrontos de um ultranacionalismo doentio, pela aversão xenofóbica, maculada pela intolerância, preconceito e ódio a imigrantes, pela crença cega na supremacia nacional, que historicamente marcou as grandes tragédias bélicas do passado e que, em nossos dias, cobrem de sangue o chão de tantas pátrias, agradeço, como um cidadão de um país que acolheu a tantos povos, a publicação deste fragmento de um poema que escrevi há muitos anos, e que hoje, pela mágica expressão da internet, e pela fraterna cumplicidade da editoria deste blogue, vem redizer sua mensagem de amor e paz a todos os homens, “meus irmãos em todas as raças, nacionalidades e crenças”.
ResponderEliminarManoel de Andrade
Agradeço ao poeta que , com estas sábias palavras, completa a mensagem deste domingo.
EliminarBem haja pela singularidade da sua poesia que nos toca profundamente.