domingo, 13 de agosto de 2023

A Ísis, com poucos dias de vida


A Ísis, com poucos dias de vida
 
A todos os meus gatos,
os vivos e os mortos
 
Tinhas o tamanho da minha mão,
um trôpego tigrinho de salão
e já com muito charme de felino,
que pisava só, com pé muito fino!
 
Não eras ainda dona da casa,
mas olhavas já, como quem a apraza!
Há de ser só uma questão de dias,
e logo, dela, tu te aproprias.
 
Mesmo tropeçando, eras elegante,
com teu pelo, macio, cativante.
Teu lindo miar era de veludo,
 
quase entre o pedir e o ficar mudo!
O teu ar gauche prometia a beleza,
que, depois, se tornou uma certeza!
                         13.08.2023
Eugénio Lisboa,
director de recursos humanos da Ísis 

Ao Domingo Há Música


Música antes de mais nada.
       Paul Verlaine

Tudo acaba em canções.     
       Pierre Beaumarchais

A Música é a rubrica de domingo.  Aparece e raia o dia. Nunca é elitista nem sectarista e muito menos fundamentalista. É apenas Música. Hoje vem em canções, interpretadas  em duetos  que  se tornaram célebres.

Calum Scott & Leona Lewis, em You Are The Reason (Duet Version) -Lyrics/Lyrics Video).

   

Labrinth  e  Emeli Sandé, em  Beneath Your Beautiful, (Official Video) .
 

Tori Kelly & Jennifer Hudson, em  Hallelujah, (Duet). 

Pedro Abrunhosa e Camané, em  Para os Braços da Minha Mãe,  (Gravado ao Vivo).
 

sábado, 12 de agosto de 2023

Holocausto a haver

  

Os oceanos estão a aquecer,
as suas águas estão a subir.
Os glaciares estão a derreter,
obrigando animais a fugir.
 
Estes sinais são todos muito claros
do Holocausto que se aproxima.
Dentro em pouco não haverá reparos,
para os males que fizemos ao clima.
 
Pior que morrer é morrer aos molhos,
atropelando tudo, em confusão;
dizermos: “Tem cuidado, fecha os olhos!”,
 
tal o horror de tanta convulsão.
Andámos construindo o Holocausto,
seguindo o percurso do outro Fausto.
                           12.08.2023
Eugénio Lisboa

Celebrar Mário Cesariny

Mário Cesariny, Pintura
A barricada
por Mário Cesariny
"Quando já não pudermos mais chorar e as palavras forem pequeninos suplícios e olhando para trás virmos apenas homens desmaiados , então alguém saltará para o passeio , com o rosto já belo, já espontâneo e livre, e uma canção nascida de mós ambos , do mais fundo  de nós, a exaltar-nos!
Tu sabes se te quero e se fomos os dois abandonados , abandonados para uma bandeira , para um riso que sangre, para um salto no escuro, abandonados pelos lúgubres deuses, pelo filme que corre e desaparece, pela nota de vinte e um pedais, pela mobília de duas cadeiras e uma cama feita para morrer de nojo. Minha  criança a quem já só falta cuspir e enviar corpo e bens  para a barricada, meu igual, tu segues-me; tu sabes que o caminho é insuportavelmente puro e nosso, é um duende gritando no telhado as ervas misteriosas, é um rapaz crescendo, ao longo dos teus braços, é um lugar para sempre solene, para sempre temido! E o Rossio e uma praça para fazer chorar. Salvé, ó arquitectos! Mas choremos tanto que será um dilúvio. Automóveis-dilúvio. Sobretudos-dilúvio. Soldadinhos-dilúvio. E quando essa água morna inundar tudo, então, ó arquitectos, trabalhai de novo, mas com igual requinte e igual vontade; vinde trazer-nos rosas e arame, homens e arame, rosas e arame."
Mário Cesariny,  in Pena capital, Assírio&Alvim, Lisboa,  1982, p 30
“Relógio”, de Mário Cesariny

You are welcome to elsinore

Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita

Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mário Cesariny, in Pena capital, Assírio&Alvim, Lisboa, 1982, pp 37-38
" L'Attente", de Mário Cesariny

Poema

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny, in Pena capital, Assírio&Alvim, Lisboa, 1982, p 31
Mário Cesariny

Sobre o autor
Mário Cesariny foi pintor, tradutor e considerado um dos grandes Mestres do Surrealismo Português. Nasceu a 9 de Agosto de 1923 e faleceu a 26 de Novembro de 2006.
No ano em que passam 100 anos sobre o seu nascimento, está programada uma celebração nacional que se estende por vários meses.
"Mário Cesariny muito cedo,  aos 19 anos,  já escrevia, pintava e desenhava. Apresentava-se como  um artista multifacetado. Frequentou o primeiro ano de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, estudou depois na Escola António Arroio, onde conhece alguns dos futuros companheiros do surrealismo português. Entre eles estavam António Domingues, Cruzeiro Seixas, Fernando de Azevedo, Fernando José Francisco, José Leonel Martins, Júlio Pomar, Pedro Oom e Marcelino Vespa. Estes jovens artistas reuniam-se em tertúlia de características dadá no Café Herminius, em Lisboa.
 Em 1974, em  Paris, foi aluno na Academie de La Grande Chaumiére e conhece o fundador e autor do manifesto do surrealismo francês , André Breton. Este encontro foi a revolução da sua vida.
No Surrealismo, Cesariny encontra o espaço de liberdade criativa que procura. Aqui vai-se pelo sonho, pela imaginação, pelo amor, assente na técnica do automatismo psíquico e do acaso, sem imposições estéticas ou morais. Tudo está de acordo com a sua personalidade inquieta, polémica, subversiva. Regressa a Portugal com vontade de transgredir e de desafiar a poderosa máquina da ditadura. Queria ser livre no seu país. O encontro com André Breton  motivou-o à criação do Grupo Surrealista de Lisboa com Alexandre O’Neill, António Domingues, António Pedro, Fernando de Azevedo, João Moniz Pereira, José-Augusto França e Marcelino Vespeira, cujo objetivo foi protestar contra o regime político que vigorava em Portugal e contra as poéticas dominantes da época.
Após divergências com o Grupo Surrealista de Lisboa, afastou-se e criou o grupo dissidente Os Surrealistas, constituído por Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, António Maria Lisboa, Mário Henrique Leiria, Carlos Eurico da Costa, Fernando Alves dos Santos, Fernando José Francisco e Henrique Risques Pereira. O grupo organizou duas exposições colectivas em Lisboa, na Sala de Projecções da Pathé-Baby (1949) e na Livraria A Bibliófila (1950).
Desfeito o grupo surrealista, seguiu o seu percurso de artista. Pinturas, colagens, ‘soprografias’, e cadavres-exquis fazem parte da sua obra plástica: palavras recortadas, conjugações de textos e imagens, e outras formas experimentais provam que, para ele, a pintura e a poesia foram sempre aliadas.O seu percurso individual e colectivo foi pautado por diversas exposições, salientando-se a organização das exposições Surrealismo e Pintura Fantástica (Lisboa, 1984) e Primeira Exposição do Surrealismo ou Não (Galeria S. Mamede - Lisboa 1994).
Publicou diversos títulos que o distinguiram como detentor de uma das obras literárias mais ricas e carregadas de complexidade do nosso tempo. Da sua extensa obra literária destacam-se as seguintes publicações: Corpo Visível (1950); Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952); Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953); Manual de Prestidigitação (1956); Pena Capital (1957); Alguns Mitos Maiores e Alguns Mitos Menores Propostos à Circulação Pelo Autor (1958); Antologia do Cadáver-Esquisito (1961); Antologia Surreal/Abjecion(ismo) (1963); A Intervenção Surrealista (1966); Titânia e a Cidade Queimada (1977).
Foi Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e foi distinguido com o Grande Prémio EDP (2002), com o Prémio Vida GD) e condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. A sua obra e vida foram registadas nos documentários Autografia de Miguel Gonçalves Mendes (2004) e Ama como a estrada começa, com guião de Perfecto E. Cuadrado (2002).
Pela vida mundana de café e pela homossexualidade que não ocultava, foi vigiado pela polícia, por "suspeita de vagabundagem". Até ao "25 de Abril de 1974" foi obrigado a humilhantes interrogatórios regulares. Após a revolução, a sua obra poética foi reeditada a a sua obra pictórica reapreciada, sendo publicamente reconhecido o  forte contributo  de Mário Cesariny para a cultura portuguesa do século XX."

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és


Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és
por Eugénio Lisboa
 
Na literatura, como no amor, ficamos admirados
com as escolhas que os outros fazem.
                                                                      André Maurois
 
“Temos sempre curiosidade de saber o que os outros, em especial, os nossos amigos ou simples conhecidos, andam a ler. Como se, a partir de aí, pudéssemos ficar a conhecê-los melhor. Ou por simples curiosidade, sem segundo sentido. Seja como for, temos frequentemente grandes surpresas. De algumas dessas escolhas, partilhamos, outras deixam-nos simplesmente perplexos.
Vejo constantemente, nos jornais, questionários dos mais variados formatos, nos quais acaba por aparecer a inevitável pergunta “quais os seis ou os dez livros que o marcaram” ou “quais os personagens de ficção que mais o impressionaram”. As respostas, na maioria dos casos, são, no mínimo, inquietantes, não pelo que indicam de leituras feitas, antes pelo que indiciam de leituras, mais do que provavelmente, não feitas. Outras vezes, as respostas – as menos
interessantes -  revelam apenas um exibicionismo provinciano, como o caso do entrevistado que dá, como personagem de ficção que mais o marcou, o Bloom, do ULISSES, de James Joyce! Como se alguém pudesse acreditar em tal tolice! Como se Joyce tivesse jamais pretendido ou conseguido criar qualquer verdadeiro personagem de ficção! Muito menos, um personagem minimamente atraente! Como se, de uma tão rica panóplia de gente ficcional propiciada pelas grandes literaturas de todos os tempos, alguém se pudesse lembrar de Bloom, como seu personagem preferido!
Mas o que verdadeiramente me surpreende e não pouco me inquieta são certas escolhas, não só por se referirem a obras mais do que insignificantes, como, sobretudo, por dizerem respeito apenas a obras publicadas nos nossos dias: como se o riquíssimo passado não existisse. Como se a literatura tivesse começado ontem ou anteontem. Quando se interroga toda uma coorte de notáveis da nossa praça, acerca de poetas preferidos, fica-se com a ideia perturbante de que a poesia portuguesa começou com a Sophia.: antes dela, nada houve a assinalar.
Eu tive e tenho ainda hoje um grande problema: tento acompanhar, o melhor que sei e posso, a literatura do meu tempo, mas sempre com a angústia de estar a ignorar uma obra-prima do passado, que ainda não tenha visitado. É talvez isto mesmo que se reflecte no atrevido aforismo do conhecido ensaísta e moralista francês, Joseph Joubert (Sec. XVIII/XIX), quando diz: “O pior que há nos livros novos é impedirem-nos de ler os velhos.” Não se diga que é reacionarismo, porque não é. Quantos nunca tiveram, por exemplo, o prazer de ler essa extraordinária obra-prima do romance psicológico e autobiográfico, que é o ADOLPHE, de Benjamin Constant, ou essa perturbante descida aos abismos da condição humana, que é A CONFISSÃO DE STAVROGUINE, de Dostoiewsky, por não quererem perder a última novidade, de que "se“fala”. Quantos nunca leram o sábio, cândido e eternamente saboroso Montaigne, por causa da premência que faz um best-seller aparecido na semana passada. Eu sei que a tentação é grande, porque eu próprio a sinto. Mas há que encontrar um “ equilíbrio delicado” entre as riquezas do passado e as do presente. A pólvora foi inventada pelos chineses, há muitos séculos, e não por qualquer moderno aprendiz de feiticeiro.”
Eugénio Lisboa, em 11.08.2023

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

A Linguagem Crítica e a Linguagem Oracular

Mário Cesariny, Naniôra -Uma e Duas, 1960
 
A Linguagem Crítica  e a Linguagem Oracular
por Eugénio Lisboa
 
O comunismo, como todas as religiões reveladas,
é largamente feito de profecias.
H. L. Mencken
 
“O que o grande humorista americano disse do comunismo pode também dizer-se de muita linguagem alegadamente crítica, que grassa em meios intelectuais, dentro e fora das universidades. Em vez de uma prosa lavada, escorreita e isenta de miasmas oraculares, uma prosa que visa iluminar e não obscurecer, temos, frequentemente, um delírio obscurantista, que tenta iluminar um quarto escuro, apagando a luz e mergulhando-o numa triunfal escuridão.
A prosa de Agustina é muitas vezes – demasiadas vezes – desta natureza obscurantista, sibilina, fazendo supor grandezas abissais, onde se encontra apenas o delírio do arbitrário. E o escrever sobre Agustina convoca, um igual número de vezes, uma prosa crítica que nada ilumina, antes obscurece mais o já de si obscuro. Também se chama a isto “linguagem”. Eu prefiro pensar que a linguagem serve para esclarecer e não para confundir. Como dizia António Sérgio, com aquela intrépida inteligência que ainda hoje lhe não perdoam os cultores e amantes da prosa arrebicada, um eclipse do sol é uma obscuridade, mas a explicação científica de um eclipse deve ser uma claridade. Um bom professor deve ser um senhor que esclarece e não que obscurece. Os grandes e lendários professores, como Ortega y Gasset ou Bergson, enchiam as suas aulas até à rua, com a sua linguagem lavada, despretensiosa e sedutora. Por outras palavras, enchiam as salas e as almas de luz.
Quando deparo, por todo o lado, com fraseado delirante que aspira a frenesi mais ou menos oracular, desanimo, quanto ao futuro do milieu intelectual lusíada. Ainda hoje, num artigo dedicado ao centenário do grande poeta Mário Cesariny, num prestigioso diário lisboeta, leio isto e empalideço : “Quando olhamos as suas pinturas, sabemos que há nelas um segredo sagrado e uma potência electromagnética que as torna ímanes do Deus desmedido que apenas se aproxima de nós – e existe – naquelas cores que o fazem nosso ou naquelas formas que o fazem dele.” Se, a partir deste arrazoado frenético e epilético, alguma coisa se fica a saber da pintura de Cesariny e do que nela podemos encontrar, agradeço o favor de mo explicarem, mas em linguagem que me não ponha a mim epilético.
Cada vez mais a linguagem crítica prevalecente anda mais preocupada com espanejar-se, “criativamente”, do que com esclarecer empenhadamente o objecto estudado. Em tomar de assalto o palco que, de direito, lhe não pertence. Pede-se humildade: entender e fazer entender. Acrobacias parolas de linguagem não ajudam.”
Eugénio Lisboa, 09.08.2023

Um espectáculo selvagem e horrível

“…Inclinado sobre a água, contemplava os últimos reflexos rosados do sol poente; a fiada de casas, escurecidas pela obscuridade progressiva; uma janelinha afastada, ao longe, em qualquer trapeira, na margem esquerda, que brilhava precisamente na flama do último raio que nela batia por um instante; a água do canal que ia escurecendo e, aparentemente, olhava para essa água com maior atenção. Finalmente alguns circulozinhos vermelhos dançaram diante dos seus olhos; as casas foram-se à deriva; os transeuntes, as margens, as carruagens… tudo aquilo se pôs a dar voltas e a bailar na sua frente. De repente estremeceu, liberto talvez da vertigem por um espetáculo selvagem e horrível. Parecia-lhe que alguém estava a seu lado, à sua direita, ombro a ombro; voltou o rosto e viu uma mulher alta, de chapéu na cabeça, o rosto amarelo, afilado, vincado e os olhos inflamados, encovados. Olhava-o nos olhos; mas era evidente que não via ninguém. De repente, apoiou a mão direita no peitoril, levantou o pé direito e subiu para o gradeamento de ferro, depois do que fez o mesmo com o pé esquerdo, e atirou-se ao canal. A água suja chapinhou e engoliu a vítima num instante; mas passado um minuto, a afogada tornou à superfície, a corrente foi-a levando suavemente para baixo, com a cabeça e os pés mergulhados e o tronco para cima com as saias, sopradas e flutuantes, fazendo balão.”
Fiódor Dostoievski, in Crime e Castigo, Livraria Civilização-Editora, Porto

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Intermezzo

Intermezzo

Hoje não posso ver ninguém:
sofro pela Humanidade.
Não é por ti.
Nem por ti.
Nem por ti.
Não é por ninguém.
É por alguém.
Alguém que não é ninguém
mas que é toda a Humanidade.
António Gedeão, em "Poesia completa", Livraria Sá da Costa Editora, p 30


A radiante ária barroca "Eternal Source of Light Divine", pela mezzo-soprano Lea Desandre e o contratenor Iestyn Davies. Composição extraída da Ode de Handel para o Aniversário da Rainha Anne, que traduz a essência de Eternal Heaven, o mais recente projecto musical de Thomas Dunford e o seu conjunto Júpiter.
 
Lea Desandre & Cecilia Bartoli em "Io piango, Io pengo", de Giuseppe de Bottis, da ópera de 1707 Mitilene, Rainha das Amazonas.