«Amanhã», dizes tu. Viverei amanhã.»
Quando virá, porém, esse tal amanhã?
Ah! que sabemos nós do dia de amanhã?
Em que reino se esconde o rosto de amanhã?
Que idade tem ao certo o vulto de amanhã?
É coisa que se venda? É coisa que se compre?
Que certeza tens tu de estar vivo amanhã?
Tarde já é viver no próprio dia de hoje.
Mais sábio é começar a vivermos desde ontem.
Marcial, Epigramas, Livro V, 58,Tradução de David Mourão-Ferreira in “Vozes da Poesia Europeia” – I, Colóquio Letras n.º 163,Janeiro - Abril 2003
Quando virá, porém, esse tal amanhã?
Ah! que sabemos nós do dia de amanhã?
Em que reino se esconde o rosto de amanhã?
Que idade tem ao certo o vulto de amanhã?
É coisa que se venda? É coisa que se compre?
Que certeza tens tu de estar vivo amanhã?
Tarde já é viver no próprio dia de hoje.
Mais sábio é começar a vivermos desde ontem.
Marcial, Epigramas, Livro V, 58,Tradução de David Mourão-Ferreira in “Vozes da Poesia Europeia” – I, Colóquio Letras n.º 163,Janeiro - Abril 2003
