terça-feira, 16 de junho de 2020

As catástrofes que não venceram Portugal

As sete catástrofes históricas tão ou mais assustadoras que o COVID-19 
"Ao longo da história, Portugal já enfrentou situações tão ou mais assustadoras que o novo Coronavírus. Conheça algumas delas.
Portugal, a Europa e o Mundo vivem hoje em sobressalto graças ao surto do novo Coronavírus, que teve origem na China. A existência de pandemias de grandes dimensões e mortalidade é um fenómeno mais vulgar do que possamos imaginar. No entanto, os avanços na medicina e nos cuidados de saúde fizeram com que eles se tenham tornado muito menos frequentes.
Por muito difícil que possa parecer, devemos todos ter a noção que, graças ao nosso esforço colectivo, podemos vencer esta batalha contra o Coronavírus. Aliás, ao longo da nossa longa história, já vencemos batalhas bem piores do que esta.
Por isso mesmo, e porque é importante motivar toda a gente e fazê-las acreditar que é possível vencer esta ameaça, conheça 7 momentos históricos em que o povo português venceu (e superou) ameaças tão ou mais perigosas do que o COVID-19.
De uma população de 300 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram, 900 das quais vitimadas directamente pelo tsunami. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas.
Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços.

2. Peste negra em 1569

É facto histórico comprovado que a Cidade de Lisboa sofreu cerca de 20 períodos da epidemia da peste, sendo que o período mais avassalador foi já na era Moderna, no ano de 1569. Este período ficou conhecido como a Grande Peste de Lisboa.
Esta epidemia, que rapidamente se tornou numa pandemia, deu um corte bastante acentuado na demografia da cidade. Esta Grande Peste começou em Julho de 1569 e só terminou na primavera do ano seguinte.
Durante estes meses, morreram cerca de 600 pessoas por dia, num total de 60 000 no final da pandemia. Se antes mesmo deste período, Lisboa mantinha-se com uma elevada taxa populacional, após este negro período, Lisboa estava transformada numa autêntica necrópole.

3. Sismo na Ilha de São Jorge em 1757

Mandado de Deus é o nome popular porque ficou conhecido o grande sismo e maremoto que a 9 de Julho de 1757 abalou a ilha de São Jorge, Açores e ilhas vizinhas, causando nelas grande destruição e mortandade. Do abalo resultou a morte imediata de pelo menos 1053 pessoas na ilha de São Jorge e 11 na ilha do Pico. Com os feridos que vieram a perecer e os desaparecidos, estima-se que tenham morrido cerca de 1500 pessoas.
O Mandado de Deus foi o mais violento dos terramotos de que há memória nos Açores, causando destruição generalizada e formando muitas das actuais fajãs, entre elas a da Caldeira de Santo Cristo. Dos grandes deslizamentos resultou um maremoto que atingiu todo o Grupo Central. Pelo menos 1053 pessoas morreram em São Jorge e 11 no Pico.

4. Sismo na Ilha de São Miguel em 1522

Subversão de Vila Franca ou Terramoto de Vila Franca são as designações que na historiografia açoriana tradicionalmente se dá ao grande sismo que na noite de 21 para 22 de Outubro de 1522 provocou grandes movimentos de terra e destruição generalizadas das habitações na ilha de São Miguel, em especial em Vila Franca do Campo, então a capital da ilha.
O sismo teve epicentro alguns quilómetros a NNW de Vila Franca, atingindo a localidade com intensidade máxima de grau X da Escala Macrossísmica Europeia de 1998, derrubou a maioria dos edifícios e desencadeou movimentos de vertente com origem nas encostas sobranceiras à vila que mobilizaram cerca de 6,75 milhões de metros cúbicos de material que formou um lahar que soterrou as ruínas do povoado. Em consequência estima-se que morreram de 3 000 e 5 000 pessoas na vila, a quase totalidade dos habitantes de então.

5. Sismo de Lisboa em 1531

O sismo de Lisboa de 1531 foi um violento terramoto que atingiu a zona de Lisboa em 26 de Janeiro de 1531. O terramoto e o posterior tsunami resultaram em aproximadamente 30 000 mortes.
Acredita-se que a causa foi uma falha geológica na região do baixo Tejo, e foi precedido por um par de choques em 2 de Janeiro e 7 de Janeiro. Os danos causados, especialmente na parte baixa foram severos, aproximadamente um terço das edificações da cidade foram destruídas e mil vidas se perderam no choque inicial. O Paço da Alcáçova e a Igreja de São João foram ambos quase completamente destruídos.
Historiadores da época relataram inundações perto do rio Tejo, algumas embarcações foram atiradas contra as rochas e outras ficaram no leito seco do rio, que se retraiu por instantes, num violento tsunami.
Em Portugal, a peste entrou no Outono de 1348. Matou entre um terço e metade da população, segundo as estimativas mais credíveis, levando a nação ao caos. Foram inclusivamente convocadas as Cortes em 1352 para restaurar a ordem.
A peste, que nunca antes existira na Península Ibérica, voltou a Portugal várias vezes até ao fim do século XVII, ou seja sempre que nasciam suficientes novos hóspedes não imunes.

7. Gripe espanhola em 1918

Em Portugal, o número oficial de vítimas é superior a 60 mil. A doença varreu o país a uma grande velocidade, tanto assim que a falta de caixões para os funerais foi um dos resultados imediatos, o que fazia que muitas famílias os comprassem por antecipação e guardassem debaixo das camas onde os seus membros agonizavam.
A pneumónica apanha o mundo e as autoridades sanitárias desprevenidas, até porque ainda se desconhecia a existência do vírus, e Portugal não escapa ao surto quando, no final de Maio de 1918, surge o primeiro caso em Vila Viçosa, e rapidamente o contágio se propaga pelo país de sul para norte.
Os mortos portugueses são uma ínfima parte dos mais de 20 milhões de vítimas em todo o mundo – embora existam estimativas que apontam para números bem mais altos -, mas é uma quantidade tão impressionante que pode ser considerada a mais alta para uma doença do género em Portugal.
As origens da pneumónica a nível mundial nunca foram exactamente localizadas, havendo várias teorias , entre as quais a de ter nascido na Ásia ou ou em cidades europeias como Brest ou Bordéus. Os últimos estudos apontam os Estados Unidos como o local onde surgiram os primeiros casos.
A sua entrada em Portugal deu-se através dos trabalhadores sazonais portugueses que iam para Badajoz e Olivença e que trouxeram a doença para a localidade alentejana de Vila Viçosa, onde no fim de Maio ocorre a primeira morte.
No dia 4 do mês seguinte é registado outro caso em Leiria, confirmando a fácil propagação em todo o território, pois vai da zona perto da fronteira com Espanha. Seguir-se-á Guarda, Castelo Branco, Beja e Évora e chega rapidamente aos grandes centros urbanos de Lisboa e do Porto. Segundo cálculos oficiais, os índices de maior mortalidade verificaram-se em Benavente, onde sete em cada cem pessoas morreram da gripe." Vortex

domingo, 14 de junho de 2020

Ao Domingo Há Música


No dia 5 deste  mês de Maio último, festejou-se o primeiro dia Mundial da Língua Portuguesa, aprovado pela Conferência das Nações Unidas, conforme assinalámos neste espaço, em justo tempo.
A nossa língua cobre uma grande parte do globo. Milhares e milhares de falantes fazem dela uma das mais vivas línguas. Numa singular diversidade, determinada por diferentes variantes , a língua portuguesa surge enriquecida na sua própria unidade.
Hoje, a Música e a Poesia falam em português. Roubámos ao poeta Alberto de Lacerda, (nascido na Ilha de Moçambique, em 1928 e falecido, em Londres, em 2007), um magnífico poema.
Alberto de Lacerda é um dos nossos grandes poetas do século XX. Toda a sua obra é de uma extrema riqueza e singularidade. 
 
Lugar Comum

Há sempre imensa gente  nos meus versos
Embora não se note à primeira leitura

Há sempre imensa gente nos meus versos
De condição diversa mas olhos quase sempre
Muito belos

Os olhos recuam o tempo do mundo
Os olhos acordam os olhos da alma
Os olhos insistem torturam repetem
A mesma frase fatal musical e perfeita

Os olhos são a minha obsessão

Por isso quando a noite cai sobre os meus poemas 
A imensa gente que há nos meus poemas
Consegue chorar sem vergonha da luz
                                            Londres, 8.12.1955
Alberto de Lacerda, in labareda, Tinta da China, Junho de 2018, p 32 

Fomos à nossa Música,  às vozes que nos tocam. E duas  vozes portuguesas ressurgiram belas e originais, cujo talento se afirma em cada produção : Dulce Pontes e Tereza Salgueiro.
Independente e criativa, Dulce Pontes compõe e  canta para nosso deleite , como acontece,  em Ondeia- Água .
Licenciado ao YouTube por UMG (em nome de Universal Music); LatinAutor, Warner Chappell e 4 sociedades de direitos musicais

A voz sempre límpida e graciosa de Tereza Salgueiro não cessa de nos surpreender. 
Ei-la  em "Por este Rio acima" , com o  Lusitânia Ensemble . A Música e Letra são de Fausto Bordalo Dias e os arranjos de Jorge Varrecoso Gonçalves.

E , ainda , Dulce Pontes, em Nu , do Álbum Momentos.
Licenciado ao YouTube por Kontor New Media Music (em nome de Galileo Music Communication); LatinAutor e 4 sociedades de direitos musicais.

sábado, 13 de junho de 2020

Palavras sábias

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” Ghandi

“Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos.” Martin Luther King

“A primeira lei da natureza é a tolerância; já que temos todos uma porção de erros e fraquezas.”Voltaire

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Cinema

Ennio Morricone e John Williams  dois grandes compositores , autores galardoados com Óscares   por bandas sonoras de filmes, receberam, no dia  5 deste mês de Junho,  o  Prémio Princesa de Asturias de las Artes de 2020
"O júri do prémio sublinha que os dois autores premiados "enriqueceram centenas" de filmes com o seu talento: enquanto Morricone construiu a sua reputação a compor música da Europa, nos filmes do Oeste Selvagem Americano, Williams "transferiu" o espírito da tradição sinfónica vienense para os êxitos cinematográficos de Hollywood.
Os dois autores têm em comum à sua extensa e variada obra , a sua "deslumbrante capacidade para atravessar géneros e fronteiras", sendo "dois dos compositores vivos mais respeitados em todo o mundo".

Nascido em Roma em 1928, Morricone é compositor, orquestrador e maestro com trabalho em teatro, rádio e cinema. Começou por estudar trompete, em 1956 formou-se em composição no Conservatorio di Santa Cecilia, na capital italiana, sob orientação do conhecido maestro Goffredo Petrassi (1904-2003). A estação de televisão RAI e a editora RCA Itália foram os primeiros locais de trabalho de Morricone. Ao longo das décadas, tornaram-no famoso bandas sonoras de longas-metragens como A Missão, de Roland Joffé; Queimada!, que Gillo Pontecorvo; Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino; Ata-me!, de Pedro Almodóvar; Cinema Paraíso, de Giuseppe Tornatore; ou ainda Os Intocáveis, de Brian De Palma, além dos Western como Era uma vez na América do cineasta Sergio Leone.
Em 2016 ganhou o Globo de Ouro e o Óscar, pela banda sonora de Os Oito Odiados, do realizador Quentin Tarantino.
Morricone compôs originais para a portuguesa Dulce Pontes, com quem contou no álbum "Focus" (2003). Dulce Pontes participou também numa série de concertos comemorativos dos 60 anos de carreira do maestro e compositor italiano, em 2017.
John Williams nasceu em Nova Iorque, em 08 de Fevereiro de 1932, e é considerado um dos compositores mais populares da era moderna, tendo composto a música de algumas das bandas sonoras mais emblemáticas da história do cinema: Tubarão, Encontros Imediatos de 3.º Grau, E.T., Super-Homem, Indiana Jones, A Lista de Schindler, Parque Jurássico, os três primeiros filmes do Harry Potter e o que é considerado a banda sonora mais popular da história do cinema, a Guerra das Estrelas, entre outras..
Cada prémio consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró -- símbolo que representa o galardão -, 50.000 euros, um diploma e uma insígnia, que nos anos anteriores foi entregue numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, no teatro Campoamor, em Oviedo.
O Prémio das Artes foi concedido, em anos anteriores, a personalidades ou entidades como o encenador britânico Peter Brook (2019), o ilustrador e realizador de cinema de animação William Kentridge (2017), o cineasta Francis Ford Coppola (2015), o arquiteto Norman Foster (2009), o músico Bob Dylan (2007) e o realizador Woody Allen (2002), entre outros.
Este galardão distingue "o trabalho de criação e aperfeiçoamento da cinematografia, teatro, dança, música, fotografia, pintura, escultura, arquitectura e outras manifestações artísticas".
Em termos mais gerais, os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o "trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário" realizado por pessoas ou instituições a nível internacional."


Os primeiros passos de quinze  grandes  realizadores  de cinema 
"As biografias dos realizadores de cinema mais famosos do mundo escondem factos curiosos. Vários começaram a produzir  filmes ainda quando criança, outros entraram por sorte, outros eram tão estranhos que foram rejeitados de início.
Neste artigo, recordamos  o início de carreira de quinze grandes realizadores de cinema, embora outros igualmente valorosos não sejam,  agora, incluídos por falta de espaço.

1. Steven Spielberg (1946) 
diretores de cinema
Ainda criança, Steven Spielberg fazia pequenos filmes caseiros com a  câmara Super-8 e   tendo   as   três  irmãs mais novas como actrizes. Como  não era bom aluno,  não  conseguiu vaga no curso de cinema da Universidade da Califórnia.
A sua carreira começou  a sério aos treze anos de idade, quando venceu um concurso de curtas metragens  com um filme de 40 minutos que falava sobre guerra. A partir daí, foi só sucesso: aos dezasseis anos teve o seu primeiro filme, Amblin (1963) premiado no Festival de Veneza e com vinte cinco anos de idade já trabalhava em Hollywood.
Hoje, Spielberg é um nome indispensável em qualquer lista de cinema, vencedor de quatro Óscares e director de filmes que já  facturaram cerca de dez biliões de dólares.
Os clássicos de Steven Spielberg são: Tubarão (1975), Contactos Imediatos de Terceiro Grau (1977), Jurassic Park: Parque dos Dinossauros (1993), Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida (1981), E.T. - O Extraterrestre (1982), A Lista de Schindler (1993), Lincoln (2012).

2. Stanley Kubrick (1928 - 1999)
diretores de cinema
Kubrick cresceu no Bronx, EUA, e  seguiu  os gostos do pai, médico, por xadrez e fotografia. O seu trabalho com câmaras começou como foto-jornalista para a revista  Look, quando ele tinha apenas dezassete anos de idade.
Aos  vinte e dois anos, dirigiu um pequeno documentário de apenas doze minutos que acompanhou o lutador de boxe Walter Cartier por um dia. Foi o seu primeiro trabalho profissional, lançado pela produtora RKO como Dia de Luta (1951).
Cinco anos depois ,Kubrick já estava a  trabalhar com Kirk Douglas, um dos maiores actores norte-americanos de todos os tempos.
Os maiores filmes de Stanley Kubrick são: Spartacus (1960), 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971), O Iluminado (1980).

3. David Fincher (1962) 
diretores de cinema
Nascido no Colorado, EUA, filho de um escritor e de uma enfermeira, a exemplo de outros directores, o contacto de Fincher com o cinema começou quando ele recebeu uma câmara Super-8 do pai, no seu aniversário de oito anos.
Residia  perto  da casa do director George Lucas, que no final da década de setenta, revolucionou o cinema com o primeiro filme da série Star Wars. Fincher disse que foi  ao assistir a O Império Contra-Ataca (1980), que soube que queria trabalhar em  cinema.
Assim que terminou o ensino médio, começou a trabalhar na Korty Films, e logo depois foi parar à Industrial Light and Magic, empresa de efeitos especiais de George Lucas. Depois de ficar uns anos a trabalhar em  publicidade, Fincher estreou-se como realizador no filme Alien 3 (1992), mal sucedido, e depois entrou de vez para o hall da fama de Hollywood ao dirigir o sucesso Seven: Os Sete Pecados Capitais (1995).
Grandes sucessos de David Fincher: Seven: Os Sete Pecados Capitais (1995), Clube da Luta (1999), Zodíaco (2007), O Curioso Caso de Benjamin Button (2008), A Rede Social (2010), Garota Exemplar (2014).

4. Christopher Nolan (1970) 
diretores de cinema
Nolan nasceu em Londres e, quando criança, vivia em trânsito entre os EUA e a Inglaterra, possuindo então dupla nacionalidade. Também começou o seu amor por cinema filmando pequenas produções em casa, com apenas sete anos, usando a Super-8 do pai e imagens do espaço adquiridas por um tio que trabalhava na NASA. 
Foi quando ingressou no curso de literatura inglesa da University College London (UCL) que o garoto apaixonado por cinema pôde começar a produzir as primeiras curtas metragens, usando os equipamentos e estrutura do cineclube da faculdade, de que  ficou presidente.
Depois de ter produzido três curtas metragens,  assim que se formou na faculdade, Nolan filmou a primeira longa metragem, com investimento próprio e ajuda de amigos. Following (1998) foi o passaporte do director dos filmes independentes para os grandes orçamentos hollywoodianos.
Maiores filmes de Christopher Nolan: Amnésia (2000), O Grande Truque (2006), A trilogia Batman, O Cavaleiro das Trevas (2005 - 2012) e A Origem (2010).

5. Quentin Tarantino (1963) 
diretores de cinema
Nascido no Tennessee e criado,  na Califórnia, pela mãe e  pai  adoptivo, Quentin Tarantino sempre gostou de cinema, chegando a abandonar o ensino médio porque preferia ver filmes e ler banda desenhada.
Frequentou algumas aulas de teatro no final da adolescência, mas foi com o emprego como balconista na Video Archives, uma famosa locadora de filmes em Manhattan Beach, que Quentin ficou ainda mais viciado em filmes e usava parte do seu tempo a escrever roteiros. Um desses roteiros foi justamente o de Cães de Aluguer, comprado por um produtor e gravado em 1992.
O estilo violento e sádico de Tarantino, aliado às inúmeras referências que ele trazia de seu vício em cinema fê-lo  um director de sucesso a partir de Pulp Fiction (1994), lançando-o como director aos 31 anos. Hoje, Tarantino é um dos nomes mais famosos da indústria de Hollywood e qualquer película assinada por ele é sucesso garantido de bilheteira.
Maiores filmes de Quentin Tarantino: Pulp Fiction, Tempos de Violência (1994), Kill Bill Vol. I e II (2003 - 2004), Bastardos Inglórios (2009), Django Livre (2012).

6. Martin Scorsese (1942) 
diretores de cinema
O aclamado director Martin Charles Scorsese cresceu junto a seus pais de descendência italiana, no bairro de Little Italy, em Manhattan, Nova Iorque. Os pais contam que desde pequeno Martin já fazia pequenos filmes em casa, usando-os como actores.
Quando tinha por volta de vinte anos de idade, Martin produziu uma pequena curta-metragem de comédia que lhe rendeu uma bolsa de estudos de US $ 500 dólares para estudar cinema na  Universidade de Nova Iorque. Aos vinte e quatro anos já havia concluído o mestrado em cinema e aos vinte e seis completou a primeira longa metragem, Quem está batendo na minha porta? (1966).
Mas o sucesso absoluto do director veio com Taxi Driver (1976), quando ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e fixou o status do actor Robert De Niro, como uma lenda viva do cinema. Hoje Scorsese é um dos directores mais premiados e reconhecidos de todos os tempos.
Grandes filmes de Martin Scorsese: Taxi Driver (1976), Os Bons Companheiros (1990), Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006), O Lobo de Wall Street (2013).

7. Alfred Hitchcock (1899 - 1980) 
diretores de cinema
Alfred Hitchcock  nasceu em Londres e foi criado numa família bem rígida com mais dois irmãos. Estudou na infância e parte da adolescência num rigoroso colégio de jesuítas que, posteriormente, serviu de projecção para o tom transgressor de seus filmes.
Em paralelo à faculdade de engenharia, Hitchcock fazia um curso de artes no departamento de Belas Artes da Universidade de Londres, o que  possibilitou conseguir um emprego como desenhista e designer de publicidade. Com vinte e dois anos, conseguiu um emprego na indústria cinematográfica desenhando títulos e cartazes para os filmes mudos da Famous Players-Lasky Company. Alguns anos depois já trabalhava como assistente de direcção.
O filme O Inquilino (1927) foi o seu primeiro filme de suspense, mas a consagração do director com esse estilo veio com Chantagem e Confissão (1929), um sucesso absoluto no Reino Unido. Mudando-se para o EUA aos quarenta anos, Hitchcock ganhou um Óscar com seu primeiro filme dirigido na América (Rebecca, de 1940) e passou a ser um sucesso também em Hollywood. O director inglês sustenta o título de um dos maiores cineastas de sempre.
Os melhores filmes de Hitchcock: Rebecca (1940), A Sombra de Uma Dúvida (1943), Interlúdio (1946), Janela Indiscreta (1954), Psicose (1960), Os Pássaros (1963).

8. Tim Burton (1958)
diretores de cinema
Timothy "Tim" Willian Burton cresceu no estado de Los Angeles, na Califórnia, com os pais e mais um irmão. O seu passatempo predilecto era pintar, desenhar e ver filmes. Com apenas treze anos, produziu uma curta-metragem usando a técnica de stopmotion, com o  título A Ilha do Dr. Agnor.
Assim que acabou o ensino médio, Tim ganhou uma bolsa da Disney para cursar animação por três anos no Instituto das Artes da Califórnia. Depois foi contratado pela  Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Trabalhou na Disney  até que foi demitido, pois seus filmes eram considerados sombrios demais pela empresa.
Foi com Vincent (1982), uma das  curtas metragens  que Burton produziu durante a sua passagem pelos estúdios Disney, que conseguiu o seu primeiro destaque e prémio no Chicago Film Festival. Os Fantasmas se Divertem (1988) consagrou o director com um Óscar de Melhor Maquilhagem e colocou, definitivamente, o seu nome   no Hall dos melhores directores de Hollywood.
Entre as produções góticas, fantasiosas ou sombrias de Tim Burton  destacam-se: Os Fantasmas se Divertem (1988), Edward Mãos de Tesoura (1990), O Estranho Mundo de Jack (1993), A Noiva Cadáver (2005), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Alice no País das Maravilhas (2010).

9. Woody Allen (1935)
Allan Stewart Königsberg é o nome real deste director nascido em Brooklin,  Nova Iorque, numa família de classe média judia. Mudou o nome para Heywood Allen quando tinha dezassete anos de idade e ingressou no curso de produção cinematográfica da Universidade de Nova Iorque, quando tinha vinte e dois anos.
Entediado, Allen abandonou a faculdade e começou a escrever roteiros de comédia para televisão. O trabalho para o programa Your Show of Show  rendeu-lhe uma indicação ao Emmy, mas Allen queria mesmo trabalhar em cinema, pelo que foi escrevendo e actuando , estreando-se com  O Que é Que Há, Gatinha?, de 1965.
Depois do sucesso de Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), que ganhou quatro Óscares, Allen passou a ser um dos realizadores de cinema mais aclamados do mundo e há mais de cinquenta anos vem oferecendo ao seu público praticamente uma nova película por ano, o que é raro em Hollywood.
Os maiores filmes de Woody Allen são: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1979), A Rosa Púrpura do Cairo (1985), Hannah e Suas Irmãs (1986), Match Point (2005), Vicky Cristina Barcelona (2008) e Blue Jasmine (2013).

10. Francis Ford Coppola (1939) 
diretores de cinema
Crescido no bairro de Queens em Nova Iorque, filho de pai músico e compositor e mãe actriz, Coppolla foi atingido por uma poliomielite quando criança, e enquanto ficou acamado, encontrou na produção de pequenas peças de marionetas um jeito de se entreter.
Depois do ensino médio, onde chegou a fazer teatro, Francis frequentou o prestigiado curso de cinema da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e foi como estudante e depois pós graduando que começou a produzir os seus primeiros filmes, primeiro como roteirista, depois como realizador.
Com o roteiro de Patton - Rebelde ou Herói? (1970)  venceu o seu primeiro Óscar e a fama de realizador veio com a primeira longa  metragem da trilogia O Poderoso Chefão (1972), que também venceu o Óscar de melhor filme, roteiro e director.
Entre os filmes mais famosos de Francis Ford Coppola estão: Vidas Sem Rumo (1983), a trilogia O Poderoso Chefão (1972, 1974, 1990), Apocalipse Now (1979), Drácula de Bram Stoker (1992).

11. George Lucas (1944) 
ZSD
George Walton Lucas Jr nasceu num bairro suburbano da Califórnia e, antes de se interessar pelo mundo do cinema, gostava do mundo automobilístico, até que um grave acidente de carro o fez desistir dessa carreira.
Depois do acidente, Lucas frequentou uma faculdade comunitária onde, em companhia do amigo John Plummer, começou a interessar-se  por cinema, vendo filmes clássicos de directores italianos e franceses e fazendo pequenas gravações de corridas de autocross. Lucas, então , transferiu-se para a Escola de Artes Cinematográficas da Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde tudo começou.
O seu primeiro filme, quando já estava na pós graduação, foi Labirinto Electrónico: THX-1138 4EB (1967), uma curta-metragem de ficção científica. Com ele,  ganhou prémios e uma bolsa de estudos da Warner Bros. Criou a Fundação da LucasFilm, em 1971, e  obteve enorme sucesso com  Loucuras de Verão (1973).
Hoje George Lucas é reconhecido como um mestre dos efeitos especiais (imortalizados por Star Wars) e sustenta uma carreira com filmes campeões de bilheteira, como a sequência Indiana Jones.

12. Charles Chaplin (1889 - 1977) 
diretores de cinema famosos
Charles Spencer Chaplin nasceu em Londres, filho de um pai actor, com quem Chaplin teve pouco contacto, e a mãe cantora de music hall. Teve uma infância conturbada com o irmão, pois foram abandonados pelo pai e a mãe sofria de problemas mentais.
Tendo que tomar conta de si muito cedo e inspirado pela profissão da mãe, quando tinha apenas doze anos, já fazia parte de uma trupe de artistas comediantes. Foi vivendo de pequenas apresentações e outros trabalhos por Londres até que, em 1914, teve a possibilidade de actuar numa comédia americana,  sendo  a primeira vez que interpretou o famoso personagem Charlot,  em Charlot Fotogénico (1914).
No ano seguinte, com apenas vinte e cinco anos Chaplin já apareceu em mais de 30 projecções e tornou-se famoso e rico. Hoje é considerado um dos pais do cinema pela extraordinária contribuição à sétima arte, sendo  o cineasta mais homenageado de todos os tempos.
Principais filmes de Charles Chaplin: O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925), O Circo (1928), Luzes da Cidade (1931), Tempos Modernos (1936), O Grande Ditador (1940), Luzes da Ribalta (1952), Um Rei em Nova Iorque (1957) e A Condessa de Hong Kong (1967).

13. Ingmar Bergman (1918 - 2007) 
diretores de cinema
Nascido na Suécia e filho de um pastor Luterano muito rígido, Bergman começou a gostar de filmes como uma evasão à dura educação que seu pai lhe impunha. Aos sete anos, o menino já produzia pequenos filmes com excertos de outras produções e escrevia peças de teatro de fantoches.
Depois de um ensino médio entediante, Bergman ingressou na Universidade de Estocolmo para estudar arte e literatura. A maior parte do tempo ficava envolvido em   peças de teatro e assistindo a filmes. Aos vinte e quatro anos, pode dirigir a sua primeira peça, que foi vista por membros de uma empresa de filmes que ofereceu a Bergman uma posição para trabalhar em roteiros.
O primeiro filme de Bergman como roteirista e realizador foi Crise (1946), e o seu primeiro sucesso mundial foi Sorrisos de uma Noite de Verão (1955). É considerado um mestre a fazer arte no cinema e em  abordar, de forma magistral,  temas delicados como a fé, morte e solidão. 
Principais filmes de Ingmar Bergman: Persona (1966), O Sétimo Selo (1956), Gritos e Sussurros (1972), Fanny e Alexander (1982) e Cenas de um Casamento (1974).

14. James Cameron (1954) 
diretores de cinema
Nascido no Canadá e filho de uma enfermeira com um engenheiro electricista, a vida de Cameron deu uma reviravolta quando a sua família se  mudou para a Califórnia, EUA. O cineasta então tinha dezasseis anos e  aproximou- se do mundo cinematográfico que já era uma tradição na região.
Apesar de ser viciado em cinema e ter visitado inúmeras vezes os arquivos de filme da Universidade do Sul da Califórnia, James decidiu cursar filosofia no Canadá. Curso que acabou abandonando para escrever roteiros e se dedicar totalmente à carreira cinematográfica.
Com vinte e quatro anos, James fez a primeiro curta metragem de ficção científica, Xenogénese (1978), que lhe rendeu um emprego na empresa do famoso director Roger Corman. Mas foi seis anos depois, com O Exterminador do Futuro, que Cameron  se consagrou como um realizador de sucesso, sendo responsável pelas duas maiores bilheteiras da história do cinema: Avatar e Titanic.
Entre os filmes mais famosos de James Cameron estão: O Exterminador do Futuro (1984), O Segredo do Abismo (1989), Aliens (1986), Titanic (1997) e Avatar (2009).

15. Federico Fellini (1920 - 1993) 
diretores de cinema
Nascido e criado numa pequena cidade italiana, Federico sempre gostou de artes e já se mostrava criativo desde criança. Na época do ensino médio, trabalhou como caricaturista de um teatro local, desenhando retratos de estrelas de cinema.
Aos dezanove anos, mudou-se para Roma para cursar direito, mas o seu tempo era mesmo gasto escrevendo artigos para a revista satírica o O MarcAurelio. Foi construindo a sua carreira como roteirista e fazendo amizades na rádio e posteriormente no cinema. Obteve  o  primeiro trabalho cinematográfico com  o roteiro de Roma, Cidade Aberta (1945).
A sua estreia como realizador foi em 1953, com Os Inúteis, que ganhou o prémio de Leão de Prata no Festival de Veneza. Hoje Fellini é considerado um dos maiores directores italianos de todos os tempos e influenciador de vários drealizadores de cinema famosos do século XX.
Principais filmes de Fellini: A Doce Vida (1960), Oito e meio (1963), A Estrada (1954), Noites de Cabíria (1957), Julieta dos Espíritos (1965), Amarcord (1973), Casanova (1976)." Baseado e adaptado em artigos e notícias da   Imprensa e de Gessica Borges, em ebiografia.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Escolha o seu sonho

Na sua despretensão, humaniza e é essa humanização que lhe confere certa profundidade de significado. A crónica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas ou das pessoas. Em lugar de oferecer um lugar excelso, numa revoada de adjectivos e períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas. É amiga da verdade e da poesia nas suas formas mais fantásticas e directas.
António Cândido (org.), in  “A crónica: o género, sua fixação e suas transformações no Brasil”,Campinas: Unicamp, 1992, pp. 13,14.

Escolha o seu sonho

"Devíamos poder preparar os nossos sonhos como os artistas, as suas composições. Com a matéria subtil da noite e da nossa alma, devíamos poder construir essas pequenas obras-primas incomunicáveis, que, ainda menos que a rosa, duram apenas o instante em que vão sendo sonhadas, e logo se apagam sem outro vestígio que a nossa memória.
Como quem resolve uma viagem, devíamos poder escolher essas explicações sem veículos nem companhia – por mares, grutas, neves, montanhas e até pelos astros, onde moram desde sempre heróis e deuses de todas as mitologias, e os fabulosos animais do Zodíaco.
Devíamos, à vontade, passear pelas margens do Paraíba, lá onde as espumas crespas correm com o luar por entre as pedras, ao mesmo tempo cantando e chorando. – Ou habitar uma tarde prateada de Florença, e ir sorrindo para cada estátua dos palácios e das ruas, como quem saúda muitas famílias de mármore… – Ou contemplar, nos Açores,  hortênsias da altura de uma casa, lagos, de duas cores e cestos de vime nascendo entre fontes, com águas frias de um lado e, do outro, quentes… – Ou chegar a Ouro Preto e continuar a ouvir aquela menina que estuda piano há duzentos anos, hesitante e invisível – enquanto o cavalo branco escolhe, de olhos baixos, o trevo de quatro folhas que vai comer. 
Quantos lugares, meu Deus, para essas excursões! Lugares recordados ou apenas imaginados. Campos orientais atravessados por nuvens de pavões. Ruas amarelas de pó, amarelas de sol, onde os camelos de perfil de gôndola estacionam, com os seus carros. Avenidas cor-de-rosa, por onde cavalinhos emplumados, de rosa na testa e colar ao pescoço, conduzem leves e elegantes coches polícromos …
… E lugares inventados, feitos ao nosso gosto; jardins no meio do usar; pianos brancos que tocam sozinhos; livros que se desarmam, transformados em música. […]
Devíamos poder sonhar com as criaturas que nunca vimos e gostaríamos de ter visto: Alexandre, o Grande; São João Baptista; o Rei David a cantar; o Príncipe Gautama…
E sonhar com os que amamos e conhecemos, e estão perto ou longe, vivos ou mortos… Sonhar com eles no seu melhor momento, quando foram mais merecedores de amor imortal…
Ah!… – (que gostaria  de sonhar esta noite?)"
Cecília Meireles, em Crónica extraída do Livro “Escolha o seu sonho” . 4ª ed., Rio de Janeiro: Global Editora, 2016.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Dia do Poeta e de Portugal

Ponta Delgada, 10 de Junho de 1995

"Dia de Camões. Luís Vaz de Camões, de seu nome de baptismo. Dia santo de guarda do Poeta que, arriscando daquela vez a vida e o destino por mares meridionais, entre muitas e extraordinárias aventuras, salvou a nado uma epopeia.
O caso do português-emigrante, resumo e paradigma do " enigma português", destinado a ser " mais do que lhe permitia  a força humana".  Muito mais do que permitia o tamanho da Pátria onde nasceu. E como lhe pagou então a Pátria? Como tantas vezes as pátrias costumam pagar: com a ingratidão - desconsiderando-lhe os méritos, renegando-o como profeta, consentindo fosse a enterrar, pobre e sozinho, embrulhado num lençol de estamenha.
Ultimamente, por mor de aliviar o peso da má consciência, a Pátria  brinda-o neste dia , oferecendo em seu nome  dez mil cruzados  novos  de prémio aos poetas  de todas as latitudes - os juros  acumulados  de um capital  antigo que a Nação lhe devia e nunca lhe pagou em vida."
Fernando Aires, in Era uma vez o Tempo, Diário (1982-2010) , Editora Opera Omnia, Outubro 2015 ,  pp. 569-570

terça-feira, 9 de junho de 2020

Bob Dylan

How many years can a mountain exist, before it’s washed to the sea
How many years can some people exist, before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head, and pretend that he just doesn't see
The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
Bob Dylan, 1963


Os anos sessenta foram ricos e produtivos em Música. Surgiram compositores e cantores que lançaram novos ritmos, apoiados em poemas que  traduziam   um novo sentir , uma diferente visão do mundo, uma nova mentalidade. Bob Dylan foi uma das vozes mais fortes. A música que produziu nesse tempo é de uma actualidade incontroversa. Continuou a escrever, a compor  e a cantar  ao longo de todos estes anos. Foi premiado e ovacionado. 
Neste Junho de 2020, recuámos também ao seu tempo primeiro , à profícua década de sessenta para recordar três grandes canções de diferentes álbuns.

Bob Dylan, em  Blowin' In The Wind do Álbum The Freewheelin' Bob Dylan, lançado em 1963.


Bob Dylan, em  Lay, Lady, Lay (Take 2 - Alternate Version) do Álbum Nashville Skyline, editado em 1969
Licenciado ao YouTube por SME (em nome de Columbia); UNIÃO B
RASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, LatinAutor, LatinAutor - SonyATV, CMRRA, Sony ATV Publishing, Audiam (Publishing) e 4 sociedades de direitos musicais.
Bob Dylan , em  Just Like a Woman, do Álbum Blonde on Blonde, lançado em 1966.
Licenciado ao YouTube por SME (em nome de Columbia); UNIÃO B
RASILEIRA DE EDITORAS DE MUSICA - UBEM, LatinAutor, Latin AutorSony ATV, CMRRA, Sony ATV Publishing, Audiam (Publishing) e 4 sociedades de direitos musicais.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

O poder e a liberdade de ler

Ler é um acto de poder
"Ler sempre é um acto de poder.E é uma das razões pelas quais o leitor é temido em quase todas as sociedades”, inicia o escritor argentino Alberto Manguel neste vídeo em tom de manifesto a favor da leitura. Manguel leva-nos para uma viagem pela história da capacidade de ler – e da liberdade de ler – e convida-nos para uma grande reflexão sobre fronteiras, identidade, poder e literatura.
Alberto Manguel é autor de obras como “Dicionário de lugares imaginários”, “Uma história da leitura” e “A cidade das palavras – as histórias que contamos para saber quem somos”. Reconhecido internacionalmente por honrarias como o título de Oficial da Ordem das Artes e das Letras, do Ministério da Cultura da França, e os Prémios Grinzane Cavour e Roger Caillois." in Fronteiras do Pensamento