“Sofres e choras? Vem comigo! Vou mostrar-teO caminho que leva à Cidade do Sonho...
De tão alta que está, vê-se de toda a parte,
Mas o íngreme trajecto é florido e risonho
(…)
Que importa o despertar? Esse instante divino
Como recordação indelével persiste;
E neste amargo exílio, através do destino,
Ventura sem pesar só na memória existe...
Como recordação indelével persiste;
E neste amargo exílio, através do destino,
Ventura sem pesar só na memória existe...
António Feijó, A Cidade do Sonho, in “Sol de Inverno”, Paris.- Lisboa : Aillaud : Bertrand
O que os olhos alcançam e os ouvidos escutam nem sempre é objecto de culto e de deleite. Porém, quando os sons surgem inesperadamente e a paisagem exuberante de sonhos distantes enchem repentinamente o horizonte, a magia acontece e a realidade transforma-se em eufónica evasão nas asas da Música. Aproveitemo-la, neste Domingo , com a talentosa interpretação do lendário John Coltrane em “ Soul Eyes”, para que a recordação indelével desse instante persista durante a semana.John Coltrane em “ Soul Eyes” do Álbum "Interplay" for Two Trumpets and Two Tenors, gravado em 22 de Março de 1957 em Hackensack, NJ.
John Coltrane -- tenor saxophone
Bobby Jaspar -- tenor saxophone
Idrees Sulieman -- trumpet
Webster Young -- trumpet
Mal Waldron -- piano
Kenny Burrell -- guitar
Paul Chambers -- bass
Art Taylor -- drums
Bobby Jaspar -- tenor saxophone
Idrees Sulieman -- trumpet
Webster Young -- trumpet
Mal Waldron -- piano
Kenny Burrell -- guitar
Paul Chambers -- bass
Art Taylor -- drums