A principal virtude que a linguagem pode ter é a clareza e nadanos afasta tanto dela como o uso de palavras pouco familiares.Hipócrates
"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento" Platão
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
A língua portuguesa que aprendi
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Interlúdio Musical
Oito ou oitenta
Sinto que vou emergir
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir,
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes...
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Notícia do jornal,
O quadro minimal...Sou eu...
Vida á média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebóis, apesar...
Do intervalo,que é quando eu falo,
Para não me incomodar.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto aonde eu não entrei,
Notícia do jornal,
O quadro minimal...Sou eu...
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal,
O quadro minimal...Sou eu...
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Pensamento para o dia
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
O Sermão da Montanha
Escrevi algures que:
Jesus abre o coração
pra dizer sua Verdade.
Aos vindos da Galileia,
aos da Síria e da Judeia,
e pra toda a humanidade.
lá do alto da montanha,
todos fomos consolados.
Na humildade e a mansidão,
e os puros de coração,
como os bem-aventurados.
fez do amor o seu hino
pelo amparo e a compaixão.
Consolou os perseguidos
pelos insultos sofridos
e aos que choram de aflição.
e aos que sofrerem em seu nome,
com a divina recompensa.
Bendisse a paz e a concórdia,
o amor e a misericórdia
com as mais sublimes sentenças.
ante as missões que viriam,
deu a pureza e o sabor.
Chamo-os de “o sal da terra”,
pois o insosso não tempera,
o divino ágape do amor.
Disse: “Sois a luz do mundo”,
tal qual brilha uma cidade.
Pois não se acende o lampião,
pra se cobrir com um tampão,
mas pra iluminar a Verdade.
da Lei, nos Dez Mandamentos,
e nada fique esquecido.
E quem ante a Lei for réu,
passe a Terra e passe o Céu,
tudo há de ser cumprido.
Jesus propôs o perdão.
Nem por olho, nem por dente.
Se te ferirem a direita,
torne a ofensa desfeita
com a esquerda sorridente.
disse com sabedoria:
Amai vossos inimigos.
Fazei o bem ao rival
ora por quem te fez mal
pra ter a paz como abrigo.
é no altar do coração
que Deus ouve teu pedido.
Sem debulhar um rosário,
pede apenas o necessário
e o que for merecido.
Fez do Pai Nosso uma ponte
pra buscar o Criador.
Santificando o seu nome,
dando o pão pra nossa fome
e o perdão ao ofensor.
que a ferrugem rói o ouro
e onde te rouba o ladrão.
Pela pratica do bem,
faz teu tesouro no Além
e guarda no coração.
que Deus te há de prover
do que te falta na vida.
Seu amor não deixa ao léu
nem mesmo as aves do céu
às quais não falta a comida.
os puros lírios campestres
não conhecem a fiação.
Mas disse que a natureza
as vestem com mais beleza
que o manto de Salomão.
tão belo como o horizonte.
Uma canção do humanismo.
É o saber mais profundo
que se conhece no mundo
pela voz do Cristianismo.
Manoel de Andrade, poema inédito
A Origem do Conto do Vigário
1926
Fernando Pessoa, in Ficção e Teatro. (Introdução, organização e notas de António Quadros.) Mem Martins: Europa-América, 1986
- 95.domingo, 18 de janeiro de 2026
Ao Domingo Há Música
África minha
A África tem isto: é enorme:
ali, nunca se fica apertado.
Mesmo quando parece que ela dorme,
há nela um grande fogo agastado!
A diferença entre ser grande e pequeno
é a mesma que entre oceano e rio:
um ruge e o outro corre ameno,
o rio, manso, o oceano, bravio.
Eugénio Lisboa, Soneto modo de usar
sábado, 17 de janeiro de 2026
Novidades Literárias e Eventos Culturais
Planeamento Editorial Não-Exaustivo, JAN-JUN 2026 Janeiro — Embaixada a Calígula, de Agustina Bessa-Luís (Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins) — Ciência Pop, de Carlos Fiolhais e João M. Santos — Ensaios, de Thomas Mann — As Confissões de Felix Krull, de Thomas Mann — American Foreign Policy and Palestine, de Hannah Arendt — Eurotrash, de Christian Kracht (nomeado para o International Booker Prize 2025) Fevereiro — A Universidade, de Maria Filomena Mónica — Onde Queremos Viver, de Djaimilia Pereira de Almeida e Humberto Brito — Aquela Que Esquece, de Ana Teresa Pereira — O Céu em Desordem, de Slavoj Zizek — Espanto, de Zeruya Shalev — Vai e Põe Uma Sentinela, de Harper Lee Março — The Land in Winter, de Andrew Miller (finalista do Booker Prize 2025) — To Tell a Story, de John Berger e Susan Sontag — O Terceiro Reino, de Karl Ove Knausgård — The Fall of Hyperion, de Dan Simmons — Franny e Zooey, de J. D. Salinger — The Favourite Game, de Leonard Cohen — As Alegres Comadres de Windsor, de William Shakespeare (Projecto Shakespeare) Abril — Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman's Open AI, de Karen Hao — Longos Dias Têm Cem Anos. Presença de Vieira da Silva, de Agustina Bessa-Luís — Submundo, de Don DeLillo — Henrique VI, Parte I, de William Shakespeare (Projecto Shakespeare) — Os Anéis de Saturno, de W. G. Sebald — A Perfect Day to Put Your Head in the Oven, de Lee Chia-ying Maio — Carne, de David Szalay (Vencedor Booker Prize 2025) — The Collected Prose, de Sylvia Plath — Henrique VI, Parte II, de William Shakespeare (Projecto Shakespeare) Junho — Terra, de Maggie O’Farrell — Pure, de Andrew Miller (autor finalista do Booker Prize 2025) |
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« Anna Hope dit avec une rare finesse nos attentes et nos blessures. Notre besoin de consolation parfois impossible à rassasier. » Lire Magazine
« Roman riche, habilement construit jusqu'au coup de théâtre final. » Le Monde
« Hope est une romancière de la nuance, qui excelle à se glisser dans les interstices de l'existence, entre les apparences et ce qui nous hante, nos attentes et nos espoirs déçus. » ELLE
Le richissime Philip Brooke vient de mourir, laissant derrière lui un patrimoine grandiose : le plus beau manoir du Sussex, datant du XVIIIᵉ siècle et comprenant pas moins d’une vingtaine de chambres, entouré d’un domaine luxuriant de centaines d’hectares. Mari volage et père absent, il n’est regretté ni de sa femme ni de ses trois enfants. En revanche, sa vaste fortune déclenche des conflits galopants dans la famille car chacun veut mettre la main sur cette succession hors norme. Le clan Brooke réussira-t-il à ne pas voler en éclats avant le jour de l’enterrement ?
Drame familial haut en couleur et en tensions, Nos héritages nous plonge dans les arcanes fascinants d’une famille d’aristocrates britanniques tiraillée par l’argent et les secrets du passé. Anna Hope signe ici son grand retour au roman, qui comblera les lecteurs de Nos espérances.
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