É verdade
Ai que trabalho me dá
gostar de ti como eu gosto!
Por causa do teu amor me dói o ar,
o coração
e o guarda-sol.
Quem me compraria a mim
este novelo que tenho
e esta tristeza de fio
branco, para fazer lenços?
Ai que trabalho me dá
gostar de ti como eu gosto!
Federico García Lorca, in Andaluzas, Obras I. Poesía 1.. Edición de Miguel García-Posada.
Biblioteca
"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento" Platão
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O Futuro
Mas não são vãs as artes de Calcas.
Aos que sofreram concede a Justiça
que fiquem a saber. O futuro
o ouvirás, quando surgir. Antes disso, esqueçamo-lo,
que o mesmo vale que começar logo a gemer.
Virá claramente com a luz que o vir nascer.
Seja bem sucedida, depois disto, a acção,
como desejada essa fortaleza,
reduto último e mais próximo da terra de Ápis!
Baquílides, Agamémnon, 248-257, in Hélade - Antologia da Cultura Grega, organização e tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Guimarães Editores, p.227
domingo, 12 de julho de 2015
Ao Domingo Há Música
Mozart
Aceitámos uma das ofertas do Festival Dias da Música de 2015, promovido pelo Centro Cultural de Belém, em finais de Abril último,em Lisboa.
" O concerto Farinelli: Il Castrato integrado nos Dias da Música propôs ao público uma selecção das músicas escolhidas pelo realizador Gérard Corbieau para o seu filme Farinelli, de 1994, baseado na vida do célebre Castrato italiano Carlo Broschi (24 de Janeiro 1705-15 de Julho de 1782),universalmente conhecido pelo nome que dá o título ao filme, Farinelli.
Através desses trechos revelam-se não apenas o ambiente cultural em que Farinelli viveu, se exibiu e se tornou, ano após ano, num dos ícones incontestáveis do canto na Europa, como também dos grandes compositores da época: sobretudo Johann Adolf Hasse, significativo compositor de ópera que, tal como Nicola Porpora, foi um dos mais importantes músicos que escreveu expressamente para o célebre castrato e que aqui foi representado pela ária «Son qual nave» da ópera Artaserse. Entre esta selecção estará presente também Georg Friedrich Händel, provavelmente o maior compositor de ópera do seu tempo, com a extraordinária e dilacerante ária «Cara sposa», de Rinaldo. E, ainda, o irmão do próprio Farinelli, Riccardo Broschi, que para ele compôs diversas árias, entre as quais a espectacular «Qual guerriero in campo armato», da ópera "Idaspe", inteiramente alicerçada no virtuosismo vocal. Por fim, como representante das origens napolitanas do grande castrato, Giovanni Battista Pergolesi com o seu «Salve regina», composição menos conhecida do que o famosíssimo «Stabat mater» mas não menos relevante do ponto de vista musical.
Através destas músicas, deduz-se no entanto aquele que talvez seja o dado mais importante, na óptica do encenador autor do filme: a excepcional vocalidade do intérprete, determinada não apenas pela sua particular voz de Castrato, mas também pelo ímpar talento do cantor, que era evidentemente dotado de um virtuosismo raro e de uma extensão mirabolante, que atingia tanto os cumes da voz de soprano como as profundezas inusitadas do contralto." CCB
Eis algumas das árias que fazem parte da banda sonora do filme:
- Ombra fedele anch'io da Ópera Idaspe de Riccardo Broschi
- Lascia Ch'io Pianga de Acto II da Ópera, "Rinaldo" de George Frideric Handel .
- Salve Regina, de Giovanni Battista Pergolesi .
- Cara sposa, de Georg Friedrich Händel.
- E Finale
Making of do filme Farinelli il castrato
sábado, 11 de julho de 2015
Antologias
Antologias
Por Eugénio Lisboa
"As antologias de poemas datam de, pelo menos,
o ano 60 A.C. e a primeira grande antologia de versos passa por ser a chamada Antologia
Grega, compilada em 925 por Constantinus Cephalas. Depois, vieram outras
por aí fora e, em 2003, Michel Chandeigne fabricou e publicou uma Anthologie
de la poésie portugaise contemporaine (1935-2000), da qual só agora
tomei conhecimento: não se pode ler tudo, no momento certo. Seria pouco sincero
se dissesse que achei tratar-se de uma boa antologia. Oscar Wilde, quando um
dia lhe mostraram as cataratas do Niagara, observou, sem pestanejar, que
ficaria mais impressionado se a água se precipitasse de baixo para cima. Eu
ficaria realmente impressionado se alguma vez concordasse com uma antologia que
se me oferecesse apreciar. O escritor americano Saul Bellow dizia, com alguma
justiceira crueldade, que as alternativas, sobretudo as alternativas desejáveis
só crescem em árvores imaginárias. Eu creio que não há de facto alternativa
para a antologia que fosse eu a fazer. Aceito porém, até certo ponto,
desvios dessa antologia ideal que seria a minha. O problema é haver desvios e desvios.
A antologia de Chandeigne tem o defeito que têm as escolhas feitas por
estrangeiros que não conhecem nem a nossa língua nem a nossa literatura a não
ser de fora, sendo, não poucas vezes, influenciados por ventos que
sopram de sectores pouco objectivos da nossa praça literária. Acho, por
exemplo, extraordinário que, da presença, se suprima Régio e se publique
apenas Miguel Torga e Vitorino Nemésio que, este, só até certo ponto, teve que
ver com a revista, e aquele a deixou ao fim de três anos. Régio é, ainda
hoje, uma das maiores figuras literárias de toda a nossa história
literária, nos campos da poesia, do conto, da novela, do teatro e do ensaio
literário. Na poesia, bastariam poemas como “Sarça Ardente” ou os sonetos de Biografia
para o elevarem ao cume da poesia portuguesa. Que alguns o não apreciem por
causa das suas apetências místicas e outros se não revejam no que há de ambíguo
em tais apetências – eis que nada tem que ver com a sua grandeza literária.
Sempre achei extraordinário que se admirem
sem reservas obras que se deixam impregnar pela mitologia grega ou romana (ou
egípcia) e se façam boquinhas a obras que se alimentam da mitologia cristã.
Irene Lisboa dizia que “título, qualquer serve”, eu acrescentaria que “mito,
qualquer serve”. Sou agnóstico mas nada me impede de admirar o quadro de
Leonardo “A Virgem, Santa Ana e o Menino”, que considero o mais belo do mundo,
ou a “Missa Solene” de Beethoven ou o L’Annonce Faite à Marie, de
Claudel. (Além disso, reduzir a imensa obra de Régio à sua componente
“religiosa” é um sinal de prodigiosa desatenção!) A fé de Régio – ou o
sofrimento que lhe causava a falta dela – diz-me pouco. Mas diz-me muito o que
ele faz dela em termos de tratamento artístico que lhe dá na sua obra. E diz-me
também muito o que nela nada tem a ver com misticismo e ismos adjacentes.
Robert Bréchon, que prefacia a antologia,
fala, enigmaticamente, no “declínio” da presença e Chandeigne justifica
a rejeição de Régio por “constatar que a sua retórica neo-clássica e a sua
temática do eu dilacerado entre o bem e o mal, entre Deus e o diabo,
envelheceram e o seu autor já hoje não é lido.” Raramente tenho achado tão opaco,
digamos mesmo: tão pouco inteligente, um conceito como é o do “envelhecimento”
de uma obra, o ela “estar datada” ou “fora de moda”. Dizer, de um tema de
sempre – o ser dilacerado entre o bem e
o mal, ou, metaforicamente, entre Deus e o Diabo – que é um tema “datado” é
mandar pela borda fora todo o grande teatro clássico, uma boa parte das grandes
epopeias e da grande poesia lírica: nem Camões, nem Dante, nem Blake, nem Eliot
se safam, se filtrados por um critério tão obtuso. É, em suma, deitar no lixo não
pouco da melhor produção artística de hoje e de todos os tempos. Quanto ao
“declínio” da presença e as suas devastadoras consequências para a
glória de Régio ou de Edmundo de Bettencourt, temos conversado: o “declínio” do
simbolismo não impediu que Ibsen ande por aí, forte e perturbante, do mesmo
modo que o “declínio” do realismo não obsta a que Eça se agite por aí, num
desassossego imparável. Os modernaços franceses cuspiam no cadáver de Anatole
France quase ao mesmo tempo em que a vigorosa perspicácia de Proust o
imortalizava na inesquecível figura de Bergotte. Os modernaços preocupavam-se
com “datação”, mas um verdadeiro e profundo escritor deixava-se fascinar por
vida, elegância e beleza, que são de sempre. No seu belíssimo livro Défense
de la littérature, Claude Roy diz isto mesmo, em palavras poucas mas
decisivas: “A literatura, ela, é o testemunho de tudo o que se passou no
coração dos homens. De aí resulta que é apenas necessário conhecer as
circunstâncias das grandes obras-primas (mesmo que sejam de circunstância) para
sermos por elas emocionados, tocados e nelas encontrarmos proveito. De aí
resulta também que os livros muito grandes são absolutamente sem data”
Suprimir, de uma antologia publicada pela
prestigiada Gallimard/NRF, um poeta cuja grandeza fica folgadamente acima de
85% dos poetas nela incluídos, a pretexto de os seus temas estarem “datados”,
eis que passa todas as marcas do decentemente aceitável. Com critérios destes,
o Rei Lear, Macbeth, Hamlet ou a Phèdre – ia tudo pelo dreno abaixo. E a
retórica de elevados decibéis do maior poeta francês, Victor Hugo (Gide dixit)
seria incriminada e punida pelo antologista francês da poesia portuguesa. É
também certo que os maus artesãos nunca perdoam a grande oficina poética dos
bardos como Régio ou Hugo. Saber fazer incomoda – sempre incomodou. Porque se
ignora que “retórica” quer apenas dizer: “arte de usar a linguagem falada ou
escrita para melhor persuadir e emocionar.” Dante, Camões, Eliot, Hugo,
Claudel, Robert Frost, Ezra Pound – estão cheiinhos de boa retórica: que não
envelhece; que não fica “datada”.
Só para concluir: Chandeigne diz que Régio
deixou de ser lido. Está mal informado: Poemas de Deus e do Diabo teve,
até hoje, 11 edições, a última, de 2001;
Biografia, teve 7; Mas Deus É Grande, cinco; A Chaga do Lado,
cinco, etc. De quantos poetas incluídos na sua antologia se poderá dizer o mesmo? E não é só o público
que o continua a ler: a universidade tem-no “usado” várias vezes em teses de
doutoramento e existe um Centro de Estudos Regianos, que publica uma boa
revista onde se podem ler as mais variadas e estimulantes sondagens à obra do
autor de Cântico Suspenso. Não é ele que deixou de ser lido: é o
antologista que está mal informado: a bibliografia activa e passiva, de Régio,
não tem feito senão crescer. (Por causa das coisas: há muito que não dirijo a
revista do Centro de Estudos Regianos – ela tem sabido resistir sem mim).
P.S. – Eugénio de Andrade que, durante muito tempo,
torceu (ou fez que torcia) o nariz à poesia de Régio, acabou por me escrever um
dia, aplaudindo-me pelo que eu andava a fazer pelo poeta de Vila do Conde
(chamou mesmo à minha acção, salvo erro, “uma coisa bonita”). E fez “amende honorable”
quando, na sua Antologia Pessoal da poesia portuguesa de todos os tempos, incluíu
sete poemas de Régio (Antero teve direito a oito, Cesário Verde, a sete,
Sá-Carneiro a oito, Nemésio a oito e Torga também a sete). Os bons exemplos
devem ser seguidos e, como a antologia de Eugénio precede de um ano a de
Chandeigne, faz aqui sentido lamentar que este a não tenha consultado.
Ter-lhe-ia feito cair alguma caspa de preconceitos. E passaria a pensar mais
pela sua cabeça e menos pela de outros que se pautam por agendas peculiares"
Eugénio Lisboa, em Crónica publicada no Jornal de Letras
sexta-feira, 10 de julho de 2015
As 10 melhores praias do mundo
"Todos procuram um destino perfeito para passar
as férias de verão. Seja um lugar de renome e muito frequentado pelos turistas,
ou aquele ponto quase escondido e pouco explorado num pequeno país. Mas uma
escolha é, normalmente, unanimidade nessa época: praia.
A HostelsBookers publicou o primeiro post sobre as melhores
praias do mundo. Lugares que são um verdadeiro paraíso pelas suas belezas
naturais e que agradam do mais simples ao mais exigente turista."
Na lista publicada não vem referida a Praia Dona Ana, no Algarve, em Portugal, eleita a praia mais bonita do mundo.
1. Ipanema, Rio de Janeiro, BrasilNa lista publicada não vem referida a Praia Dona Ana, no Algarve, em Portugal, eleita a praia mais bonita do mundo.
"Difícil haver uma lista de melhores praias do mundo sem incluir Ipanema. A sua beleza incontestável e popularidade que só rivalizam com Copacabana, faz dela um point obrigatório para quem vai ao Rio de Janeiro.
É essencialmente um ponto de reunião do público jovem. Nos diferentes “postos”, como a praia é dividida, encontra-se todo tipo de gente. O Posto 9 é o mais popular, com grande fluxo de artistas e celebridades.
Ipanema é palco da prática dos mais variados desportos, do skiboard ao frescobol, passando pelo brasileiríssimo futevôlei. De lá, os principais campeonatos de vólei de praia são transmitidos pela televisão.
Vale alertar os visitantes para as fortes correntes , o que requer cuidado especial para mergulhar. O Arpoador, uma das pontas de Ipanema, é um paraíso do surf. O visual é mesmo deslumbrante e não vai parecer louco se, num fim de tarde, resolver aplaudir o pôr-do-sol.
Verdadeiro ícone entre as praias australianas, Manly Beach é muito popular entre turistas e locais (tanto quanto a famosa Bondi Beach). Fica ao norte de Sydney, com acesso rápido e fácil.
Berço de várias gerações de surfistas campeões , Manly tem o surf incorporado na cultura, com inúmeras lojas temáticas. Claro que não faltam outras actividades também, como vólei de praia, canoagem e mergulho, além do skate nas tradicionais calçadas ao redor. Na região da Reserva Aquática Cabbage Tree Bay tem-se condições incríveis de mergulho.
Repleto de restaurantes, cafés e pubs com diferentes atracções musicais, não falta gente bonita e agitação até altas horas, todos os dias. Perigo é não querer deixar Manly tão cedo.
Qualquer praia da Ilha de Mykonos, que é parte do arquipélago das Cíclades do Mar Egeu, pode ser chamada de imperdível. A área é pequena (86 km²) mas tem belezas vistas em poucos outros lugares no mundo.
Com seu visual peculiar – construções em pedra pintadas de branco com com portas e janelas multicoloridas – combinam perfeitamente com o perfeito azul do mar e céu limpo.
Entre as praias mais procuradas, destacam-se Platys Gialos, Paradise e Super Paradise, com muitos iates ancorados e praticantes de windsurf. Na areia, dividem harmoniosamente o espaço mulheres de topless, famílias de nudistas, casais gays etc..
Circular pela ilha é sempre um prazer, seja a pé, de moto, quadriciclo ou mesmo o barco-táxi. A elite do jet set internacional adora ir para lá (algumas celebridades inclusive têm residência de verão na ilha). E a vida nocturna de Mykonos está entre as melhores da Europa, com alguns dos melhores DJs e clubes do mundo.
4. Saint Tropez, França
Um dos destinos mais caros e exclusivos do verão europeu, Saint Tropez é talvez o principal destaque da deslumbrante Côte D´Azur francesa (que inclui a famosa Cannes). Glamour, estrelas de Hollywood, iates ancorados por todos os lados. Mas a verdade é que dá sim pra curtir o balneário sem estourar o orçamento.
Por exemplo: a praia mais badalada, Pampelonne, onde estão os clubes mais exclusivos, é pública, diferente de outras áreas VIPs ao longo da costa da Baie de Pampelonne. Então, quem não quiser pagar 60 euros por um guarda-sol, pode apenas esticar sua canga na areia e curtir o mar calmo e transparente.
São várias praias ao longo da costa – conhecida como Grania – com cerca de cinco quilômetros cada. A maioria é óptima para práticas de windsurf, conagem, jet bike e mergulho, sempre com equipamentos disponíveis para alugar. Há ainda praias privativas para os adeptos ao naturismo.
5. Porto de Galinhas, Brasil
Outro destino que está sempre na lista de melhores praias do Brasil é Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco. Um visual absolutamente paradisíaco, com palmeiras, bancos de areia e águas mornas e cristalinas.
Não é em qualquer lugar que se pode nadar lado a lado com peixes coloridos, nas piscinas naturais, formadas pelos recifes de corais. Se ao sul (Maracaípe), o point é dos jovens e surfistas (com belas ondas), o norte é ideal para casais ou pessoas procurando tranquilidade, já que as praias são quase desertas, e rodeadas por resorts de luxo.
Quem curte adrenalina também não fica desapontado, já que a região é óptima para prática de surf, kite surf, mergulho e skate. A infra-estrutura e segurança são garantidas, dando a chance do visitante usufruir agradavelmente a praia em plena madrugada.
6. Zlatni Rat, Bol, Croácia
Simples, porém Linda, Zlatni Rat (ou Golden Cape, para quem prefere o inglês) é o destaque da ilha de Brač, em Bol, costa sul da Croácia. Com 634 metros de extensão, fica a cerca de 2km da cidade é um hit entre os turistas mais famososos.
O formato de seta da praia varia conforme as marés e o vento. É basicamente uma praia de pedras, mas que com uma boa toalha dá para deitar e colocar o bronzeado em dia com um visual incomparável à sua frente.
A praia é contornada por um bosque de pinheiros e o mar é dos mais calmos que vai encontrar, praticamente uma piscina. Os praticantes de windurf, no entanto, adoram a região e já adoptaram a praia como point.
7. Ilha de Palawan, Filipinas
Um paraíso quase selvagem e ainda pouco explorado. A Ilha de Palawan é a maior da província de mesmo nome, nas Filipinas. Fica a 586 km ao sudoeste de Manila e tem cerca de 800 mil habitantes
Um dos destaques do visual da ilha são as montanhas levemente inclinadas pela acção do mar e do vento, no meio dos bosques. A areia branca e a água turquesa são de encher os olhos.
Com uma fauna e flora únicos no mundo, na ilha coabitam dezenas de comunidades étnicas, o que dá um toque especial para os exploradores. Aliás são mais de 1.700 ilhas em toda a província, muitas rodeadas de corais e com um vida marinha excepcional. Então quem quiser viajar pela região, não terá problemas em encontrar lugares interessantes para se aventurar.
8. Arquipélago de Langkawi, Malásia
Partindo do significado de Langkawi – a terra de seus desejos – já dá para se ter uma ideia do que aguarda o visitante nesse arquipélago de 99 ilhas no Mar de Andamão, no noroeste da Malásia.
A maior das ilhas é Pulau, onde estão algumas das praias mais famosas da região – Pantai Cenang, Pantai Tengah, Burau Bay, Pantai Kok e Datai Bay. Cenang e Tengah são vizinhas e têm um visual deslumbrante. Elas têm as areias mais brancas do que qualquer outra ,contornadas por coqueiros altos e cassuarinas.
Lá também estão três parques geográficos reconhecidos pela Unesco. Um bondinho leva os visitantes até o topo do Gunung Mat Chinchang, onde está a Langkawi Sky Bridge, a 700 metros do nível do mar – um passeio obrigatório e inesquecível, certamente.
9. Lanikai, Havaí, EUA
É a praia onde o jet set de Hollywood se encontra no Havaí. A vista de Lanikai é mágica em especial a visão das ilhas Mokoluas, na costa leste de Oahu. O acesso não é dos mais fáceis – a maioria dos visitantes vai de caiaque ou por snorkel, já que a frente da praia abriga um número excessivo de mansões que adentram o mar.
Poucas águas têm uma cor mais impressionante, um verde-esmeralda quase inacreditável, e com um um recife de corais paradisíaco para os fãs do mergulho submarino.
A praia tem cerca de 1,5km de extensão, mas a largura varia entre praticamente nenhuma (em frente aos quebra-mares) a mais de 30 de metros. É permitido estacionar na rua lateral e há três acessos públicos a praia (um privilégio para a região, geralmente tomada por áreas privativas e cada vez mais urbanizadas).
10. Jericoacoara, Brasil
Jericoacoara já foi eleita a praia mais bela do Brasil e uma das 10 mais belas do mundo pelo Washington Post Magazine. E quem vai discutir essa afirmação? Não há destino melhor para férias: seja um bate-papo com os pescadores locais, um passeio de buggy até Tatajuba ou um fim de tarde apreciando o pôr-do-sol sobre as dunas.
A 300km de Fortaleza (no município de Jijoca de Jericoacoara), é uma praia que preserva ainda um certo ar de isolamento e exclusividade, graças a seu acesso restrito (só com 4×4). Parte do Parque Nacional de Jericoacoara, e cenário do filme “A Ostra e o Vento”, era até 1985 uma vila sem luz, telefone ou ruas.
Lagos de água cristalina, coqueiros, mar calmo e as dunas limpas compõem um cenário perfeito para o ecoturismo. Recentemente as práticas de windsurf e kitesurf (mais até na praia vizinha de Preá) também se difundiram na região." HostelBookers
quinta-feira, 9 de julho de 2015
O Admirável Universo
O filme (de menos de três minutos) criado por Erike Wernquiste e pela National Space Society exalta o acontecimento, evocando o historial da exploração espacial do sistema solar desde a década de sessenta.
Tudo começou em Vénus, em 1962. Depois, há cinquenta anos (1965), já estávamos a olhar de perto para Marte e ao fim de oito (1973) Júpiter entrou na lista de planetas alcançados pelo Homem. Seguiu-se Mercúrio no ano da liberdade portuguesa (1974) e Saturno, meia década mais tarde (1979). Fomos a Urano em 1986 e ao irmão Neptuno dois anos depois (1988). Agora o destino é Plutão.
No próximo mês, a missão não tripulada da National Aeronautics and Space Administration (NASA) vai levar uma sonda a (apenas) 6200 milhas do planeta anão, que saiu da lista de planetas oficiais em Agosto de 2006. Por enquanto, Alan Stern, responsável pela missão, vai mostrando as imagens mais detalhadas que alguma vez tivemos de Plutão, descoberto há 85 anos. Esta foi lançada esta terça-feira e é, pela primeira vez, (um pouco) colorida.
Ainda não passa de pontos de luz, mas em breve vamos poder olhar de perto para o corpo celeste com 2300 quilómetros de diâmetro e com uma massa equivalente a apenas 0,2% da Terra.
A órbita de Plutão é muito peculiar – é o planeta mais distante do Sol, mas a certa altura passa entre Urano e Neptuno e torna este último no planeta mais afastado da nossa estrela – foi um dos argumentos utilizados pelos cientistas para desclassificar o corpo celeste e torná-lo um planeta anão. O outro argumento foi o tamanho e massa muito reduzidos.
Em 1978, os astrónomos descobriram a única lua de Plutão, a que chamaram Caronte. Esta lua tem um diâmetro de menos 800 quilómetros que o planeta anão. Foi baptizada com o nome do barqueiro de Hades, que na mitologia grega leva as almas dos recém-mortos ao limite do mundo terreno – os rios Estige e Aqueronte. “Plutão”, por sua vez, é o rei dos mortos na mitologia romana." Observador
"New Horizons is the first mission to the Kuiper Belt, a gigantic zone of icy bodies and mysterious small objects orbiting beyond Neptune. This region also is known as the “third” zone of our solar system, beyond the inner rocky planets and outer gas giants. Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory (APL) in Maryland, designed, built and operates the New Horizons spacecraft, and manages the mission for NASA’s Science Mission Directorate in Washington. The Year of Pluto - NASA New Horizons is a one hour documentary which takes on the hard science and gives us answers to how the mission came about and why it matters. Interviews with Dr. James Green, John Spencer, Fran Bagenal, Mark Showalter and others share how New Horizons will answer many questions. New Horizons is part of the New Frontiers Program, managed by NASA’s Marshall Space Flight Center in Huntsville, Alabama."
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Andar... Perder o seu passo
CANÇÃO DE ALTA NOITE
Alta noite, lua quieta,
muros finos, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
não precisa de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
não necessita de sono.
Andar... Perder o seu passo
na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
nem necessita de vida.
Andar... — enquanto consente
Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente,
anda por andar — somente.
Não necessita de nada.
MEIRELES, Cecília, in Antologia Poética, São Paulo: Global, 2013, p.42
Alta noite, lua quieta,
muros finos, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
não precisa de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
não necessita de sono.
Andar... Perder o seu passo
na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
nem necessita de vida.
Andar... — enquanto consente
Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente,
anda por andar — somente.
Não necessita de nada.
MEIRELES, Cecília, in Antologia Poética, São Paulo: Global, 2013, p.42
A Sonata de Mozart
Faz da música o teu tecto , da poesia o teu chão.
“É muito raro um manuscrito de Mozart ressurgir dessa maneira. Ainda mais se tratando da Sonata em Lá Maior, da qual não se conhecia nenhuma versão completa. Por isso, essa é realmente uma grande descoberta”, afirmou Adam Bosze, historiador de música, quando foi descoberto o manuscrito original da Sonata em Lá Maior, talvez uma das obras mais famosas de Mozart , após cerca de dois séculos, numa biblioteca de Budapeste, entre vários outros papéis arquivados.
A autenticidade da partitura encontrada foi devidamente certificada por especialistas e completa o único libreto original conhecido até o momento, o do terceiro movimento, conservado no Mozart e um de Salzburgo, na Áustria, cidade natal do compositor. A Sonata para Piano N° 11 em Lá Maior (K. 331) foi composta no ano de 1783 e é um das obras mais conhecidas do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, especialmente sua parte final, a Marcha Turca. A descoberta foi possível graças ao trabalho de Balazs Mikusi, que foi nomeado chefe do departamento de música da Biblioteca Nacional Sczechenyi, de Budapeste, em 2009. “Quando encontrei esse manuscrito, imediatamente a grafia me pareceu muito mozartiana [...] Lendo as notas, meu pulso se acelerou brutalmente quando me dei conta de que se tratava da famosa Sonata em Lá Maior”.
Wolfgang Amadeus Mozart Piano Sonata No. 11 in A major, K. 331 por Daniel Barenboim.
0:00 Andante grazioso -- a theme with six variations
13:08 Menuetto -- a minuet and trio
18:50 Alla Turca -- Allegretto
Subscrever:
Mensagens (Atom)







