domingo, 15 de março de 2026

Viajar para além da Taprobana: O estreito de Ormuz

 

Viajar pelo mundo faz do mundo um outro mundo. Quem se atreveu a fazê-lo regressa sempre diferente. E se a viagem foi por mares nunca de antes navegados,  para além da Taprobana, qualquer português se descobre no mais épico poema que foi feito em português, pelo maior poeta de sempre, Luís de Camões.
Eis um apontamento que nos leva para esses mares. Apontamento muito actual que se integra neste mundo em guerra.
Hoje, o mundo fala diariamente do Estreito de Ormuz. A instabilidade no Médio Oriente e o conflito envolvendo o Irão voltaram a colocar este estreito no centro da geopolítica internacional. Por aqui, passa uma parte significativa do petróleo transportado por via marítima no planeta, e qualquer ameaça à navegação nesta passagem estratégica tem impacto imediato na economia mundial. Mas poucos sabem que, há cerca de cinco séculos, este mesmo estreito esteve sob o controlo de uma pequena potência europeia. Durante mais de um século, entre 1515 e 1622, Portugal dominou Ormuz, controlando a entrada do Golfo Pérsico e uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. Neste vídeo exploramos a história da presença portuguesa em Ormuz: – a chegada de Afonso de Albuquerque ao Golfo Pérsico – a construção da fortaleza portuguesa na ilha – o papel de Ormuz no comércio do Oceano Índico – a vida dos portugueses naquele ambiente extremamente árido – e o dramático cerco que levou à queda da cidade em 1622. Numa pequena ilha quase sem água e exposta a um calor extremo, soldados, mercadores e administradores portugueses viveram durante décadas guardando uma das portas do comércio mundial. Uma história fascinante do Império Português no Oriente, que liga diretamente o passado da expansão marítima portuguesa à importância estratégica que o Estreito de Ormuz continua a ter hoje. Se gosta de história de Portugal, história marítima ou das grandes rotas comerciais do mundo, este episódio mostra como uma fortaleza portuguesa conseguiu, durante mais de um século, controlar um dos pontos mais estratégicos do planeta.

Ao Domingo Há Música

A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos. 
        Albert Einstein 
Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova. 
      Mahatma Gandhi 

Não sei se a Paz se chama. Se clamar pela Paz a Guerra acaba. Sei, sim, que a Guerra acaba com a Paz. E num Mundo , onde todos clamam, as vozes deixam de ser ouvidas, entendidas , interpretadas. Pretender a misericórdia não faz de quem a deseja misericordioso. Pretender a Paz não faz de todos nós amantes da Paz. Mas não fazer a Guerra faz de qualquer um, um ser diferente. É esse mundo diferente que todos procuramos, que todos desejamos.

 A Grande Montserrat Caballé a cantar “Pace pace mio Dio”, da ópera La Forza Del Destino de Verdi, ao vivo, numa transmissão televisiva a partir de Nova Iorque em 1981, sob a direcção de James Levine.