Consumo de anti-depressivos em
Portugal subiu 7,1%
Os
portugueses compraram mais 329 mil unidades de anti-depressivos nos primeiros
oito meses deste ano que em igual período de 2011, o que representa uma subida
de 7,1 por cento, revelam dados de uma consultora farmacêutica.
Entre Janeiro
e Agosto de 2012 já foram vendidas em Portugal quase cinco milhões de unidades
de anti-depressivos (4.970.062), mais 329.292 unidades - ou 7,1 por cento - do
que em igual período do ano passado (4.640.770), segundo dados revelados à
agência Lusa por ocasião do Dia Europeu da Depressão, que hoje se assinala.
Segundo a
consultora IMS Health, entre Janeiro e Agosto de 2010 foram vendidas um total
de 4.573.778 unidades.
Um estudo da
Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), divulgado na semana
passada, revela, por sua vez, que um em cada quatro dos portugueses admite já
ter sofrido de depressão.
Na opinião
dos portugueses, a melhor opção para tratamento da depressão é o acompanhamento
psicológico/psicoterapia (35%) e os medicamentos anti-depressivos (34 por cento),
estes últimos conhecidos por 91 por cento da população, mas ainda vistos de uma
forma muito negativa.
Relativamente
às causas da doença, 96% dos inquiridos no estudo acreditam que a crise fez
aumentar os casos de depressão em Portugal. Contudo, os problemas familiares e
financeiros continuam a ser apontados como sendo as principais causas.
A propósito
do Dia Europeu, que este ano é dedicado ao tema «Depressão em meio laboral», a
psiquiatra Lucinda Bastos, do SPPSM, lembra que na população laboral, como na
população geral, a depressão é duas vezes mais frequente nas mulheres do que
nos homens.
Em Portugal
estão previstas várias iniciativas para assinalar a efeméride. Em Lisboa,
Matosinhos, Faro, Évora e Coimbra, por exemplo, será lançada, em simultâneo, a
nova campanha nacional sob o mote «Saia do escuro. A depressão tem tratamento».
Lusa/SOL
