segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O primeiro contacto com a pobreza

Rue du Pot de Fer, Paris, antiga Rue du Coq d' Or,
onde George Orwell viveu
"Vivi no bairro do Coq d'Or perto de ano e meio. Um dia , no verão , descobri que me restavam apenas  quatrocentos e cinquenta francos e, além disso, nada mais  do que os trinta e seis francos semanais  que ganhava a dar lições de Inglês. Até aí, nunca pensara no futuro, mas agora dava-me conta de que precisava  de fazer alguma coisa  e depressa. Decidi pôr-me à procura de emprego e - por felicidade, como depois se verificou - tomei a precaução  de pagar duzentos e cinquenta francos adiantados sobre o quarto.  Com os restantes duzentos e cinquenta francos, além das lições de Inglês, podia aguentar-me um mês, e no espaço de um mês , acabaria por descobrir provavelmente um trabalho. Pensava arranjar  um lugar de guia turístico nalguma companhia  do sector  ou talvez servir de intérprete. Mas uma série de azares impediu-me de o conseguir.
Um belo dia chegou ao hotel um jovem italiano que se dizia compositor. Era uma pessoa bastante ambígua, com as suas patilhas, que tanto podiam ser de "apache" como de intelectual, de modo que ninguém sabia ao certo como havíamos de o classificar. Madame F. não gostava do ar dele, e fê-lo pagar uma semana adiantada. O italiano pagou e ficou seis noites no hotel. Durante esse tempo, arranjou maneira de fabricar duplicações de certas chaves, e na última noite roubou doze quartos, entre os quais se contava o meu. Felizmente , não deu com algum dinheiro que eu tinha nos bolsos , de modo que não fiquei completamente liso. Fiquei precisamente com quarenta e sete francos - ou seja , sete xelins e dez pence. 
Isto pôs fim aos meus planos de procurar trabalho. Tinha agora de viver à taxa de seis francos por dia , e de começo era uma coisa  demasiado difícil para me deixar tempo bastante para pensar no que quer que fosse. Foi então que a minha experiência de pobreza começou - porque seis francos por dia, se não é a miséria está pelo menos muito perto dela. Seis francos é um xelim por dia , e pode-se viver com um xelim em Paris, se se souber como. Mas trata-se de uma arte complexa.
É bastante curioso, o primeiro contacto que travamos com a pobreza. Pensámos sempre muito, para começar, acerca da pobreza - foi ela o que tememos durante toda a vida, aquilo  que sabíamos que nos iria acontecer ou mais cedo: mas quando acontece é completamente diferente, na sua configuração absolutamente prosaica. Pensávamos que ia ser muito simples; mas é extraordinariamente complicado. Pensávamos que ia ser terrível; é apenas sórdido e aborrecido. É a extraordinária baixeza da miséria, o que se descobre de início; os expedientes que implica, a mesquinhez intrincada, o poupar dos cotos de vela."
George Orwell, in Na Penúria em Paris e em Londres, Relógio D'Água Editores, Fevereiro 2017, pp.16, 17, 18

domingo, 17 de dezembro de 2017

Ao Domingo Há Música


Canto
... e o vento, 
o vento dos altos a que me dei, 
a ti me trouxe 
a ti me entregou. 
Se em mim já estavas! 
Pela boca, pelos olhos e pelas mãos, 
arreigado e voraz, 
meu invasor enternecido. 
Irene Lisboa


Uma voz que se acompanha ao piano . Um canto que traz arreigado a melodia feita de sons e palavras que sabe como aspergir  o deleite e o encanto que sempre tocam o coração.
Freya Ridings, em   Lost Without You , num espectáculo ao vivo na  Hackney Round Chapel.

Standing on the platform,
Watching you go,
It’s like no other pain,
I’ve ever known,
To love someone so much,
To have no control,
You said I have to see the world,
And I said go

I think I’m lost without you,
I just feel crushed without you,
I’ve been strong, for so long,
That I never thought,
How much I needed you,
I think I’m lost without you

Strangers rushing past,
Just trying to get home,
But you were the only safe haven,
That I’ve known,
Hits me at full speed,
Feel like I can’t breath,
And nobody knows,
This pain inside me,
My world is crumbling,
I should never have,
Let you go

I think I’m lost without you,
I think I’m lost, lost, lost,
I think I’m lost without you, you,
I just feel crushed without you,
‘cause I’ve been strong for so long,
That I never thought,
How much I love you

Standing on the platform,
Watching you go,
You said I wanna see the world,
And is said go

sábado, 16 de dezembro de 2017

A Sagrada Família de Gaudí


La tecnología que está ayudando a concluir la Sagrada Familia
Por Maruxa Ruiz del Árbol | 12-12-2017
La tecnología que está ayudando a concluir la Sagrada Familia 
Jordi Faulí / David Puig
Arquitectos Sagrada Familia

Antoni Gaudí no requiere presentaciones. El catalán es uno de los arquitectos más populares de la historia, unánimente reconocido como un visionario, de genialidad arrebatada, precoz en sus logros y enorme en sus ambiciones. Todo en él resulta excesivo: desde su fama de juventud hasta su muerte de película atropellado por un tranvía en la Gran Vía de las Cortes Catalanas de Barcelona. Siete de sus obras están hoy consideradas Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO, pero sin duda la más famosa, la que más visitantes atrae, es su gran proyecto inacabado, el templo de la Sagrada Familia de Barcelona. Según datos de la Junta Constructora, más de cuatro millones y medio de personas accedieron al edificio el año pasado, aunque el ayuntamiento calcula que hasta 20 millones se acercaron para admirarlo desde el exterior.
Alrededor de la personalidad superlativa de Gaudí, al igual que ocurre con las figuras de otros grandes creadores, se levantan multitud de mitos e historias. Dotado de gran talento, de él se cuenta que era capaz de imaginar sus edificios por completo sin necesidad de plasmarlos primero en planos, aunque le gustaba trabajar con maquetas. En su estilo, ahora inconfundible e imitado, mezclaba las formas de la naturaleza con la perfección técnica, bebiendo de innumerables influencias anteriores para alumbrar obras eclécticas y únicas.
Gaudí aceptó el encargo de terminar la Sagrada Familia en 1883 cuando tenía 31 años (la primera piedra del templo se había colocado el 19 de marzo de 1882, pero el arquitecto original renunció al trabajo) y esperaba acabarla en un plazo razonable, a pesar de la grandiosidad que sus ideas iban imprimiendo a la basílica. Murió sin verla terminada. Durante 43 años dedicó gran parte de sus energías a esta obra, los últimos 15 de su vida lo hizo de forma exclusiva sin aceptar otros encargos. Aunque los andamios y las obras intermitentes se llegaron a convertir en una parte importante del mito del templo, hoy es posible poner fecha tentativa de finalización de las obras gracias a las nuevas tecnologías. Para ello los arquitectos encargados de llevar a término el sueño de Gaudí utilizan en su trabajo software de ingeniería aeronáutica, impresoras 3D e incluso recreaciones de realidad virtual. Y están convencidos de que el artista catalán -que ya fue un innovador en técnicas de construcción- estaría feliz de ver tanta tecnología aplicada en su proyecto.
El 1 de marzo de 1886 Josep María Bocabella, editor y filántropo, impulsor de la construcción de la basílica, se dirigió a los fieles para tranquilizarles por lo que muchos temían iba a ser una obra eterna: “Todos vosotros, queridos hermanos, estáis ansiosos de ver concluido el Templo expiatorio de la Sagrada Familia, y hasta algunos os habéis quejado porque se hacía tan grandioso, que sería obra de un siglo. A fin de tranquilizaros, (…) el Director de la obra, para satisfacer vuestros deseos, se compromete a dejar el templo concluido a los diez años, con tal de que no vengan sucesos o circunstancias extraordinarias, y se recauden unos seis mil duros mensuales”. Si todo va según lo previsto, el piadoso Bocabella sólo habrá errado en sus cálculos 130 años, porque gracias a las nuevas tecnologías las obras podrán estar terminadas exactamente un siglo después de la muerte de Gaudí. Pero, qué son los años humanos si los comparamos con la eternidad divina… como bromea Jordi Faulí, el arquitecto director de la Sagrada Familia: “Gaudí una vez dijo que su cliente no tiene prisa. Y es verdad”. Edición: Maruxa Ruiz del Árbol | David Giraldo, Texto: José L. Álvarez Cedena, El País

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O Lobo

O Lobo

"Nunca houvera um inverno tão frio e comprido nas montanhas francesas. Havia semanas que o ar estava límpido, áspero e frio. Durante o dia, os grandes e inclinados mantos de neve, de um branco baço, estendiam-se infinitamente por baixo do céu azul ofuscante; de noite, a Lua passava, pequena e clara, por cima deles, uma Lua terrível a indicar geada com o seu  brilho amarelo, cuja luz forte se tomava azul e sombria em cima da neve, assemelhando-se à própria geada. Os homens evitavam todos os caminhos e particularmente as altitudes; indolentes, soltavam injúrias nas cabanas da aldeia cujas janelas, vermelhas à noite, pareciam, ao lado da luz azul da Lua, revestidas de uma opacidade fumarenta e  rapidamente se apagavam.
Era um tempo difícil para os animais da região. Os mais pequenos morriam de frio, e mesmo os pássaros sucumbiam à geada, os seus cadáveres franzinos eram presa de lobos e açores. Poucas famílias de lobos ali viviam, e a necessidade impeliu-as a formar sociedades mais firmes. De dia saíam individualmente. Aqui e acolá passava um sobre a neve, magro, esfomeado e alerta, silencioso e acanhado, como um fantasma. A sua sombra estreita deslizava a seu lado, sobre a superfície da neve. Farejando, esticava o focinho bicudo na direcção do vento, e, por vezes, soltava um uivo seco e angustiado. Mas à noite saíam todos em conjunto e circundavam as aldeias soltando gritos roucos. Ali, o gado e as aves encontravam-se bem guardados e, atrás das fortes portadas, as espingardas estavam em posição. Só muito raramente lhes calhava uma pequena presa como um cão, e dois da sua alcateia já tinham sido mortos a tiro.
A geada ainda perdurava. Muitas vezes os lobos permaneciam aninhados, silenciosamente, aquecendo-se uns aos outros e perscrutando angustiados o ermo morto; até que um deles, atormentado pelos terríveis sofrimentos da fome, saltava de repente soltando um bramido horripilante. Então, todos os outros viravam o focinho na sua direcção, tremiam e deixavam escapar um grito terrível, ameaçador e clamoroso.
Finalmente, a parte mais pequena da alcateia decidiu emigrar. Cedo, de manhã, deixaram os seus covis, juntaram-se e farejaram excitados e cheios de medo o ar gelado. Abalaram então, num trote rápido e regular. Os que ficaram ainda os perseguiam com olhos dilatados e vidrados, trotaram alguns passos atrás deles e voltaram devagar para as suas covas vazias.
Os emigrantes separaram-se ao meio-dia. Três deles dirigiram-se para o Jura suíço a leste, os outros rumaram ao sul. Os primeiros três eram animais belos e fortes, mas terrivelmente emagrecidos. A sua barriga clara estava chupada e era estreita como uma correia; no peito, as costelas sobressaíam deploravelmente, tinham as bocas secas e os olhos dilatados e desesperados. Os três conseguiram entrar no Jura profundo. No segundo dia, apresaram um carneiro, no terceiro, um cão e um potro e acabaram por ser furiosamente perseguidos, por todo o lado, pelos camponeses. Na região, rica em aldeias e cidades, espalhou-se o terror e o medo perante os insólitos intrusos. Os trenós do correio foram armados, ninguém ia sem espingarda de uma aldeia à outra. Nesta região forasteira, após um saque tão bom, os três animais sentiam-se muito bem. mas ao mesmo tempo com medo; tornaram-se mais atrevidos do que alguma vez o tinham sido em casa em pleno dia, penetraram no estábulo de uma granja. Mugidos de vaca, o estalar de barreiras de madeira a lascar, o patear de cascos e uma respiração quente e sequiosa encheram o espaço apertado e quente. Mas desta vez houve intervenção humana. Dois deles foram abatidos, o pescoço de um foi atravessado por um tiro de espingarda, o outro foi chacinado com um machado. O terceiro escapou e correu, até cair meio morto na neve. Era o mais novo e mais belo dos lobos, um animal orgulhoso de urna força poderosa e formas ágeis. Arfando, ficou deitado durante muito tempo. Frente aos seus olhos giravam círculos vermelhos de sangue.
Por vezes, soltava um gemido silvante e doloroso. Fora atingido nas costas por um golpe de machado. Mas recuperou e conseguiu levantar-se novamente. Só agora se apercebia da grande distância que correra. Não se viam homens nem casas em parte alguma. Mesmo à sua frente ficava uma montanha imponente e cheia de neve. Era o Chasseral. Decidiu torneá-lo. Como a sede o atormentava, comeu bocadinhos da crosta gelada e dura da superfície da neve.
Do outro lado da montanha deparou imediatamente com uma aldeia. O fim do dia estava a aproximar-se. Esperou num denso bosque de abetos. Então colou-se cautelosamente às cercas dos jardins, seguindo o cheiro dos estábulos quentes. Não havia ninguém na rua. Tímido e cobiçoso, pestanejava entre as casas. Soou um tiro. Esticou a cabeça e alongou o passo para correr, quando se ouviu o segundo tiro. Foi atingido. Um dos lados do seu abdómen esbranquiçado estava manchado do sangue, que corria em gotas grossas e viscosas. Mesmo assim conseguiu escapar, em grandes saltos, e alcançar o bosque do outro lado da montanha. Ali esperou um momento, escutando, e ouviu vozes e passos vindos de duas direcções. Cheio de medo, olhou montanha acima. Era íngreme, arborizada e penosa para subir. Mas não teve outra escolha. Com o fôlego arquejante, escalou a parede alcantilada, e, lá em baixo,á volta da montanha, estendia-se uma confusão de injúrias, ordens e luzes de lanternas. Tremendo, o lobo ferido subiu o bosque de abetos meio escurecido, enquanto o sangue castanho corria lentamente do seu flanco.
O frio abrandara. A oeste, o céu estava enevoado e parecia prometer um nevão.
Finalmente, o animal esgotado alcançou o cume. Encontrava-se agora num grande campo de neve ligeiramente inclinado, perto de Mont Crossin, muito acima da aldeia de que escapara. Não sentia fome, mas sim a dor indistinta e persistente da sua ferida. O seu focinho descaído emitiu um latido baixinho e doentio e o seu coração bateu pesada e dolorosamente, sentindo passar sobre ele a mão da morte como um peso indescritível. Um abeto solitário de largos ramos atraiu-o; ali se sentou e fitou melancolicamente a noite cinzenta de neve. Passou meia hora. Caía agora uma luz vermelho-pálida sobre a neve, estranha e suave.
O lobo levantou-se, gemendo, e virou a sua bela cabeça para a luz. Era a Lua, gigante e vermelha de sangue, que nascia a sudeste e subia lentamente pelo horizonte enevoado. Há semanas que não era tão grande e vermelha. Tristemente, o olho do animal desfalecido fixou o disco baço da Lua, e, mais uma vez, um fraco uivo rompeu penosa e silenciosamente na noite. Seguiram-se então luzes e passos. Camponeses com sobretudos fortes, caçadores e rapazes jovens com gorros de peles e grosseiras polainas passavam pesadamente pela neve. Soaram gritos de júbilo. O lobo moribundo fora descoberto, dispararam dois tiros sobre ele e ambos falharam. Então viram que já estava prestes a morrer caíram-lhe em cima com paus e cacetes. Ele ja não sentiu nada.
De membros quebrados, carregaram-no montanha abaixo até St. Immer. Riam-se, gabavam-se, já se deliciavam com a aguardente e o café, cantavam e praguejavam. Ninguém reparou na beleza da floresta coberta de neve, nem no brilho do planalto, nem na Lua vermelha pendurada por cima do Chassera, cuja fraca luz se quebrava nos canos das espingardas, nos cristais de neve e nos olhos mortiços do lobo abatido."
Hermann Hesse, in As Mais Belas Histórias 1903, Casa das Letras

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O nosso planeta TERRA

"A Cimeira Um Planeta, realizada em Paris, transformou-se numa ocasião para os actores económicos e financeiros anunciarem compromissos contra o aquecimento global como o abandono das energias fósseis e pressão sobre as empresas para se tornarem “verdes”. O Banco Mundial anunciou que após 2019 vai deixar de financiar a exploração de petróleo e gás. É o primeiro banco multilateral a adoptar semelhante compromisso neste sector.
No total, 237 empresas decidiram por em prática as recomendações de um grupo de trabalho do G20 para melhorarem o seu comportamento ambiental, perante o risco climático da sua actividade. Entre elas, 20 dos mais importantes bancos do mundo e 80% de gestoras de activos.
Outra iniciativa foi posta em marcha pelos responsáveis de 225 fundos de investimento de todo o mundo, que vão pressionar as 100 empresas mais poluentes a reduzirem as suas emissões e a avançarem para a transição energética.
As entidades que lançam a iniciativa "Climate Action 100+" gerem activos no valor de 26,3 biliões de dólares (cerca de 22,4 biliões de euros) e apresentaram o seu compromisso durante a Cimeira Um Planeta (One Planet Summit), promovida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron. A cimeira contou com a presença de cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro português António Costa, além do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.
A estratégia da "Climate Action 100+" é para os próximos cinco anos e prevê a publicação anual de uma informação com os avanços do grupo de empresas em questão, como a petrolífera francesa Total, a energética espanhola Gas Natural SDG e os fabricantes de automóveis Fiat e Volvo."

Num tempo em que se debate a salvação do Planeta, há quem registe algumas das belas faces  que   compõem este  planeta chamado  Terra e que se tem como nosso.

Richard Sidey,  em Expedition Photography   por  South Georgia, Falkland Islands, Antarctica, Svalbard, Greenland, Iceland e New Zealand.
Filmado com  Canon 5D Mark II e GoPro Hero HD.
Música de Ludovico Einaudi: Divenire.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Citando

"Importuna coisa é a felicidade alheia quando somos vítima de algum infortúnio."
                                       Machado de Assis
"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."
                                        Arthur Schopenhauer 
"ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a conceção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal, são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência? "
                                       Eça de Queiroz, 1867

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O talento de uma voz

Uma voz que conhece os caminhos dos sons e os percorre com  talento e perfeição. 
Maria João, em "I Lost A Friend",  com os Budda Power Blues , canção  do Álbum "The Blues Experience".
I'D RATHER GO BLIND , pelos  BUDDA POWER BLUES  e  MARIA JOÃO, num espectáculo na Casa Da Música - 2014

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Mundo em cartoon

The New Yorker daily Cartoon

“Try the other eye, senator

Chapatte Globe Cartoon



HenriCartoon 

Le vignette di IaliaOggi
 

Cravo & Ferradura, DN

Rodrigo, Expresso