Nem sempre as canções se impõem pelas palavras rebuscadas que possam ter. Insinuam-se , por vezes , apenas por uma pequena palavra que legenda um som e nos impulsiona para lá do momento. É o que pretendem as canções que seleccionámos , cantadas em português.
Gisela João, em Que Amor Não Me Engana , do Álbum Inquieta. Canção de José Afonso."A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento" Platão
domingo, 18 de maio de 2025
Ao Domingo Há Música
sábado, 17 de maio de 2025
A indiferença num povo livre
1862
sexta-feira, 16 de maio de 2025
Vem comigo
O poema vai na direção do outro. Ele espera juntar-se entregue e desocupado. A obra solitária do poeta escarificando a matéria preciosa das palavras é o acto de expulsar um face a face. O poema torna-se diálogo – ele é frequentemente diálogo perdido,… reencontra, caminhos de uma voz para um tu vigilante.Emmanuel Levinas
pequeno como um deus,
frágil como a terra,
morto como o amor,
falso como a luz,
e eu recebo-te
para a invenção da minha grandeza,
para rodeio da minha esperança
e pálpebras de astros nus.
Nasceste agora mesmo. Vem comigo.
Jorge de Sena, in Perseguição, Tipografia Atlântida, de Coimbra, 1942
Esta voz com que gritei às vezes
não me consola de só ter gritado às vezes.
Está dentro de mim como um remorso, ouço-a
chiar sempre que lembro a paz de segurança estulta
sob mais uma pedra tumular sem data verdadeira.
Quando acabava uma soma de silêncios,
gritava o resultado, não gritava um grito.
Esta voz, enquanto um ar de torre à beira-mar
circula entre as folhas paradas,
conduz a agonia física de recordar a ingenuidade.
Apetece-me explicar, agora, as asas dos anjos.
27/1/42
Jorge de Sena, in Perseguição, Tipografia Atlântida, de Coimbra, 1942
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Guerras
Either man will abolish war,or war will abolish man.Bertrand Russell
quarta-feira, 14 de maio de 2025
Um poema e um abraço
para tudo quanto voa:
cardo pedra romã.
ser na manhã corola
de cal, cotovia,
baixando até ser incêndio
de amor rente ao chão.
rosa excremento mar,
possa entrar numa canção.
Eugénio de Andrade, in Os Lugares do Mundo, Assírio & Alvim Editores, Junho de 2013, p.13
E me conforte a cada canto
Não digas nada, que nada é tanto
E eu não me importo
Neste aperto, tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
E me aperte, sem me apertar
Que eu já estou perto, abre os teus braços
Quando eu chegar
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega
Já me venci pelo cansaço
Estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
Já me venci pelo cansaço
E estando longe
Estive tão perto
Do teu abraço
Estive tão perto
Do teu abraço
Miguel Gameiro
terça-feira, 13 de maio de 2025
Ave Maria
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| Nossa Senhora de Fátima |
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Pensamento do dia
domingo, 11 de maio de 2025
Ao Domingo Há Música
Maison
Où va-t-on ?
Quand on n’a plus de maison ?
Les fleurs sous le béton,
Maman,
Dis-le-moi,
Où va-t-on ?
Est-ce qu’un jour on sait vraiment ?
Ou est-ce qu’on fait semblant, tout le temps ?
Où va le cœur quand il se perd ?
Dans les doutes et les hivers ?
Pourquoi les jours se ressemblent ?
Est-ce qu’on finit par voir ce qu’on assemble ?
Maman, dis-le-moi.
Au-delà,
De l’orage il y a
De l’amour, de l’amour, de l’amour,
Quand le ciel s’ouvre,
Tout redevient calme
Et tout va bien.
Où va-t-il ?
Le bonheur, ce fil fragile,
Quand il vacille et se brise ?
Maman, dis-le-moi,
Où va-t-il ?
Pourquoi le monde semble si grand,
Quand on devient un peu plus grand qu’avant ?
Que deviennent les rêves qui s’enfuient ?
Et les souvenirs qu’on oublie ?
Est-ce que j’aurai toujours des questions ?
Peut-être que j’en ferai des chansons.
Maman, dis-le-moi.
Au-delà,
De l’orage il y a
De l’amour, de l’amour, de l’amour,
Quand le ciel s’ouvre,
Tout redevient calme
Et tout va bien.
Lili Poe








