segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O que precisa de visitar antes de morrer

Portugal - Algarve
Portugal - Sintra
Portugal - Douro
Lista de melhores lugares turísticos da Lonely Planet 
22 Agosto 2015, BBC
"A tradicional editora de guias de viagem Lonely Planet lançou esta semana um guia definitivo de lugares turísticos 'imperdíveis' no mundo. São 500 sugestões de destinos que  'precisa visitar antes de morrer'.
Mas para instigar os interessados, a editora divulgou uma lista com os top 20 de todos os destinos do guia. Entre eles, há um destino brasileiro - e não é o Cristo Redentor.
As Cataratas do Iguaçu foram escolhidas para figurar entre os melhores destinos turísticos do mundo segundo a Lonely Planet. A paisagem está na fronteira entre Brasil e Argentina e pode ser vista dos dois países.

Processo de criação

Para criar a lista, a editora enviou a equipa de viajantes 'especialistas' a todos os lugares para classificar as paisagens naturais, as jóias arquitectónicas e os museus que eles acreditam ser os melhores lugares do mundo para serem visitados.
Além do Brasil e da Argentina, outros dois lugares sul-americanos aparecem na lista dos top 20 destinos do guia: Machu Picchu, no Peru, e o arquipélago de Galápagos, no Equador.

1 - Angkor, Camboja



Se há só um lugar para escolher no mundo, a editora sugere a região de Angkor, no Camboja. As ruínas dos templos hindus erguidos entre os séculos 9 e 15 ainda permanecem lá, formando uma das melhores paisagens do mundo.

2 - Grande Barreira de Coral, Austrália



É o maior recife de coral del mundo. Estima-se que em seus 2.600 quilómetros de extensão haja mais de 1.800 espécies marinhas

3 - Machu Picchu, Peru



Também conhecida como "cidade perdida" dos incas, Machu Picchu fica a 2.550 metros de altura nos Andes peruanos. Segundo informações do Ministério do Comércio e Turismo do país, cerca de 70 mil a 100 mil turistas visitam o local a cada mês.

4 - A Grande Muralha, China



Com 21.196 km de extensão, a antiga Muralha da China vai desde a fronteira com a Coreia até o deserto de Gobi. Em 1987, foi considerada "Património da Humanidade" pela Unesco.

5 - Taj Mahal, Índia



O Taj Mahal foi uma obra encomendada pelo imperador mongol Shah Jahan para a esposa Mumtaz. Foi construído entre 1631 e 1654, nas margens do rio Yamuna.

6 - Gran Canyon, Estados Unidos



O Grand Canyon, no Colorado, com uma paisagem espectacular, foi declarado Património da Humanidade em 1979 pela Unesco.

7 - Coliseu, Itália



Este anfiteatro que data da época Do Império Romano é considerado como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Foi construído no século I e está no centro de Roma.

8 - Cataratas do Iguaçu



Na fronteira do Brasil com a Argentina, sobre o rio Iguaçu, encontra-se um conjunto de 275 cataratas. Elas estão entre as sete maravilhas naturais do mundo.

9 - Alambra, Espanha



Foi na Alhambra, em 1492, onde o último foco de resistência muçulmana se rendeu aos cristãos da Península Ibérica. Essa cidade, formada por palácios, jardins e fortalezas recebe milhões de visitantes todos os anos.

10 - Santa Sofia, Turquia



Antigamente, esse edifício em Istambul era uma basílica patriarcal ortodoxa. Depois foi uma mesquita e hoje é um museu. É conhecida pela cúpula gigantesca e era a maior Catedral do mundo até 1520, quando foi inaugurada a Catedral de Sevilha.

11 - Medina de Fez, Marrocos



Esta gigantesca medina (a maior do mundo) é um labirinto repleto de tendas e oficinas. Ainda conserva a estrutura medieval e, sem um guia, é muito fácil perder-se  por ali.

12 - Doze apóstolos, Austrália



Esse grupo de rochas calcárias na costa leste da Austrália é uma curiosa e importante atracção turística. No entanto, quem se interessa em visitar o local deve apressar-se, porque a erosão constante das ondas já derrotou várias dessas formações rochosas.

13 - Petra, Jordânia



Esta cidade histórica e arqueológica no sul da Jordânia distingue-se pela arquitectura esculpida directamente na rocha.

14 - Tikal, Guatemala



Tikal contém alguns dos mais impressionantes vestígios arqueológicos da civilização maia . É a reserva natural e cultural mais conhecida da Guatemala.

15 - Museu Britânico, Inglaterra



Um dos melhores museus de Londres. Nele há múmias, esculturas, armaduras ... A colecção em exposição contém mais de sete milhões de objectos de todo o mundo.

16 - Sagrada Família, Espanha



Desenhado por Antonio Gaudi, esta basílica católica começou a ser construída em 1882 e ainda não está terminada. É um dos monumentos mais visitados da Espanha.

17 - Parque Nacional de Fiorland, Nova Zelândia



O Parque Nacional de Fiordland é um dos destinos mais espectaculares da Nova Zelândia. Estima-se que foi esculpida por geleiras há mais de 100.000 anos. No local, há uma mistura de cachoeiras, florestas e montanhas.

18 - Santorini, Grécia



Santorini é conhecida como a joia da Cíclades . O lugar é o resto de uma caldeira vulcânica. Pode-se visitar as praias e falésias ali, além de fazer uma caminhada para conhecer as populações que moram no local.

19 - Arquipélago de Galápagos, Equador



As Ilhas Galápagos formam o arquipélago mais diverso e complexo do mundo. As espécies de plantas e animais típicos das ilhas não tinham predadores durante milhares de anos, razão pela qual os animais não demonstram qualquer medo com a presença humana . É também o destino mais importante de mergulho no mundo .

20 - Museu de Arte Velha e Nova (Mona), Austrália



Este museu, na Tasmânia, foi inaugurado em Janeiro de 2011. É o maior museu privado na Austrália. Não há janelas e a atmosfera é deliberadamente perturbadora e ameaçadora."

domingo, 22 de novembro de 2015

Ao Domingo Há Música

Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra face na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.
Eugénio de Andrade, in  "As Mãos e os Frutos",1948


Há vozes que rasgam qualquer tempestade . Emergem com tanta assertividade que não há força que se lhes oponha. Levam luz onde a sombra teima em persistir. São vozes tão singulares que nos surpreendem em qualquer registo. É assim  Kathleen Battle. 
E para o confirmar, basta ouvi-la na  extraordinária interpretação de "Creole Love song" em que revela a sua excepcional  versatilidade.



Kathleen Battle, em " Come Sunday!" , uma bela canção de Duke Ellington, acompanhada por Branford Marsalis. Uma notável parceria onde o talento se conjuga  em simbiose perfeita.
Soprano americana , Kathleen (Deanna) Battle nasceu a 13 de Agosto de 1948 (67 anos), em Portsmouth, Ohio, EUA. Estudou com Franklin Bens na University of Cincinnati – College-Conservatory of Musica onde obteve o Bachelor of Music (1970) e o Master of Music (1971).  Kathleen Battle talvez seja uma das vozes líricas mais aclamada do mundo. Apareceu nos grandes palcos do mundo acompanhada pelas maiores orquestras onde se destacam a Metropolitan Opera e a Royal Opera House, Covent Garden, e a opera houses of Vienna, Paris, San Francisco e Chicago.
O Álbum So Many Stars foi gravado em 1995. Neste registo vem acompanhada pelos mais importantes músicos de jazz, incluindo Grover Washington Jr., Cyrus Chestnut, Christian McBride e James Carter, numa colecção de lullabies, spirituals e folksongs. No seguimento e em articulação com esta gravação , Kathleen abre a season de Jazz de 1995-96 , no Lincoln Center's com um concerto de espirituais, música de Duke Ellington, e algumas outras faixas deste álbum.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma utopia em crise

Uma utopia em crise
Por António Alçada Baptista
“Os tempos não estão bons para quem pensa encontrar um mundo de tranquilidade e de paz. Creio que é para isso que nascemos e que toda a actividade humana devia ter subjacente os sentimentos morais
na vivência de todos os outros comportamentos, nomeadamente os políticos, os económicos e os científicos.
É verdade que nem todos pensam assim mas também é verdade que o exemplo dos outros devia ser motivador  dos nossos comportamentos. Confesso que, desde pequeno, me interessam, me comovem ou me magoam os actos da espécie humana e, que me lembre, nunca tive a mínima atracção, mesmo infantil, por aqueles que pretendiam impor a sua vontade aos outros. “Nunca exerças o teu poder sobre os outros de maneira que eles fiquem sem poder sobre ti.” De certo modo, este é um dos lemas da minha posição no mundo nesta matéria tão difícil que é viver em comunidade.
Viver com os outros é inevitável. Viver sozinho é quase sempre trágico: aqueles que o acaso fez viver sem nenhum contacto humano nem sequer puderam entrar na humanidade e os que, já senhores de si, resolveram optar pela solidão, acho que se subtraíram à decisiva prova humanaque é a de viver com os outros. Quase todos os problemas humanos vêm daí mas é também aí que devemos procurar as soluções.
Lembro-me que Lanza del Vasto me contou que, quando ainda novo, partiu para a Índia, descrente da Europa infestada pelas guerras, foi viver junto de um guru que estava sozinho na montanha. Não aguentou a falta dos outros e foi isso que o levou a partir para o pé do Gandhi, em cuja comunidade viveu durante 12 anos e a conselho de quem regressou à Europa para fundar em França uma comunidade – L’Arche – onde o conheci e acompanhei alguns dias.
A muito custo, com avanços e recuos, a humanidade parece às vezes que caminha para um mundo de paz e fraternidade mas os homens não nos deixam viver assim. Neste momento da história parece mesmo que estamos a viver um período de regressão. O sonho da expansão da democracia e da confiança mútua foi quebrado pelo pavor do terrorismo. Entrámos outra vez num destino de insegurança mas acho que não devemos desanimar: temos de admitir um recuo numa utopia que nos parece um projecto razoável mas, como disse, estamos numa regressão perante a ideia de “paz perpétua” que sentimos no fundo de nós. Talvez a paz não seja só a inexistência da guerra ou talvez a guerra não seja só o afrontamento de dois exércitos que espalham a destruição e a morte. É que a guerra começa nos comportamentos de cada um: na maneira como tratarmos os que estão ao pé de nós – maridos, mulheres, filhos, pais, empregados, patrões, em resumo, o nosso próximo. “António Alçada Baptista, Crónica publicada na Revista Máxima

Lançamento do livro "Acta est Fabula- Memórias V" de Eugénio Lisboa

Chego ao fim: sinto-me, um pouco, numa sala de espera. Aguardando o quê? Talvez tudo. Talvez nada. Mais provavelmente, alguma coisa. Sou ainda capaz de surpreender-me. O assombro mantém-me de pé.  Eugénio  Lisboa,  in "Acta Est Fabula - Memórias V - Regresso a Portugal (1995-2015)

"Acta est fabula - Memórias V - Regresso a Portugal (1995-2015)"
A Editora Opera Omnia e o Centro Nacional de Cultura têm o prazer de convidar V. Exa. para o lançamento do livro Acta est fabula - Memórias V - Regresso a Portugal (1995-2015), da autoria de Eugénio Lisboa, no próximo dia 19 de Novembro pelas 18h30, no Centro Nacional de Cultura - Galeria Fernando Pessoa.
A apresentação da obra estará a cargo de Marcelo Duarte Mathias.
CNC | Galeria Fernando Pessoa
Largo do Picadeiro, n.º 10 – 1º (ao lado do Café No Chiado)

ASSOMBRO

Chegamos, depressa, ao fim da viagem,
atordoados, confusos e sós:
pouco aprendemos, ficámos na margem
de viver, de saber quem somos nós.

Tudo foi frágil, incompleto, escuro,
tudo nos fugiu, pouco iluminou
esta passagem fugaz; resta, puro,
nosso espanto, que nada conspurcou.
Eugénio  Lisboa , in "Acta Est Fabula - Memórias V - Regresso a Portugal (1995-2015)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Doze dias depois do desastre no Brasil

O Maior desastre ambiental de sempre no Brasil
Por Hermana Cruz - JN,17.11.2015
"Foi o "maior desastre ambiental" da história do Brasil. Aconteceu há 12 dias mas os seus efeitos vão-se sentir durante décadas. Alguns são considerados irreversíveis. O rompimento de duas barragens, em Mariana, no Brasil, causou sete mortos, 631 desalojados e 22 pessoas ainda estão dadas como desaparecidas.
O Brasil demorou a ter noção da dimensão dos estragos causados pelo rebentamento de duas barragens, no passado dia 5 de Novembro, no estado de Minas Gerais. Cerca de 62 milhões de metros cúbicos de lama foram despejados pelas barragens de Fundão e Santarém, situadas entre Mariana e Ouro Preto, causando uma onda de lama que chegou a ter 2,5 metros de altura.
Doze dias depois do desastre, que causou sete mortos, 22 desaparecidos e 631 desalojadas, percebe-se que há danos ambientais a mais de 500 quilómetros do local do rompimento das barragens, da empresa Samarco. Uma comunidade rural de 600 habitantes, Bento Rodrigues, foi soterrada por uma enxurrada de lama com um volume equivalente a 25 mil piscinas. E a quinta maior bacia hidrográfica do Brasil já foi declarada oficialmente morta por ambientalistas e biólogos.
"É de uma magnitude imensurável. Há várias situações. A extensão dos danos é tal que estamos com lama, a chegar à foz do Rio Doce, no Estado de Espírito Santo, a mais de 500 quilómetros do local do rompimento das barragens", revela Marcus Vinícius Polignano, coordenador do Projecto Manuelzão. Trata-se de um projecto ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais, que monitora a actividade  económica e seus impactos ambientais nas bacias hidrográficas e trabalha com a revitalização dos principais rios mineiros.
Na manhã de domingo, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, visitou o Estado de Minas Gerais com uma equipa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e ficou chocada com o que viu. É que, o mar de lama matou quase tudo por onde passou: árvores, peixes ou qualquer tipo de vida ao longo do rio Doce. Para Dilma, trata-se do "maior desastre ambiental" da história do Brasil.
"As empresas têm de ser responsabilizadas por várias coisas. Primeiro, pelo atendimento emergencial da população. Segundo, por buscas de soluções mais estáveis, mais perenes. E, terceiro, pela reconstrução", considerou Dilma Rousseff, anunciando a aplicação de uma multa à Samarco (que pertence à companhia Vale e à empresa australiana BHP) no valor de 250 milhões de reais (60,8 milhões de euros).
Já o Ibama anunciou três medidas que serão executadas pela Samarco. Serão colocados filtros nas barragens que se romperam para evitar que mais lama chegue ao rio Doce. Serão lançados materiais de origem vegetal, chamados de floculantes, próximo à barragem de Aimorés, o que fará com que a lama vá para o fundo do rio, de modo a permitir que só a água siga o caminho. Por último, no litoral de Espírito Santo serão instalados 20 quilómetros de barreiras flutuantes para evitar que a lama chegue a áreas de protecção ambiental." JN
“Mariana é o maior desastre ambiental do Brasil”
O especialista Paulo Saldiva (USP) afirma que a demora na divulgação dos dados sobre teor e tipo de resíduos tóxicos contidos na lama que avança sobre cidades multiplica os riscos ambientais e à saúde
Por Mónica Tarantino - Saúde!Brasileiros
"Para o médico patologista Paulo Saldiva, um dos grandes especialistas em poluição ambiental do mundo, a ruptura das barragens da mineradora Samarco, em Mariana (MG), ocorrida no dia 5 de Novembro, é a maior tragédia ambiental de toda a história do País. A Samarco é uma joint-venture da companhia Vale do Rio Doce e da anglo-australiana BHP. 
Segundo o pesquisador, os rejeitos da Mina de Germano, no município de Mariana (MG), formarão um “tapete mortal” no fundo do Rio Doce e seus afluentes. Além disso, podem penetrar o solo e infiltrar no lençol freático, inviabilizando o plantio e o uso da água de poços.
O pesquisador também diz que a divulgação do tipo e do teor dos resíduos tóxicos contidos na mistura de rejeitos e lama não poderia demorar tanto. “Isso impede a definição de medidas e agrava os riscos para o ambiente e à saúde das pessoas.”
Saldiva, entre outras actividades, dirige o Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, é membro do Comitê de Qualidade do ar da Organização Mundial de Saúde e pesquisador do Departamento de Saúde Ambiental da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Também colunista do canal Saúde!Brasileiros"

Leia o artigo completo aqui 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Há dias

Há dias, há horas , há momentos em que as palavras não se soltam. Estão presas num imenso nó que não se desfaz. A força que  as comandava perdeu o fulgor. Impotentes reduzem-se . Subalternizam-se ao peso daquilo que as enfraqueceu. E é, então , que chega a Música. E tudo é dito. Sem palavras , mas universalmente legível.
Assim acontece em " A Way of Life "  de Hans Zimmer.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Adeus, doce França

Adeus, doce França 
Por José Lins do Rego
“Volto hoje às minhas criaturas, aos rudes homens do cangaço, às mulheres, aos sertanejos castigados, às terras tostadas de sol e tintas de sangue, ao mundo fabuloso do meu romance, já no meio do caminho.
Os dias de França me deram uma sensação de pausa, de espanto, de novos contactos sonhados desde menino. Vi terras por onde andaram os doze pares de França, os heróis do meu Carlos Magno, lido e relido como história de Trancoso. Vi terras do sul, o mar Mediterrâneo, o mar da história, o mar dos gregos, dos egípcios, dos fenícios, dos romanos. Mas o nordestino tinha que voltar à sua realidade, à realidade maior que a história do mundo, isto é, à história dos seus homens, dos cangaceiros brutais, carregados de vida bárbara, de instintos cruéis de uma força, porém, que não se extingue nunca, porque é a energia de uma raça de homens mais duros do que as pedras dos seus lajedos.
Volto aos “Cangaceiros” e desde logo tudo o que vi e senti se refugia no fundo da sensibilidade, para que a narrativa corra, como em leito de rio que a estiagem secara, mas que as águas novas enchem, outra vez, de correntezas.
Volto ao terrível Aparício que mata igual a um flagelo de Deus, ao monstruoso Negro Vicente, ao triste Bentinho, ao místico Domício, aos umbuzeiros carregados de frutos, aos mandacarus de floração de sangue, aos cantadores de estrada, às mulheres sofredoras, às noites de lua, aos tiroteios, ao crime e ao amor, à poesia barbaresca e vigorosa de um povo que é maior do que a terra que o criou.
Volto contente e disposto a tudo.
Adeus, doce França. Agora os espinhos me arranham o corpo e as tristezas me cortam a alma.” José Lins do Rego, Escritor brasileiro
José Lins do Rego (1901-1957) foi um escritor brasileiro.Com o seu primeiro livro  "Menino de Engenho", romance do Ciclo da Cana-de-Açúcar, conquistou o prémio Graça Aranha. Mais tarde ,o  romance "Riacho Doce" foi transformado, com muito sucesso,  em minissérie para a televisão. 
É autor de uma obra extensa que marcou a Literatura brasileira. Integrou o "Movimento Regionalista do Nordeste". Tornou-se patrono da Academia Paraibana de Letras. Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 25, em 1955
José Lins do Rego  nasceu no engenho Corredor, no município de Pilar, Paraíba, no dia 3 de Julho de 1901. Em 1920 ingressou na Faculdade de Direito do Recife.
Em 1923 conheceu Gilberto Freire, que exerceu grande influência na sua vida literária.
Manteve intensa actividade literária, publicou um livro por ano.
Em 1935 foi para o Rio de Janeiro. Em 1937 publicou "Pureza", o primeiro romance que foge à temática do ciclo da cana-de-açúcar, seguindo-se  "Pedra Bonita" e "Riacho Doce". Com "Fogo Morto" (1943) retorna à temática nordestina.  Fogo Morto foi  considerado uma das obras mais importantes de José Lins  do Rego. É um romance extraordinário  em que criou figuras que se tornaram  imortais. Este romance ficou marcado pelo vigor   de  personagens como o Mestre José Amano (seleiro; vira lobisomem); o capitão Vitorino Carneiro da Cunha, vulgo  Papa-Rabo (espécie de Dom Quixote do sertão) e o Coronel Lula de Holanda (fazendeiro).
José Lins do Rego morreu no Rio de Janeiro, no dia 12 de Setembro de 1957."
Obras de José Lins do Rego
Menino de Engenho, romance, 1932
Doidinho, romance, 1933
Banguê, romance, 1934
O Moleque Ricardo, romance, 1934
Usina, romance, 1936
Histórias da Velha Totonia, literatura infantil, 1936
Pureza, romance, 1937
Pedra Bonita romance, 1938
Riacho Doce, romance, 1939
Água Mãe, romance, 1941
Gordos e Magros, 1942
Fogo Morto, romance, 1943
Pedro Américo, 1943
Poesia e Vida, 1945
Conferências no Prata, 1946
Eurídice, romance, 1947
Homens, Seres e Coisas, 1952
Cangaceiros, romance, 1953
A casa e o Homem, 1954
Roteiro de Israel, 1954
Meus Verdes Anos, memória, 1956
Presença do Nordeste na Literatura Brasileira, 1957
O Vulcão e a Fonte, 1958

domingo, 15 de novembro de 2015

Ao Domingo Há Música

On passe une moitié de sa vie à attendre ceux qu’on aimera et l’autre moitié à quitter ceux qu’on aime.  Victor Hugo
                                    La mémoire est l'avenir du passé.Paul Valéry
É tão frágil a vida . Num ápice se nasce e num segundo tudo termina. Poder agarrá-la no momento que passa é talvez uma das maiores apostas  que  cada um faz  todos os dias. O futuro é um pretérito pensado . E a vida é uma fugaz aventura que nunca se  sabe quando finda.
Há  vozes que nos chegam e aquecem. Hoje falam francês. Trazem os sons que são universais. Transportam vida, calor ,  esperança e também um jeito de  fazer lembrar que quando  a liberdade , a fraternidade e a igualdade deixam de ser  valores capitais, a vida humana deixa também de ter qualquer valor. 

Nolwenn Leroy , uma linda voz,  na bela canção Avé Maria.


Johnny Halliday e Lara Fabian interpretam Requiem Pour Un Fou, no Stade de France.


Les Dix Commandements -  L'envie d'aimer (Final)
Les Dix Commandements é um musical escrito por  Élie Chouraqui e Pascal Obispo, cuja primeira representação teve lugar no  Palais des Sports de Paris, em Outubro de 2000, com os seguintes actores principais: Daniel Levi, Nourith, Ahmed Mouici, Gini Line, Josué Villafanca. 


Les dix commandements - L'envie d'aimer
C'est tellement simple
L'amour
Tellement possible
L'amour
A qui l'entend
Regarde autour
A qui le veut
vraiment
C'est tellement rien
D'y croire
Mais tellement tout
Pourtant
Qu'il vaut la peine
De le vouloir
De le chercher
Tout le temps
Ce sera nous, dès demain
Ce sera nous, le chemin
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer
C'est tellement court
Une vie
Tellement fragile
Aussi
Que de courir
Après le temps
Ne laisse plus rien
A vivre
Ce sera nous, dès demain
Ce sera nous, le chemin
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer
Ce sera nous, dès ce soir
A nous de le vouloir
Faire que l'amour
Qu'on aura partagé
Nous donne l'envie d'aimer
{2x}
C'est tellement fort
C'est tellement tout
L'amour
Puisqu'on attend
De vies en vie
Depuis la nuit
Des temps
Ce sera nous,
Ce sera nous,
Ce sera nous,
Pour que l'amour
Qu'on saura se donner
Nous donne l'envie d'aimer
Ce sera nous, dès ce soir
A nous de le vouloir
Faire que l'amour
Qu'on aura partagé
Nous donne l'envie d'aimer.