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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eventos, Livros , Cinema em Abril

Em mês de comemorações, a Fundação Gulbenkian recebe duas conferências: "O 25 de Abril 40 anos depois", dia 14, e "A Ditadura Portuguesa: porque durou, porque acabou", nos dias 22 e 23. Perspectivas diferentes para assinalar quatro décadas de democracia em Portugal.
CONVERSAS SOBRE TEATRO NA AMÉRICA LATINA
15 de Abril às 19h00
Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa
Entrada livre
A Casa da América Latina, em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, apresenta um Ciclo de Conversas sobre Teatro na América Latina, com a presença de quatro destacadas personalidades latino-americanas, que falarão sobre a sua obra teatral. Este ciclo conta também com a participação de actores do Teatro Nacional D. Maria II, que interpretam alguns excertos das peças dos autores convidados.
A sessão do dia 15 de Abril conta com a presença de Claudio Rivera (República Dominicana), licenciado em Artes Cénicas pelo Instituto Superior de Artes Cénicas de Havana, Cuba, e Mestre pela Universidade Autónoma de Santo Domingo. Foi fundador do grupo independente Teatro Guloya e do Colégio Dominicano de Artistas de Teatro. Tem uma longa experiência como intérprete e Director teatral, professor de expressão corporal e de direcção cénica. Tem participado em várias iniciativas na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa.
A representação teatral tem uma longa história na América Latina, coincidindo com o início da sua colonização, nomeadamente através dos missionários, que se serviram das encenações para transmitir aos indígenas a mensagem evangélica. Ao longo dos séculos, o teatro continuou a ser uma significativa forma de criação e de transmissão de cultura popular, constituindo uma das mais relevantes expressões das culturas, das aspirações e das inquietações dos povos latino-americanos."
O tradicional concerto de Páscoa junta o Coro e a Orquestra Gulbenkian ao Coro Infantil da Universidade de Lisboa, dirigidos pelo maestro Michel Corboz. Três dias para ouvir a obra magistral de Bach.
Mais informações

Bioética nos Países de Língua Oficial Portuguesa
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) levará a cabo, nos dias 5 e 6 de MAIO de 2014, uma conferência subordinada ao tema "Bioética nos Países de Língua Oficial Portuguesa". Este Encontro terá lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e contará com um painel de especialistas de renome dos Países de Língua Portuguesa, assumindo-se como uma ocasião privilegiada para a troca de experiências e o diálogo com a sociedade civil.
Cinema
 O destaque da semana é “Grand Budapest Hotel”, o novo filme de Wes Anderson, uma comédia de época cujo argumento se inspira em vários escritos do romancista vienense Stefan Zweig. O elenco é de luxo e conta com os actores Ralph Fiennes, Jeff Goldblum, Willem Dafoe, Edward Norton, Adrien Brody, Mathieu Amalric, Harvey Keitel, Jude Law, Léa Seydoux, Tilda Swinton, Bill Murray, Saoirse Ronan e Tony Revolori. “Grand Budapest Hotel” estreia hoje nos cinemas portugueses.
A história decorre durante a década de 1930, na fictícia República de Zubrowka. Gustave H, “concierge” num luxuoso hotel, tornou-se célebre pela sua habilidade de satisfazer os hóspedes mais exigentes. Ao seu cuidado está Zero Moustafa, um jovem e muito dedicado paquete que tem por ele uma admiração sem limites e que sonha seguir o seu exemplo. Apesar da crise económica e instabilidade política da época, tudo se passa com relativa tranquilidade até à morte de Madame D., amiga e amante de Gustave, e ao desaparecimento de um valioso quadro renascentista. Acusado injustamente de homicídio e roubo, ele está decidido a provar a sua inocência, limpar o seu nome e salvar o hotel da ruína que se avizinha. A ajudá-lo, terá o jovem aprendiz que, depois de tudo, passou a ser o seu único amigo de confiança…"Sinopse: Cinecartaz Público por Tiago Resende


“O Chamador “de Álvaro Laborinho Lúcio , editado pela Quetzal sai a 11 de Abril.
Sinopse:«Num diálogo entre a imaginação e a memória, entre a fantasia e a realidade, um homem do teatro vai desfiando a trama da sua vida passada. Das ruas, praças e dos becos por onde andou, ergue o cenário de uma terra de que se apropria como sua. Da gente, esquecida ou marginalizada, constrói um alfabeto de nomes, e escolhe as personagens que “chama” para o acompanharem no caminho que conduz a uma possibilidade de verdade.
Na estreia ficcional de Álvaro Laborinho Lúcio, a itinerância intelectual, a mobilidade geográfica e social, a diversidade de tipos humanos retratados e a total disponibilidade para melhor os conhecer e compreender derivam do riquíssimo percurso pessoal e profissional do autor.
Sempre ligado à Justiça, operando num sector da vida pública em que a garantia dos direitos de uns passa pela supressão dos direitos de outros, Laborinho Lúcio presta aqui homenagem aos proscritos e esquecidos da sociedade, e restitui-lhes a estatura humana que lhes é devida.»

“Zeca Afonso – Livra-te do Medo “ de José A. Salvador , com a chancela da Porto Editora  aparece nas livrarias a 17 de Abril.
«Zeca Afonso – Livra-te do Medo, de José A. Salvador, é uma biografia largamente ilustrada com fotografias, fac-símiles de manuscritos e vários documentos inéditos dos arquivos da PIDE e da censura.
Prefaciado por Adelino Gomes, este livro apresenta uma longa entrevista ao cantautor, bem como depoimentos de familiares e amigos. Permite ainda conhecer a sua relação com a literatura, a sua biblioteca (com 829 livros numerados e assinados), o início da carreira, os tempos de perseguição e prisão, e a doença que lhe foi fatal.
José Afonso foi indiscutivelmente uma das grandes vozes da Revolução de Abril. “Grândola, Vila Morena” é um tema que, ainda hoje, procura ser instrumento de intervenção, e este ano, para além dos 40 anos do 25 de Abril, comemoram-se também os 50 anos de vida desta canção.
Em 2014 ocorrem dois aniversários históricos, assinalados por esta edição.
Em Maio de 1964, passam agora 50 anos, José Afonso foi cantar à Sociedade Fraternidade Operária Grandolense, acontecimento que o inspiraria a escrever, dias depois, um poema dedicado a Grândola, musicado e cantado para o álbum Cantigas do maio de 1971. A 25 de Abril de 1974, esta canção seria utilizada pelo MFA para desencadear o golpe militar que derrubou o regime de Salazar-Caetano, devolvendo a liberdade ao povo português e abrindo caminho à independência das ex-colónias portuguesas.»
Sai a 15 de Abril , "As Aventuras de Ngunga ", de  Pepetela com a  chancela de Dom Quixote
«Escrito em 1972, numa época em que Angola vivia ainda sob o jugo colonial, esta é a história de um jovem guerrilheiro do MPLA, de carácter determinado e recto, que se faz homem aprendendo a pensar pela própria cabeça. Uma história pungente e terna que não deixará nenhum leitor indiferente.
Escreve o autor a dada altura: “Se Ngunga está em todos nós, que esperamos então para o fazer crescer? Como as árvores, como o massango e o milho, ele crescerá dentro de nós se o regarmos. Não com água do rio, mas com acções. Não com água do rio, mas com a que Uassamba em sonhos oferecia a Ngunga: a ternura”.»

O nome Georges I.Gurdjieff está associado, antes de mais, à espiritualidade e ao autoconhecimento. Mas as viagens do influente pensador arménio pelo Cáucaso, pelo Médio Oriente, pela Índia e pelo Norte de África resultaram igualmente numa série de composições baseadas nos folclores e rituais das tradições locais. Foi com o objectivo de celebrar essa música e o seu intrigante autor que Levon Eskenian criou o Gurdjieff Folk Instruments Ensemble, veículo para a interpretação dos seus próprios arranjos para instrumentos orientais da obra de Gurdjieff.
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sábado, 20 de abril de 2013

Eventos Culturais e Prémios Literários



Na viragem para o século XIX, emerge uma nova sensibilidade, que vai marcar decisivamente os cem anos seguintes. A exaltação do indivíduo e da subjectividade  a redescoberta da cultura medieval por contraposição aos mitos greco-romanos que tinham modelado a cultura renascentista, a libertação dos sentimentos e a apologia das paixões por contraposição à ditadura da razão, são o terreno explorado pelos românticos. A ironia e a melancolia são figuras deste estado de dúvida e de anseio, de crítica distanciada da sociedade e de sonho de qualquer coisa de novo. «Preciso da alma, qualquer coisa que me conduza à beira do abismo», escreveu Renan, e qualquer romântico subscreveria esta afirmação. O “impulso romântico” é, em primeiro lugar, esse ímpeto em direcção a uma cultura da libertação, que politicamente encontrara a sua justificação na Revolução Francesa de 1789. Mas, com o tempo, e muito por força do impacte do romantismo sobre a cultura oitocentista, a expressão ganhou um outro sentido, que se prolonga até aos dias de hoje, restringindo-se cada vez mais ao plano afectivo: é romântico o enamorado, o apaixonado, o sonhador, o utopista.
Na sua sétima edição, a realizar em Abril de 2013, o festival Dias da Música em Belém aborda O Impulso Romântico nestas duas vertentes: a histórico-musical e a popular. De Beethoven a Rachmaninov, de Chopin a John Lennon, de Berlioz à chanson d’amour francesa, propõe-se um itinerário musical que nos mergulha nas raízes do Romantismo e detecta a persistência do sentimento romântico, erudito ou vulgar, até aos nossos dias. É uma forma de nos perguntarmos o que é hoje, para nós, o Romantismo; ou seja, se ainda se pode ser romântico no século XXI?
N.º DE CONCERTOS E PREÇOS - São 60 concertos em 7 salas.
HORÁRIOS -  Sexta-feira, 19 Abril > o Concerto Inaugural tem início às 21:00, o Grande Auditório abrirá as portas uma hora antes do início do concerto.
Sábado, 20 Abril > abertura do recinto às 13h00
Domingo, 21 Abril > abertura do recinto às 12h00
Mais informações>> clique aqui

Músicas do Mundo: Perfumes Otomanos

O Ensemble Al-Kindî regressa ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian com um novo programa que parte do reportório da tradição oral árabe na Síria, Egipto, Iraque e Tunísia, e que assenta no património comum às músicas árabe, turca e persa no final do século XVII.
Jacinto Lucas Pires vence Grande Prémio de Literatura DST
O Grande Prémio de Literatura DST foi atribuído ao escritor Jacinto Lucas Pires, com a obra «O verdadeiro actor». Com um valor pecuniário de 15 mil euros, o prémio é já uma das principais distinções na área da cultura em Portugal, e será entregue ao autor na abertura da Feira do Livro de Braga, evento que tem o grupo DST como principal patrocinador.
De acordo com a deliberação do júri, presidido por Vítor Aguiar e Silva, a distinção atribuída à obra de Jacinto Lucas Pires justifica-se pela «agilidade e segurança nas narrativas, a par da elaboração formal em que relevam elementos de apuramento estético e inovação, que confirmam o autor como um dos nomes a valorizar na ficção portuguesa do presente».
Nascido no Porto a 14 de Julho de 1974, Jacinto Lucas Pires reside actualmente em Lisboa e é um dos valores mais seguros no actual panorama literário nacional, onde se destacou com os títulos «Perfeitos Milagres» (romance, 2007), «Do Sol» (romance, 2004) ou «Universos e Frigoríficos» (1998). Em 2008, foi galardoado com o Prémio Europa-David Mourão Ferreira, atribuído pela Universidade de Bari e pelo Instituto Camões.
O Grande Prémio de Literatura DST, que este ano contou com 120 obras de prosa a concurso, é promovido anualmente, tendo como grande objectivo a distinção da melhor obra nacional publicada no biénio anterior. No sentido de abranger um maior espectro na produção literária, alterna todos os anos entre obras em prosa e poesia.
Para José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do Grupo DST, a instituição deste prémio «revela o empenho que mantemos no apoio e na promoção da cultura portuguesa, estimulando de forma decisiva a produção literária em Portugal», frisando que «a importância que este galardão já atingiu no panorama cultural nacional torna-o incontornável e uma responsabilidade que o Grupo DST todos os anos honra e vai prosseguir com redobrado entusiasmo». No final deste ano será publicado o regulamento para o concurso de 2013, que receberá a concurso obras de poesia publicadas no biénio 2011/2012.
«O verdadeiro actor» conta a história de uma personagem grotesca, o actor Américo Abril  confuso com os diversos papéis que desempenha na vida — pai cansado, artista sem inspiração, marido pisado e amante infeliz — e no cinema — onde encarna Paul Giamatti, o seu alter-ego. Em pano de fundo (em sintonia intrigante com o momento actual , Portugal em estado de alerta: «Não há nem um gesto, a mínima sugestão de violência. Só o peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, corajosos ombros contra as portadas constitucionais. Nem uma palavra mais dura sequer, apenas uns milhares, um milhão, de almas usando o peso da maneira mais sóbria. Ombros, testas, coxas, imaginem. Começa».in Diário Digital | 18/04/2013
Exposição Ocupações Temporárias
De África à Europa.

A sala do piso-1 da Fundação Gulbenkian tem até dia 26 maio a exposição documental Ocupações Temporárias que reúne pintura, vídeos originais, escultura e um grafitti gigante, peças concebidas por vários artistas africanos de língua oficial portuguesa.
L'écrivain américain Adam Johnson remporte le Pulitzer du roman
Par LEXPRESS.fr, publié le 16/04/2013 à 14:54
Le roman sur la Corée du Nord The Orphan Master's Son a reçu le prix Pulitzer du roman 2013.
L'écrivain américain Adam Johnson a reçu le Prix Pulitzer du roman 2013 pour The Orphan Master's Son. L'ouvrage se déroule en Corée du Nord, et raconte l'histoire d'un enfant qui grandit dans un orphelinat.
Le prix de la catégorie "poésie" a été attribué à Sharon Olds, pour Stag's Leap. Tom Reiss a été récompensé du prix pour la meilleure biographie pour The Black Count: Glory, Revolution, Betrayal, and the Real Count of Monte Cristo, biographie du Général Dumas, père d'Alexandre Dumas.
Les prix Pulitzer, remis cette année pour la 97e fois, sont les principales récompenses culturelles et médiatiques décernées aux Etats-Unis. Les vainqueurs se voient attribuer 10 000 dollars. Les prix seront remis le 30 mai.


Des nouvelles du Goncourt
Par LEXPRESS.fr, publié le 04/04/2013 à 11:40
L'Académie Goncourt a sélectionné quatre recueils pour le Goncourt de la nouvelle 2013.
L'Académie Goncourt a sélectionné quatre ouvrages en compétition pour le prix Goncourt de la nouvelle 2013, qui sera décerné le 7 mai prochain:
- Camaraderie (L'Olivier), de Matthieu Rémy

En 2012, le Goncourt de la nouvelle avait été attribué à Didier Daeninckx pour L'Espoir en contrebande (Cherche-Midi).

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Literatura e cinema



Tango, política e uma paixão perigosa no novo romance de Pérez-Reverte
El Tango de la Guardia Vieja vai sair em Novembro e os jornais espanhóis já estão a levantar o véu sobre o que promete ser um dos acontecimentos editoriais da rentrée.
Com 20 romances publicados, se incluirmos a série centrada no capitão Alatriste, e livros traduzidos em 40 línguas, vários deles já adaptados ao cinema, Arturo Pérez-Reverte é um caso de sucesso comercial quase sem paralelo na ficção espanhola de hoje. O seu próximo romance, El Tango de la Guardia Vieja (Guardia Vieja é a designação habitualmente dada à primeira geração do tango argentino), vai sair em Novembro e os jornais espanhóis já estão a levantar o véu sobre alguns detalhes do que promete ser um dos acontecimentos editoriais da rentrée. O próprio autor tem ajudado à promoção, alimentando uma página na Internet (http://novelaenconstruccion.com) na qual vai dando conta aos seus leitores do andamento do livro. Permite-lhes que espreitem a oficina do escritor, mas diz apenas o suficiente para ir espicaçando a curiosidade: vai adiantando que o enredo se inicia em 1928, quando dois compositores famosos fazem uma aposta: "Um deles chama-se Maurice Ravel e irá compor um bolero. O outro, Armando de Troeye (autor do famoso Pasodoble para Don Quijote), um tango". O autor da peça mais notável terá direito a um jantar pago pelo derrotado. De Troeye, conta ainda Pérez-Reverte, viaja para Buenos Aires em busca de um ambiente propício para compor o seu tango, e leva consigo a mulher, Mecha Inzunza. A bordo do navio que o leva a Argentina, o casal conhece um bailarino de tango, Max, que irá manter com Mecha, ao longo de quatro décadas, uma relação intermitente. Max, acrescenta o seu criador, tem "habilidades inquietantes" e é "mais perigoso do que parece". 
Percebe-se, pelas indicações que o autor vem dando na Internet, que se trata de um romance em três andamentos, correspondentes a outros tantos encontros entre os dois protagonistas. Depois de Buenos Aires, Max e Mecha reencontram-se em 1937 na Riviera francesa, envolvendo-se num assunto de espionagem relativo à Guerra Civil Espanhola. E voltam a ver-se 30 anos depois, em 1966, no Sul de Itália. Tal como noutros romances, Pérez-Reverte, que foi um prestigiado repórter de guerra antes de se dedicar à ficção, cruza a história dos seus protagonistas com a história política, abarcando, neste caso, algumas das grandes convulsões do século XX, incluindo a guerra de Espanha, as duas guerras mundiais e o Vietname. 
A técnica do escritor passa, geralmente, por investigar a fundo um assunto ou uma época - as guerras napoleónicas, o restauro de arte, a esgrima ou a ficção de Alexandre Dumas são exemplos de temas centrais nos seus primeiros livros. Desta vez parece ter-se interessado pelo tango. Na página da Internet dedicada a este livro, inclui, além de detalhes sobre o enredo ou reflexões sobre o ofício, algumas imagens que o ajudarão a visualizar as cenas que irá descrever, como uma fotografia do Hotel Negresco, em Nice, onde Mecha se hospeda, outra do Palace Hotel de Buenos Aires nos anos 20, ou ainda uma capa da revista Blanco y Negro que mostra um cavalheiro a ajudar uma senhora a tirar um casaco de peles branco, sob o olhar de uma criada fardada. "Podiam ser o compositor Armando de Troeye e sua esposa, Mecha Inzunza, em 1928, a poucos dias de embarcarem no transatlântico Cap Polonio", comenta Pérez-Reverte.“Por Luís Miguel Queirós,  in Ípsilon, 18/07/2012


os poetas

Alice Macedo Campos - Ana Hatherly - Ana Paula Inácio - Ana Salomé - António Gregório - Bénédicte Houart - Bruno Béu - Casimiro de Brito - Catarina Nunes de Almeida - Cláudia Lucas Chéu - Duarte Braga - Filipa Leal - Hugo Milhanas Machado - Inês Fonseca Santos - Inês Ramos - Joana Jacinto - Joana Serrado - João Barrento - João Bosco da Silva - João Camilo - Joaquim Cardoso Dias - Jorge Telles de Menezes - Jorge Vicente - Leila Andrade - Maria do Sameiro Barroso - Maria Sousa - Nicolau Santos - Nuno Brito - Pablo Javier Pérez López - Pedro S. Martins - Raquel Nobre Guerra - Ricardo Tiago - Rodrigo Miragaia - Romério Rómulo - Rui Almeida - Sylvia Beirute - Tiago Néné - Victor Oliveira Mateus
"E se os poetas fossem chamados a cinzelar os últimos três poemas antes de morrerem? Ao desafio da nova editora Hariemuj responderam 38 vozes que redigem, preto no branco, a sua conjura contra a morte. Juntando-se à plêiade dos conjurados, João Mota, que assina o grafismo de Meditações Sobre o Fim, esparge níveos lírios sobre a noite escura. O resultado é uma obra caudalosa, de águas profundas pejadas de ecos, a evidenciar que a palavra, no seu movimento perpétuo, é uma forma de enganar a morte pela sua emenda, a desafiar-nos para os versos de Herberto Hélder: «Vejo que a morte é como romper uma palavra e passar // — a morte é passar, como rompendo uma palavra, / através da porta, / para uma nova palavra.»
A Antologia aloja desde autores nunca antes editados a autores com vasta obra publicada, vários níveis de qualidade literária, diferentes sentidos estéticos, diversidade que confere unidade à obra; é, aliás, em busca dessa unidade que segue este meu texto.
Talvez por observar a conspiração de vozes, a editora e poeta Maria Quintans refere, na abertura, que os poetas «fazem passeios pelo futuro». Com efeito, em Meditações Sobre o Fim versa-se o futuro, casa que a palavra quer habitar. Certamente por isto, e porque «as ideias do futuro estimulam-nos a vivificação, por isso todo o pressentimento é alegre», na formulação de Novalis, é raro encontrarmos o pungente e são banidos o macabro e o mórbido. Corre amor e morte na «tinta violeta» dos poemas de João Barrento, onde o eu poético, preparando-se para partir, se assume «sem nome / nem origem / no branco de lírio / da orgia / da despedida»; Casimiro de Brito menciona «a bagagem delicada que já se prepara / para outro salto — // a morte não existe.»; Pablo Xavier Pérez Lopes dá-nos um «Epitáfio Provisório», um epitáfio que é uma epígrafe, inscrição altaneira, estimulante e rebelde: «Aqui jaz um poeta esquecido / escrevia como quem ama a morte»; Ricardo Tiago nomeia a morte como invenção: «quando me cruzar com a morte / vou saber inventar-lhe um poema /… / e dizer todos os começos / que não soube explicar»; por sua vez, Joaquim Cardoso Dias acende a luz no «Quarto escuro»: «Tento acender outras imagens devoradas pelo tempo / E sei que é por tua causa / que esta noite existe e se repete / a vida inteira»; também sabendo que a missão do poeta é encontrar o que está escondido, iluminar os esconsos da alma, surgem, inundadas de ecos, as mãos azuis do poema de Bruno Béu: «a mão manifesta: / quando manifesta, esconde. / … / vinha pelo vitral, / o azul nas mãos / … / e lá atrás / do som, do êxtase, vitral, da simetria / escondido, só um mesmo movimento / de um homem pequeno no fole.».
Na peugada da luz, surgem meditações sobre a efemeridade dos seres e das coisas, e nomeiam-se símbolos da corrosão: João Camilo especula sobre a passagem do tempo, «O carro funerário do tempo», o «comboio que pára em estações da memória», grita que «Não renunciamos à lucidez» e pergunta: «Quem, se pudesse, teria / preferido não viver? Quem, se pudesse?»; Duarte Braga aborda «os selos» do corpo rápido: a velhice, a doença, a morte; João Bosco da Silva ateia, à maneira de Pessoa, um “ensaio sobre o cansaço e a asfixia”, enquanto que Leila Andrade refere que «o grifo do tempo é inevitável».
(...)A editora Hariemuj — palavra árabe, invertida, que significa alegria — traz-nos em meditações sobre a morte o júbilo da palavra, o primeiro grande argumento para lhe desejarmos uma longa vida. "por Teresa Sá Couto, in "Orgia Literária "
Meditações Sobre o Fim – Os Últimos Poemas
Vários Autores
Hariemuj
2012
Nota: este texto serviu de base à Apresentação Pública desta obra, no dia 22 de Junho de 2012, na Casa Fernando Pessoa.

ELENA, premiado em Cannes, estreia-se a 26 de Julho
O novo filme do realizador russo Andrey Zvyagintsev, que conquistou o Prémio Especial do Júri na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, vai estrear-se em exclusivo no Cinema Medeia King, em Lisboa.

Sinopse:
Elena e Vladimir conheceram-se tardiamente na vida mas, apesar dos passados bem distintos, formam um casal sólido. Enquanto Vladimir é abastado e frio. Elena provém de um meio modesto e é uma esposa dócil.

O filho de Elena está desempregado e, incapaz de sustentar a sua própria família, pede-lhe constantemente dinheiro. A filha de Vladimir, uma jovem despreocupada, tem uma relação distante com o pai.

Um dia Vladimir sofre um ataque cardíaco e fica internado no hospital, onde se apercebe de que tem pouco tempo de vida. Um breve mas terno encontro com a filha leva-o a tomar uma importante decisão: ela será a única herdeira da sua fortuna. De volta a casa, anuncia a decisão a Elena, destruindo as suas esperanças de ajudar o filho.

A dona-de-casa tímida e submissa trata de conceber um plano para conseguir proporcionar ao filho e aos netos uma oportunidade na vida.

Festivais e Prémios:
Un Certain Regard - Prémio Especial do Júri – Cannes Film Festival 2011

Selecção Oficial - Toronto International Film Festival 2011 

Selecção Oficial - Sundance Film Festival 2012

Actores:
Andrey Smirnov - Vladimir 

Nadezhda Markina - Elena 

Elena Lyadova - Katerina 

Alexey Rozin - Sergey 
Evgenia Konushkina - Tatyana
Igor Ogurtsov - Sasha 
Vasiliy Michkiv - Advogado 
Alexey Maslodudov - Vitek

Ficha Técnica:
Realização - Andrei Zvyaguintsev 

Argumento - Oleg Negin / Andrei Zvyaguintsev

Director de Fotografia - Mikhail Krichman

Direcção de Arte - Andrey Ponkratov / Maxim Korsakov
Som - Andrey Dergachev / Stas Krechkov
Título Original / Internacional: ELENA

Ano de Produção: 2011

Género: Longa-metragem

Duração : 109´
Data de estreia em Portugal : 26-07-2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eventos culturais e Prémios Literários

Guimarães 2012 começa a 21 de Janeiro


Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura está mesmo a começar e a inaugurar um ano excepcional de cultura europeia todos os dias, cada dia, na extraordinária cidade de património e cultura que já é Guimarães. Viva connosco estes momentos únicos, vive Guimarães 2012.
Consulte na Agenda todos os eventos que vão preencher com invulgar intensidade a Semana de Abertura - de 21 a 28 de janeiro - e todos os detalhes sobre o programa cultural de Guimarães 2012 até 31 de Março. São dezenas e dezenas de razões para ver cultura em Guimarães, para vir a Guimarães, para viver Guimarães em 2012, para fazer parte desta Capital Europeia da Cultura.
Veja imagens de Guimarães que traduzem a dimensão da beleza ancestral desta cidade:


Prémio Literário Casino da Póvoa
 As obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do 13º Correntes d’Escritas, evento a decorrer na Póvoa de Varzim, de 23 a 25 de Fevereiro, já foram seleccionadas. Da lista de mais de 200 livros, o júri, constituído por Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis, Pedro Mexia, escolheu os seguintes títulos:
A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão, Sextante
As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta, Dom Quixote
Adoecer, Hélia Correia, Relógio D’Água
Bufo e Spallanzan, Rubem Fonseca, Sextante
Do Longe e do Perto- Quase Diário, Yvette Centeno, Sextante
Dublinesca, Enrique Vila-Matas, Teorema
O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura, Porto Editora
Os Íntimos, Inês Pedrosa, Dom Quixote
Tiago Veiga – Uma Biografia, Mário Cláudio, Dom Quixote
A reunião final do júri, para decidir o vencedor, realiza-se no dia 22 de Fevereiro e o anúncio oficial será no dia 23, na Cerimónia de Abertura do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, pelas 11h00, no Casino da Póvoa. O Prémio, no valor de 20 mil euros, será entregue na Sessão de Encerramento, no dia 25, sábado.
Mas, o certame inclui, ainda, outros prémios literários. Quanto ao Prémio Correntes d’Escritas/Fundação Dr. Luís Rainha, que distingue um livro inédito (romance, contos, ensaio ou poesia) cuja temática seja a Póvoa de Varzim, concorreram seis trabalhos. Todos os vencedores serão também anunciados na Cerimónia de Abertura do Correntes d’Escritas.
Em pouco mais de um mês, o maior evento literário do país está de regresso ao sítio do costume. A Póvoa de Varzim, entre 23 e 25 de Fevereiro, tornará a receber os seus amigos – escritores e público– para juntos viverem dias informais à volta das palavras e dos livros.Site CMPV, Póvoa de Varzim, 11.01.2012
Prémio Jacinto Prado Coelho
A Associação Portuguesa dos Críticos Literários (APCL) distinguiu a professora universitária Rosa Maria Martelo com o Prémio Jacinto do Prado Coelho de 2010, foi esta segunda-feira anunciado.
O presidente da APCL, Liberto Cruz, disse à agência Lusa que Rosa Maria Martelo foi distinguida pelo livro “A Forma Informe – Leituras de Poesia”, editado pela Assírio & Alvim, “um conjunto de ensaios exclusivamente acerca de poetas portugueses”.
“O júri considerou que este livro revela uma notável capacidade de análise de um género que está, infelizmente, cada vez mais afastado dos interesses críticos dos nossos dias”, indicou o presidente da APCL, que fez parte do júri.  Público.


A Fundação Calouste Gulbenkian promove um ciclo de conferências durante o ano 2012 com o seguinte programa:
Quarta, 15 Fevereiro 2012, 18:00 Trazer o céu para a terra. Henrique Leitão, Universidade de Lisboa .
PRÓXIMAS CONFERÊNCIAS:Quarta, 28 Março 2012, 18:00 Ter muitas ideias, e a coragem de deitar quase todas fora. Dinis Pestana, Universidade de Lisboa | Quarta, 18 Abril 2012, 18:00 Geometria com dobras de papel: como o origami bate Euclides. Ana Rita Pires, Cornell University | Quarta, 16 Maio 2012, 18:00 Como rodopia um pião, e porquê. Eduardo Marques de Sá, Universidade de Coimbra | Quarta, 6 Junho 2012, 18:00 A Teoria do Caos: de Homer Simpson ao futuro do Planeta. M. Paula Serra de Oliveira, Universidade de Coimbra | Quarta, 24 Outubro 2012, 18:00 A linguagem do Universo. José Natário Universidade Técnica de Lisboa | Quarta, 14 Novembro 2012, 18:00 Trigamia intelectual: Poincaré, Hamilton e Perelman. André Neves, Imperial College | Quarta, 12 Dezembro 2012, 18: 00 A Matemática, o Universo e tudo o resto. Jorge Buescu, Universidade de Lisboa

I Congresso Internacional de Cultura Lusófona Contemporânea
Subordinado ao tema A Mulher na Literatura e Outras Artes, o I Congresso Internacional de Cultura Lusófona Contemporânea, promovido pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre, decorre nos dias 11 e 12 de Junho de 2012, encontrando-se oficialmente aberto o período para submissão de propostas de comunicação num dos seguintes subtemas:
1. Literatura e autoria feminina: vozes, percursos e modos de ver o mundo
2. Texto, género e linguagem: as potenciais marcas do feminino
3. Modalidades de escrita no feminino: diários ficcionais e narrativas epistolares
4. Representações da mulher na literatura de autoria masculina ou feminina: a (des)construção do estereótipo
5. Sujeitos textuais e construção da identidade feminina: auto-percepção e (in)aceitação de si; corpo: totalidade e fragmentação
6. Identidade feminina e alteridade: a poética do (des)encontro
7. Representações da mulher no Cinema e outras Artes: a (re)configuração do cânone e da identidade
Os resumos de eventuais comunicações deverão ser enviados por correio electrónico até ao dia 12 de Março de 2012 para congressoesep@gmail.com

A crise é real, mas não mata a programação do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian(CAM)
Primeira exposição portuguesa de Josef Albers e o assinalar do ano Portugal-Brasil são os destaques da programação do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.
Crise, mas a crise não elimina a ambição. A de, por exemplo, mostrar pela primeira vez em Portugal a obra do pintor germano-americano Josef Albers, "um dos grandes pilares da arte do século XX", e pô-la em relação, recorrendo à colecção do CAM, com a produção portuguesa sua contemporânea. A de acolher uma retrospectiva do artista conceptual espanhol Antoni Muntadas (Entre/Between), ou de assinalar este que é o Ano Portugal-Brasil, celebrado nos dois lados do Atlântico, com exposições de
Beatriz Milhazes (Quatro Estações) e de Rosângela Rennó (Frutos Estranhos).O olhar para o exterior, como é desejo manifesto da directora do CAM, estará em constante diálogo com a produção artística nacional: a primeira exposição póstuma de Jorge Varanda, uma "biografia comentada" de Alberto de Lacerda, uma antologia de Carlos Nogueira ou A mata B, a exposição que o colectivo A kills B, fundado em 2007 por Hugo Canoilas e João Ferro Martins, preparou.
Depois de um ano que encerrou com Plegaria Muda (Oração Silenciosa, a primeira exposição portuguesa da colombiana Doris Salcedo (destacada na revista Art Forum como uma das melhores de 2011), este ano iniciou-se com task performance (até dia 20), um ciclo de filmes e vídeos de Robert Morris, Dennis Oppenheim e Roman Signer. Como se lê no texto de apresentação, estes artistas representavam, na década de 1960 e 1970, a vontade de substituir - em sintonia com a "nova dança" de coreógrafas como Yvonne Rainer, Lucinda Childs e Trisha Brown - "qualquer interpretação ilusionista pela experiência directa do tempo real, o tempo da experiência das nossas acções comuns".
Se 2011 foi no CAM aquele que Isabel Carlos classificou como "o ano da Escandinávia", fruto das parcerias estabelecidas com instituições daquela região, este será "o ano da Suíça". Quatro Estações, de Beatriz Milhazes (17 de Fevereiro a 13 de Maio), nasce da colaboração com a Fundação Beyeler de Basileia, e Frutos Estranhos, de Rosângela Rennó (de 17 de Fevereiro a 6 de Maio) resulta de uma parceria com o Fotomuseum Winterthur de Zurique.
A 18 de Maio chegará ao CAM aquela que a revista francesa Beaux Arts considerou uma das melhores exposições de 2011 em França. Pintura sobre papel - Josef Albers na América, que estará patente até 1 de Julho, apresenta uma obra que ficou célebre pelas Homenagens ao Quadrado, pintadas entre 1950 e 1976, através de 80 estudos pouco conhecidos do artista nascido na Alemanha em 1888.
Entre/Between, de Antoni Muntadas, um dos primeiros a reflectir a problemática das relações entre a arte, os media e a vida, chega a 7 de Junho, vindo do Rainha Sofia, em Madrid. Do Irish Museum virá, a 21 de Setembro, Imagens ou Sombras, do irlandês Gerard Byrne. Fonte : Público
Congresso Internacional 2012 - Centenário do Nascimento de Alves Redol
"No Centenário do Nascimento de Alves Redol e a poética do romance: encruzilhadas e derivas ideológicas", pelo Prof. Doutor Carlos Reis, será a primeira das várias comunicações que integram o Congresso Internacional “No Centenário do Nascimento de Alves Redol”, que tem lugar nos dias 19 (na Faculdade de Letras), 20 e 21 de Janeiro (no Museu do Neo -Realismo). O Congresso realiza-se no âmbito das Comemorações do Centenário do Nascimento do escritor vila-franquense, cuja obra e percurso de vida têm sido divulgadas nas múltiplas iniciativas que, desde Janeiro de 2011, decorrem no Museu do Neo-Realismo e noutros locais, no quadro da programação das entidades que se associaram a esta efeméride.  A organização deste Congresso cabe ao Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao Museu do Neo-Realismo e à Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, que conseguiram reunir um importante leque de congressistas em torno da obra de Alves Redol. Para além de Carlos Reis, registem-se os nomes de José Neves, Mário Vieira de Carvalho, David Santos, Emília Tavares, José Manuel Vasconcelos, Isabel Pires de Lima, Helena Carvalhão Buescu, Paula Morão, Maria Graciete Besse, António Pedro Pita, Manuel Gusmão, Vítor Viçoso e Maria Alzira Seixo, responsável pela conferência de encerramento do Congresso, intitulada: Redol e a literatura em devir: poética da transformação do texto em “Avieiros” (estudo das 1.ª e 6.ª edições). O programa do Congresso pode ser consultado Aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Eventos culturais e literários

A rentrée literária da Porto Editora
"A Porto Editora apresentou as novidades editoriais para a rentrée literária. A principal novidade do catálogo é Isabel Allende. No entanto, autores como Patrick Modiano, Emma Donoghue e Eduardo Mendoza também justificam destaque.O evento, que decorreu na Mãe d’Água das Amoreiras, começou com uma retrospectiva da actividade editorial da Porto Editora no primeiro semestre. Foram destacadas as publicações de: “A Mentira Sagrada”, de Luís Miguel Rocha; “A Questão Finkler”, de Howard Jacobson; “O Homem que gostava de Cães”, de Leonardo Padura; “O Executor”, de Lars Kepler; “Uma vida à sua frente”, de Romain Gary e “A Cidade de Ulisses,” de Teolinda Gersão.
Numa segunda parte da sessão, os responsáveis editoriais Cláudia Gomes, Manuel Alberto Valente e João Rodrigues apresentaram as novidades para o período Setembro-Dezembro.
Cláudia Gomes colocou em evidência o mais elogiado dos finalistas das últimas edições do Man Booker Prize e do Orange Prize, “O Quarto de Jack”, de Emma Donoghue, e ainda, naturalmente, “El Cuaderno de Maya “(título original), de Isabel Allende.
Da intervenção de Manuel Alberto Valente, destacaram-se “O Horizonte”, de Patrick Modiano, talvez o mais importante escritor francês da actualidade, e “Pensa num Núm3ro”, de John Verdon.
No que toca à Sextante, João Rodrigues enfatizou as publicações de ” Rixa de Gatos”, de Eduardo Mendoza, com o qual o escritor catalão venceu o Prémio Planeta 2010, e de Macedo: uma biografia da infâmia, o mais recente romance de António Mega Ferreira.
No total, entre Setembro e Dezembro de 2011, mais de trinta títulos vão ser publicados em três chancelas – Porto Editora, Albatroz e Sextante." In e-cultura
Jornais Republicanos 1848-1926
NOTÍCIA | Junho 2011 | Edição BNP/Assembleia da República
A Biblioteca Nacional de Portugal apresenta, no âmbito do Centenário da República e da Constituição de 1911 e com o Alto Patrocínio da Assembleia da República, um repositório de mais de 1100 títulos de jornais republicanos publicados em Portugal Continental, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, nas antigas colónias africanas e asiáticas e nas comunidades portuguesas no Brasil, entre 1848 e 1926, confirmando o papel fundamental que a imprensa desempenhou na difusão do ideário republicano entre os portugueses.
Os primeiros jornais, impressos clandestinamente, resultaram da iniciativa de algumas das figuras mais relevantes do setembrismo de esquerda como José Estêvão, Rodrigues Sampaio ou Oliveira Marreca, em 1848, em Lisboa. Vinte e um anos mais tarde, surgem novos títulos, também de duração efémera e sempre na capital. Mas desde os primórdios e até final da I República encontramos jornais editados por todo o País – continente e ilhas –, muitos em pequenas vilas e alguns nas colónias e nas comunidades lusas no Brasil, contrariando a visão de que a influência do Partido Republicano Português se circunscreveu apenas às principais cidades (Lisboa, Porto e Coimbra).
A BNP disponibiliza, assim, aos investigadores, aos apaixonados pela Historia da República e ao público em geral uma obra que se revela da maior utilidade para o aprofundamento da investigação, designadamente, do Republicanismo, da História da Imprensa e da História Regional e Local.
Amato Lusitano - Centúrias de Curas Medicinais
APRESENTAÇÃO DE EDIÇÃO | 8 Setembro | 18H30 | Auditório da BNP | Entrada livre
No ano em que se celebram 500 anos do nascimento do célebre médico português, o Centro Editor Livreiro da Ordem dos Médicos realizou uma edição, em dois volumes, das Centúrias de Curas Medicinais, que será apresentada publicamente, numa iniciativa conjunta da Ordem e da BNP. A sessão de apresentação desta obra paradigmática de Amato Lusitano dividir-se-á em duas partes:
♦ O Primado da Clínica em Amato Lusitano
por Victor Machado Borges
♦ A parasitologia nas Centúrias de Curas Medicinais
por David de Morais
Seguir-se-á uma visita acompanhada à mostra sobre Amato Lusitano que está patente na BNP até ao dia 30 de Setembro. Até essa data, a Livraria Babel situada no átrio da BNP estará a vender as obras do Centro Editor Livreiro da Ordem dos Médicos, nomeadamente esta reedição das "Centúrias de Curas Medicinais".

No curso da vida de Amato Lusitano e depois postumamente, foi publicada a sua experiência médica em “Curationum medicinalium “(Veneza, 1557-1560; Lyon, 1580).
“Sempre tratei os meus doentes com igual cuidado, quer fossem pobres ou nascidos em nobreza, sem procurar saber se eram hebreus, cristãos ou sequazes da lei Maometana; Sempre fui parcimonioso nos honorários e muitas vezes sem qualquer paga, tendo sempre mais em vista que os doentes recobrem a saúde do que tornar-me rico pelos seus dinheiros; Como autor de escritos médicos e ao publicar os meus livros quis só promover que a fé intacta das coisas chegasse ao conhecimento dos vindouros, sem outra ambição que não fosse contribuir de qualquer modo para a saúde da humanidade, sem nada fingir, acrescentar ou alterar em minha honra.” Amato Lusitano, Juramento médico

*Victor Machado Borges é médico, assistente de psicologia médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, ex-presidente da Secção de História da Medicina da Sociedade de Geografia e ex-vogal do Conselho Directivo do INSA, membro da Comissão Instaladora do Museu da Saúde e do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos.
*David de Morais, com doutoramento e agregação em Medicina, especializou-se, sucessivamente, em Medicina Interna, Infecciologia, Medicina Tropical e Saúde Pública. Chefe de Clínica e Director de Serviço no Hospital do Espírito de Évora, aposentado. Foi Professor da Universidade de Évora, durante 30 anos, leccionando as disciplinas de Ecologia Humana, Parasitologia Humana e Antropologia Aplicada. Publicou cerca de 120 trabalhos científicos e vários livros, nas áreas da Medicina, Epidemiologia, Ecologia Humana, Antropologia Social e História.
Cesário Verde (1855-1886) na vida e na obra
Uma excelente retrospectiva sobre este grande poeta português para ler no site da BNP.
Consulte aqui: Mais informações
TIO WEB | BND

15.º ANIVERSÁRIO DA COMPANHIA DO CHAPITÔ
De 19 a 23 de Setembro, às 22H, a Companhia do Chapitô leva a cabo um conjunto de iniciativas que têm como objectivo a comemoração de 15 anos dedicados ao teatro físico e do gesto.
A 24 de Setembro do corrente ano, a partir das 19H, tem lugar a festa comemorativo do aniversário em causa, sendo o acesso restrito a uma guest list onde se incluem várias figuras do mundo da Cultura e do Espectáculo.
Na mesma data será lançada a primeira edição do catálogo comemorativo do 15.º Aniversário da Companhia do Chapitô, bem como inaugurada uma exposição/ instalação alusiva ao percurso desta quinzenária companhia.
Entre 08 de Setembro e 08 de Outubro, nas estações do Metropolitano de Lisboa do Marquês de Pombal, Entre Campos e São Sebastião, fotografias do repertório de 15 anos de criações dão a conhecer ao público um conceito de criação viva, directa e que se quer presente no dia a dia de cada cidadão.
Conceito:
No 15.º Aniversário da Companhia do Chapitô o objectivo passa por envolver o público no universo da criação, convidando-o a escolher o espectáculo que quer ver e partilhando com o mesmo a montagem do cenário.
De 19 a 23 de Setembro “Drakula” (2008), “Cão que Morre não Ladra” (2010) e “Cemitério dos Prazeres” (2011) serão os três espectáculos apresentados ao público que votará naquele que pretende assistir.
Segmento cultural do Chapitô, a mais itinerante companhia de Portugal orgulha-se de, pelos 4 continentes - 11 países e 157 cidades – por onde viajou, ter conquistado um total de 125.000 espectadores.
Programação completa: clique aqui