sábado, 11 de setembro de 2010

Leonard Cohen

Ontem , Leonard Cohen deu um excelente concerto no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Aos 76 anos, actuou com mestria durante três horas e meia, provocando a admiração do público e óptimas críticas pela Comunicação Social.
Ei-lo, em "Dance Me to the End of Love" do album " Various Positions" de 1984, uma das mais belas canções de sempre desta voz tão peculiarmente grave e rouca.


Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til i'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in babylon
Show me slowly what i only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Recordar um amigo chamado Camus



Un ami nommé Camus
Franz-Olivier Giesbert

C'est sans doute parce que le monde tourne de plus en plus vite que nous adorons nous arrêter sur notre passé, si possible en nous faisant mousser ou en versant notre larme. C'est ce qu'on appelle une célébration.
Après l'anniversaire de la chute du mur de Berlin, voici venir le temps de la commémoration de la mort d'Albert Camus. Un monument national qui, pour le coup, n'a pas usurpé son titre.
«Avoir raison trop tôt est toujours un grand tort.» Telle fut la faute d'Albert Camus, qui nous a quittés, il y aura bientôt cinquante ans, en pleine force de l'âge, à 47 ans, dans un stupide accident de voiture, le 4 janvier 1960.
Mais la postérité lui a bien réussi. Même s'il a dit que le besoin d'avoir raison était la «marque d'un esprit vulgaire», Albert Camus aura dominé son époque par sa préscience, ses tourments et la pertinence de ses analyses sans avoir connu, après sa mort, le purgatoire obligatoire des écrivains.
Pourquoi reste-t-il à ce point d'actualité, le romancier de «L'étranger», qui, en poche, est toujours en tête des meilleures ventes ? Sans doute parce qu'il est, plus qu'un écrivain, un philosophe ou un moraliste, mais aussi un ami dont, à chaque livre, on se sent plus proche.
Ce libertaire, rétif aux idéologies, n'est tombé dans aucun des panneaux de notre affreux XXe siècle. Il a juste beaucoup douté. Notre cher Jacques-Pierre Amette a tout dit, un jour, dans ces colonnes, à propos d'Albert Camus: «C'est cette vulnérabilité révélée, écrite, répétée, ressassée, qui nous le rend proche, vrai (1). »
Comme tous les vrais amis, il ne mourra jamais, l'homme qui a écrit: «Je ne connais qu'un seul devoir, et c'est celui d'aimer. »

(1)- « Le Point » du 14 août 1993.

Publié le 13/11/2009 , dans "Le Point" N°1939

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Booker Prize


Foi anunciada a lista de finalistas do prestigiado " Booker Prize", no valor de 50 mil libras. Esta lista foi considerada a mais controversa dos últimos anos. Inicialmente, englobando treze nomeados passou para apenas seis.
Os finalistas que integram a lista são: Peter Carey (vencedor deste prémio por 2 vezes), Emma Donoghue, Damon Galgut, Howard Jacobson, Andrea Levy e Tom McCarthy .
O anúncio do vencedor será efectuado a 12 de Outubro.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Os Franceses vieram para a rua



Ontem, ao fim do dia, a CGT declarava que tinham saido para as ruas de França 2,7 milhões de pessoas protestando contra o projecto do aumento da idade da Reforma , um número superior ao contabilizado pelos orgãos oficiais do Ministério do Interior. Segundo a CGT, só em Paris manifestaram-se 270.000 pessoas. Cerca de 200 cidades francesas foram também palco de grandes manifestações. Os Franceses vieram efectivamente para A RUA.
" Era este o objectivo e o Governo não poderá fazer como se nada se tivesse passado hoje" - declarou Bernard Thibault, Secretário Geral da CGT.
Entretanto, Martine Aubry, Secretária Geral do Partido Socialista, que participou na Manifestação em Paris , prometia novamente repor a idade legal da reforma nos 60 anos. O Primeiro Ministro , François Fillon, comunicava, na Assembleia Nacional, que estava aberto ao debate desde que não se perdesse de vista o objectivo da reforma.
Em França, os trabalhadores demonstram com energia o que pretendem para o futuro. Diz o ditado que a união faz a força. Esperemos que assim seja .

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A França em Manifestação


Ao meio-dia já desfilavam 450.000 pessoas nas ruas de França. Os Sindicatos consideram que nesta greve e manifestação contra o aumento da idade da reforma , registar-se-á a maior mobilização de sempre.
O projecto da alteração da idade da reforma cuja análise também tem início, hoje, no Parlamento Francês, tem como objectivo alterar a actual idade legal da reforma de 60 anos para 62 em 2018, aumentando-a de 4 meses por ano, a partir de 2011. A primeira geração a ser atingida por esta reforma é a que nasceu em 1951.
Por cá, a idade da reforma aumentou e prevê-se que vá aumentando em colisão com a mobilização que vai diminuindo. A precariedade do emprego retira a força aos trabalhadores e amarra o direito à indignação.

Para ouvir (II)

A voz timbrada de Camané em “Sei de um rio”, um Fado com letra de Pedro Homem de Mello e música de Alain Oulman do Album "Sempre de mim" , de 2008



Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando

Pedro Homem de Melo e Alain Oulman,in "Sempre de Mim", 2008

Para ouvir

Alanis Morissette em "That I Would Be Good". Uma bela melodia numa óptima interpretação.



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A mais esplendorosa criação de Portugal

"As Humanidades, os Estudos Culturais, o Ensino da Literatura
e a Política da Língua Portuguesa"
Autor: Vitor Manuel de Aguiar e Silva
Editora: Almedina
Tema: Literatura
Ano: 2010
Tipo de capa: Brochada
ISBN 9789724041957 364 págs


Para Vítor Aguiar e Silva a Língua Portuguesa é «a mais esplendorosa, perdurável e irradiante criação de Portugal».

Neste novo livro, ele identifica a origem da crise das Humanidades na «crise do conhecimento da língua materna, que depois condiciona a prática da leitura e a compreensão dos textos literários, históricos, filosóficos etc. Todas as Humanidades se fundam no conhecimento e na prática da língua e sobretudo na leitura e na interpretação de textos, em particular de textos literários»(...) «O discurso das Humanidades tem de ser sempre (…) a defesa intransigente contra os dogmáticos, os tiranos e os espoliadores da liberdade e da dignidade do homem, no plano das ideias e dos valores, e no plano das práticas concretas».
Assim, Aguiar e Silva defende que se deve “«melhorar, fortalecer e enriquecer o conhecimento da língua portuguesa» e assumir «a elaboração das Humanidades», como «saberes sistematizados que ensinem o homem a falar, a discorrer, a interpretar, a argumentar, a ponderar os valores, a tomar decisões na esfera política, a representar poética e simbolicamente as suas acções, as suas virtudes, as suas misérias e os seus sonhos». (...) “As Humanidades são saberes disciplinares ensinados e cultivados nas Escolas, desde o Ensino Básico até à Universidade, que se têm constituído ao longo dos séculos e que têm como objecto de estudo o homem enquanto animal que fala, que escreve, que se exprime e comunica através de textos orais e de textos escritos, assim criando mitos, religiões, poemas, narrativas, leis, ordenamentos políticos, sistemas filosóficos, teorias científicas, etc., que consubstanciam as civilizações e as culturas. As Humanidades são, por isso mesmo, saberes indissociáveis da memória histórica do homem e saberes cuja teoria e cuja prática são fundamentais na construção do presente e do futuro. Esta obra é uma reflexão preocupada, mas não pessimista, sobre a relevância do ensino das Humanidades num mundo e em Escolas em transformação profunda e célere”.