terça-feira, 2 de setembro de 2014

Assim vai o Mundo

Mais de três milhões de sírios fugiram à guerra civil do seu país e tornaram-se refugiados, com o registo de um milhão de pessoas apenas no último ano, revelaram hoje as Nações Unidas.

"O número de refugiados vai ultrapassar os três milhões», refere Agência da ONU para os Refugiados ao salientar que o número não inclui milhares de pessoas que fugiram do conflito sem se registarem como refugiados.
Há menos de um ano, o número de refugiados sírios estava calculado em dois milhões de pessoas, acrescenta o mesmo organismo ao salientar que o aumento se deve à «deterioração das condições no interior do país».
Há «cidades onde a população está cercada, as pessoas enfrentam a fome e os civis são alvo de sevícias ou indiscriminadamente mortos».
A guerra civil na Síria já terá provocado a morte a 191.000 pessoas desde Março de 2011.
As Nações Unidas referem ainda que 6,5 milhões de sírios foram deslocados o que traduz que cerca de 50% da população foi obrigada a abandonar as suas casas.
Mais de metade dos deslocados são crianças.
A maioria dos refugiados sírios encontrou abrigo em países vizinhos com o Líbano a acolher 1,14 milhões de pessoas, a Jordânia 608.000 e a Turquia 815.000." Diário Digital com Lusa

A economia dominou o segundo debate entre os candidatos às presidenciais brasileiras de 05 de Outubro que ficou ainda marcado pela polarização entre Dilma Rousseff e Marina Silva.

"A situação negativa da economia brasileira, que apresentou queda de 0,6% no crescimento no segundo trimestre do ano, segundo números oficiais, foi a principal critica ao actual governo.
Diferentes candidatos criticaram tanto a queda no Produto Interno Bruto como o aumento da taxa de juro e da inflação.
Dilma Rousseff (do Partido dos Trabalhadores, de centro-esquerda), defendeu-se e voltou a culpar a crise económica internacional pela má prestação da economia brasileira e afirmou que não há recessão no país e que os empregos e os salários até estão a subir.
Já a ambientalista Marina Silva, candidata pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), acusou Dilma Rousseff de não reconhecer os seus erros como fez no debate anterior.
A polarização entre Dilma Rousseff e Marina Silva no debate segue o resultado da última sondagem do Instituto Datafolha, liderada pelas duas candidatas na simulação de primeira volta.
A ex-ministra do Meio Ambiente, venceria, no entanto, na segunda volta, segundo os dados da sondagem.
Marina Silva era candidata a vice-presidente no projecto de Eduardo Campos, candidato a Presidente até o último dia 13, quando morreu num acidente de avião.
A ambientalista tinha anunciado a sua filiação ao partido socialista por não ter conseguido fundar o seu próprio grupo político, a Rede Sustentabilidade, a tempo das eleições de 05 de Outubro.
O PSB coloca-se na actual eleição como um partido de terceira via entre as duas maiores forças políticas brasileiras: o PT de Dilma Rousseff e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, de centro-direita), de Aécio Neves, o terceiro candidato "mais votado" nas sondagens.
Marina Silva e o Partido Socialista defendem um governo de união entre pensadores de esquerda e direita, dizem rejeitar essa polarização, e apoiam a autonomia do Banco Central, posição abrangente que acabaria criticada no debate com a acusação de ser contraditória.
Outra crítica feita à ambientalista foi ter retirado do seu programa de governo o apoio explícito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Entre os candidatos presidenciais que participaram no debate estavam ainda Pastor Everaldo (Partido Social Cristão), Luciana Genro (Partido Socialismo e Liberdade), Eduardo Jorge (Partido Verde) e Levy Fidelix (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). " Lusa, 2.09.14

Putin diz-se em condições de tomar Kiev em duas semanas
                                                      Damir Sagolj, Reuters

O presidente russo Vladimir Putin terá dito ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que podia tomar Kiev em duas semanas, se assim entendesse. A afirmação terá sido feita num telefonema entre ambos e foi relatada por Barroso na cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

"Segundo o diário italiano La Repubblica, no sábado passado em Bruxelas, perante os líderes reunidos da UE, e antes ainda das revelações de Barroso, a chanceler alemã, Angela Merkel, tinha intervindo, "furiosa" segundo o diário italiano, para considerar que Putin aposta numa escalada militar e que, depois da Ucrânia, ficarão ameaçadas a Letónia e a Estónia.
Barroso reproduziu as palavras de Putin nos seguintes termos: Se eu quisesse, poderia tomar Kiev em duas semanas". Segundo o diário italiano, Putin terá pretendido avisar Barroso sobre o contraproducente que são as sanções económicas, e sobre o quanto a Rússia se sente "provocada" com essas sanções.
Apaziguamento
Não por acaso, a política de apaziguamento é conhecida principalmente com a palavra britânica "appeasement": o seu principal expoente foi o primeiro ministro britânico Neville Chamberlain, antepassado de Cameron na direcção do Partido Conservador.

Ainda segundo aquele diário, o primeiro ministro britânico David Cameron comentou as palavras de Barroso afirmando que a Europa não deve repetir perante Putin o erro de procurar apaziguá-lo como procurou fazer com Hitler até 1939.
Literalmente, Cameron terá dito: "Desta vez não podemos ir ao encontro das pretensões de Putin. Já tomou a Crimeia e não podemos permitir que tome todo o país. Corremos o risco de repetir os erros cometidos em Munique em 1938".
Em sentido contrário, interveio o primeiro ministro italiano, lembrando o risco de um braço de ferro com a Rússia exacerbar os factores de crise económica internacional, e a necessidade de ganhar a cooperação russa perante as crises humanitárias, políticas e militares da Síria e do Iraque. As sanções económicas poderão ser reforçadas, disse, mas não se deverá fornecer armas à Ucrânia.
Segundo La Reppublica, representantes de várias delegações presentes ao encontro terão confirmado esta versão do debate. Também o site de Der Spiegel obteve junto de um diplomata da Europa ocidental confirmação sobre o relato que Barroso apresentou."RTP e 
 ,01 Set, 2014, 21:07

A capital portuguesa vai ser a anfitriã do congresso "Cities in Europe -- Cities in the Word", que reúne 600 investigadores de todo o mundo para discutirem o desenvolvimento das cidades, aproveitando para conhecerem o potencial de Lisboa.

Entre os dias 3 e 6 de Setembro, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (FCSH/NOVA) vai ser palco do 12.º congresso organizado pela European Association for Urban History (EAUH), que se realiza de dois em dois anos em diferentes cidades, tendo já passado por Amesterdão, Estrasburgo, Moscovo, Veneza e Praga, referiu Flávio Miranda, membro do comité local de organização do evento.
Durante o congresso, os "600 académicos, vindos de 42 países diferentes, dos quais 15 não europeus", vão ter a oportunidade de participar nas "conferências na Faculdade, assim como de visitas guiadas por Lisboa, um cruzeiro no Tejo e uma excursão até Évora".
Para o responsável pela organização do evento, este encontro de investigadores "vai animar o turismo da região e da cidade de Lisboa", afirmou.
Segundo Flávio Miranda, o congresso é "um fórum multidisciplinar para profissionais dos mais distintos campos de estudo, desde historiadores, arquitectos geógrafos, sociólogos e urbanistas, com interesses profissionais ou trabalhos realizados em torno da cidade".
"Lisboa é cada vez mais uma cidade atractiva não só do ponto de vista turístico, como também científico", considerou o responsável.
Ao longo do congresso vão decorrer 70 sessões de debate, abordando temas como "os problemas e desafios comuns às cidades actuais, desde problemas sanitários, sociabilidade em espaços urbanos, migrações, conflitos, organizações políticas, pobreza, divisão entre os núcleos da cidade, privatização dos recursos públicos e serviços de saúde", disse.
O vírus ébola também vai ser assunto de discussão durante o encontro de investigadores, de forma a "reflectir sobre a propagação e contágio de doenças no mundo".
De acordo com o organizador, o congresso pretende também debater "o desenvolvimento urbano nas cidades planeadas e desenvolvidas ao longo dos anos, e qual foi o cunho de regimes de totalitarismo no desenvolvimento de cidades europeias, com foi o franquismo, o período do salazarismo ou de Mussolini".
O encontro "Cities in Europe -- Cities in the Word" vai levar os investigadores a pensar em "projetos que façam com que as cidades sejam mais eficientes e mais humanas, melhorando a qualidade de vida dos seus habitantes", reforçou.
Com apoio da União Europeia, a EAUH, fundada em 1989, tendo como actual presidente Amélia Aguiar Andrade, docente do Departamento de História da FCSH/NOVA, escolheu Lisboa para esta edição do congresso pois "entendeu-se que a era a cidade ideal para acolher a perspectiva global que se pretende dar a este encontro, ao promover a reflexão sobre cidades europeias e não europeias".
O 12.º encontro da EAUH conta com o apoio da FCSH/NOVA e da Câmara Municipal de Lisboa (CML) entre outras instituições culturais, cujo "orçamento é autossustentável pelas inscrições, com um valor de 270 euros por participante", referiu."Lusa,1.09.14 
O arquitecto de 81 anos ganhou o Prémio Pritkzer (o Nobel da Arquitectura) em 1992. Wang Shu, o único chinês distinguido até hoje com aquele galardão, considera-o "um mestre"
A primeira obra de Siza Vieira na China - um edifício de escritórios, desenhado em parceria com Carlos Castanheira - foi inaugurada hoje na província de Jiangsu, no leste do país, com a presença dos dois arquitectos portugueses.
"Foi uma grande cerimónia, com as autoridades locais e da província, e muitos jornalistas de revistas de arquitectura, disse Carlos Castanheira à agência Lusa, acerca da inauguração.
O mesmo arquitecto contou que Siza Vieira foi objecto de "muitas honras" e "houve até um jornalista que lhe perguntou se ele se sentia 'um embaixador de Portugal'".
A obra inaugurada hoje é um edifício de dois pisos e 300 metros de comprimento, encomendado por uma empresa de Taiwan instalada em Huaian, a Shihlien Chemical Industrial Jiangsu Co.
Está construída num lago artificial adjacente àquela unidade industrial e foi baptizada com o nome de "Edifício sobre a Água".
Além do projecto arquitectónico, o mobiliário, os candeeiros e os tapetes do edifício foram também desenhados em Portugal.
"É uma produção portuguesa e só mostra que Portugal tem capacidade para exportar e há boa receptividade para os nossos produtos", comentou Siza Vieira.
Siza Viera, 81 anos, ganhou o Prémio Pritkzer (o Nobel da Arquitectura em 1992. Wang Shu, o único chinês distinguido até hoje com aquele galardão, considera-o "um mestre".
Em declarações prestadas esta semana à agência Lusa, acerca da sua primeira obra na China, Siza Vieira disse ter encontrado "um ambiente de trabalho muito bom".
"O cliente respeitou escrupulosamente o projecto. Foi um prazer. Ultrapassou tudo o que eu esperava", afirmou.
Siza Vieira e Carlos Castanheira, que se encontram na China desde há semanas, partem no domingo para Macau, para desenvolverem um projecto de renovação de um histórico hotel da cidade, regressando a Portugal na próxima quinta-feira.
Entretanto, em Taiwan, inauguraram um edifício de apoio a um campo de golf e, em Hangzhou, no leste da China, assistiram ao arranque da construção de um museu, dois projectos desenhados pela mesma parceria." Agência Lusa
Cameron sublinhou que a ameaça que “a barbárie” do Estado Islâmico representa exige uma “resposta firme”, com dois objectivos: evitar que extremistas viagem para o estrangeiro e actuar contra os que se encontram dentro do país
"O primeiro-ministro britânico anunciou hoje medidas para conter a ameaça ‘jihadista’ no Reino Unido, entre as quais a possibilidade de a polícia confiscar passaportes e restringir os movimentos de suspeitos de terrorismo.
David Cameron anunciou as medidas na Câmara dos Comuns, depois de na sexta-feira o Reino Unido ter elevado o nível de alerta de ameaça terrorista para “grave”, dado o risco que representam os combatentes radicais de origem britânica que regressam do Iraque e da Síria com experiência de combate.
As medidas reforçadas incluem a possibilidade de polícia confiscar o passaporte a suspeitos de terrorismo, o fornecimento atempado, pelas companhias aéreas, das listas de passageiros para identificar possíveis extremistas e a proibição de entrada no território de ‘jihadistas’ que tenham viajado para o estrangeiro.
Cameron sublinhou que a ameaça que “a barbárie” do Estado Islâmico representa exige uma “resposta firme”, com dois objectivos: evitar que extremistas viagem para o estrangeiro e actuar contra os que se encontram dentro do país.
As autoridades britânicas vão também ter reforçados os poderes para aplicar medidas preventivas de restrição da liberdade de movimentos de presumíveis terroristas que permitam impor um regime de recolher obrigatório e vigilância.
Segundo o governo britânico, pelo menos 500 britânicos são suspeitos de integrarem as fileiras dos ‘jihadistas’ que combatem na Síria e no Iraque, 250 dos quais já terão regressado ao Reino Unido. " Jornal i

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