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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Notícias à volta da Terra

A Terra está a ficar mais redonda
"Degelo nos polos faz aumentar massa no Equador.Uma nova análise à Terra permitiu verificar que tem havido um aumento das medidas terrestres na região equatorial que é causado principalmente pelo degelo na Gronelândia e na Antárctida.
Cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos revelaram, num artigo publicado na “Geophysical Research Letters”, que, por ano, as duas regiões polares perderam juntas 382 biliões de toneladas de gelo, que, derretido, segue em direcção às áreas equatoriais e modifica a distribuição de massa na Terra.
Esta conclusão coloca um ponto final num mistério que já durava há duas décadas, quando se percebeu que o formato da Terra, achatado nos polos, vinha a sofrer alterações, tornando-se mais arredondado.
A forma achatada deve-se ao facto de que, há 22 mil anos, vários quilómetros de gelo cobriam boa parte do hemisfério norte, pressionando a superfície para baixo. Com o degelo ao longo dos séculos, a pressão sobre a superfície diminui e o solo voltou a expandir-se nos polos, fazendo com que o planeta ficasse mais esférico.
Segundo esta nova análise, a zona do Equador está a aumentar 71 centímetros por década, sendo que, actualmente, a distância até o centro da Terra (o raio terrestre) a partir do Equador é 21 quilómetros maior do que nos polos. Contudo, os especialistas acreditam que, com o tempo, a massa do planeta vai readequar-se." In "CiênciaHoje"


Primeiro asteróide “troiano” descoberto junto à Terra
2010 TK7 foi detectado pelo telescópio WISE
"Um pequeno asteróide de 300 metros de diâmetro acompanha o movimento da Terra à volta do Sol, procedendo-a na sua órbitra. Trata-se do primeiro asteróide “troiano” deste planeta - o 2010 TK7 -, e foi detectado  pelo telescópio WISE, da NASA.
Segundo um artigo publicado na revista
“Nature”, o asteróide está a 80 milhões de quilómetros da Terra, que é agora o quarto planeta do sistema solar que tem a “companhia” de pelo menos um asteróide "troiano”, depois destes elementos serem conhecidos em Júpiter, Marte e Neptuno.
O termo “troiano” é utilizado para designar os asteróides posicionados na órbita de um planeta, num ponto de equilíbrio estável, designado pontos de Lagrange, no caso o ponto 4 (L4) da órbita terrestre, 60 graus à frente do nosso planeta. Desta forma, o asteróide segue o planeta no seu movimento de translação, precedendo-o, segundo um ângulo bem definido.
O 2010 TK7, no entanto, não está exactamente no L4. As observações indicam que oscila a sua rota, fazendo com que também varie a sua órbita para o ponto Lagrange 3 em períodos de 400 anos.
"Como precede o movimento da Terra ou o segue, não entra nunca em colisão", destacaram especialistas da NASA, acrescentando que está previsto que, nos próximos cem anos, não se aproxime a menos de 24 milhões de quilómetros da Terra.
Já há muito que os cientistas acreditavam que a Terra poderia ter asteróides “troianos”, mas só agora constataram a sua presença, difícil de ser observada, pois ficam, em geral, mergulhados na luz solar. Contudo, a detecção do asteróide 2010 TK7 foi facilitada porque estava numa "órbita incomum que o afastou bastante do Sol", explicaram os investigadores." In CiênciaHoje"

sexta-feira, 4 de março de 2011

Nova teoria sobre o " Big Bang"


Estudo indica que meteoritos desencadearam a vida na Terra.Trabalho foi publicado na revista "Proceedings of National Academy of Sciences"


Meteoritos encontrados na Antárctida e utilizados na investigação (Imagem NASA)

Perceber como surgiu a vida na Terra sempre intrigou os cientistas, que ao longo do tempo desenvolveram várias teorias, sem  alguma vez terem comprovado alguma. Uma das mais conhecidas é a do químico sueco Svante August Arrhenius, segundo a qual a vida está espalhada pelo universo e chegou ao  nosso planeta em forma bacteriana num meteorito, que serviu como "semente" para que se desenvolvessem os organismos hoje existentes. Outra das hipóteses diz que os meteoritos não trouxeram a vida, mas os elementos e moléculas necessários para o seu aparecimento, uma teoria que é agora reforçada com uma nova investigação publicada na revista "Proceedings of National Academy of Sciences".
Trata-se de um trabalho  que traz importantes dados de apoio a esta possibilidade de que as moléculas precursoras da vida na Terra têm uma origem extraterrestre. 
Uma equipa de investigadores da Universidade  do Estado do  Arizona, nos Estados Unidos, liderada por Sandra Pizzarello, estudou  um meteorito que continha materiais orgânicos pertencentes ao grupo dos nunataks (picos rochosos expostos em áreas completamente geladas) da Antárctida.  Os cientistas pretendiam comprovar se o complexo material que forma o asteróide continha algum traço da evolução da vida terrestre.
Para isso reproduziram as condições ambientais que existiam na Terra antes do aparecimento de vida, pelo que usaram escalas temporais de laboratório (pois seria impossível recriar os tempos reais) para recriar a actividade hidrotermal, a temperatura e pressão da Terra primitiva.
Os resultados mostraram, para a surpresa dos investigadores, que este meteorito libertou uma grande quantidade de iões amónio (NH4), um importante precursor das moléculas biológicas complexas, tais como os aminoácidos ou o DNA.
Para descartar a possibilidade de que o amónio provinha da contaminação no laboratório, analisaram a composição isotópica do nitrogénio e verificaram que tal não tinha acontecido, visto que é muito diferente da que existe na atmosfera actual. Desta forma, Pizzarello e a sua equipa lançaram no seu trabalho a  ideia de  que a chegada destes meteoritos podem ter acelerado ou desencadeado a evolução das moléculas que deram origem à vida.
In "Ciência Hoje"01/03/2011