Amanhã
Estas noites sempre iguais
Duras de mastigar
Entre dentes e punhais
No vazio que por vezes me dás
Noite o teu tempo
É canto passageiro
Fome de caminheiro
Peça sem tabuleiro
Amanhã vivo mais cedo
Amanhã lembro quem és
Mais cedo que os nós
Que demos à vida
No amanhã que amanhece a teus pés
Em noites frias
De chuva na mão
Atiras para a vala
O meu coração
Tempo de glória
Dum amor livre
Que conta uma história
De quem sobrevive
Na tua noite
Lisa, suave
Deitada rosa
Num denso enclave
Descansa-me na tua brisa
No amanhã que amanhece a teus pés
Amanhã vivo mais cedo
Amanhã lembro quem és
Mais cedo que os nós
Que demos à vida
No amanhã que amanhece a teus pés
Ricardo Ribeiro
Neste Abril de 2026, em que tanto mundo se destrói em obscuras e sanguinárias lutas, em guerras que se prolongam para além da nossa compreensão, urge um amanhã novo que amanheça radioso e promissor de uma nova era.
As vozes que nos trazem saudade e esperança talvez rasguem horizontes que nos permitam sonhar, neste domingo português de Abril. Se o homem se faz pelo sonho , sonhemos em funda comunhão. E se a utopia é sempre um sonho, escutemos as palavras de Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano, em ‘Las palabras andantes": A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.
Ricardo Ribeiro, em Amanhã [ Official Music Video ].Letra e música de Ricardo Ribeiro.
Voz: Ricardo Ribeiro. Guitarra Portuguesa: Ângelo Freire. Contra Baixo: Rodrigo Correia. Viola: Bernardo Saldanha. Piano: Manuel Oliveira. Percussão: Alexandre Frazão. Iluminação: Pedro Leston. Produção Executiva: João Oliveira Produção: Sons em Trânsito Realização: Rafael Rodrigues e Joana Araújo. Edição: Tomás Moreira.
Ricardo Ribeiro feat. Ana Moura , em Maré.
‘Maré’ é um tema de almas reunidas conscientes do mar, ora sereno ora revolto, da vida. Duas almas num canto que se salvam do quotidiano e do tempo que as atravessa. Mais do que uma canção, são versos de fraternidade e paciência com a vida e com tudo o que nos dá. Porque sabemos que nos podemos salvar uns aos outros com amor e empatia.”
Ricardo Ribeiro
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