terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Gente que deixa Memória

Morreu um homem livre: Manuel de Lucena
Por António Barreto
“Mais do que a inteligência, luminosa e meticulosa, mais do que a cultura, fenomenal e sem fronteiras, tanto quanto o carácter, íntegro e inconformista, o que mais apreciei nele foi a sua liberdade.Vi-o em 1962, em Lisboa e em Coimbra, na agitação do movimento estudantil. Conheci-o em 1968, no exílio. Encontrámo-nos depois em Paris, Genebra, Roma, Argel e Lisboa. Fundámos a “Polémica” com o Medeiros Ferreira, o Carlos Almeida e o Eurico Figueiredo. Trabalhámos no mesmo Instituto durante mais de trinta anos. Colaborámos intimamente em diversos projectos. Afastámo-nos e aproximámo-nos várias vezes. Sempre com a certeza da amizade.
A sua monumental obra sobre a evolução do sistema corporativo português (“O Salazarismo” e “O Marcelismo”) é um dos expoentes maiores das ciências sociais portuguesas. O mesmo se pode dizer das suas reflexões sobre o sistema político do Estado Novo, que, singularmente, classificava de “fascismo sem movimento”.
Mais do que a inteligência, luminosa e meticulosa, mais do que a cultura, fenomenal e sem fronteiras, tanto quanto o carácter, íntegro e inconformista, o que mais apreciei nele foi a sua liberdade. Foi o homem mais livre que conheci. Porque começava por ser livre no pensamento. Nunca recusou, por preconceito ou fé, olhar para um facto ou analisar uma ideia. Nunca classificou antes de compreender.
Era conservador e revolucionário. Tinha, da família, da religião, dos costumes e da moral crenças e convicções muito próprias que as tribos habituais tinham dificuldade em reconhecer como suas. Gostava de Portugal e de Angola, custava-lhe ver um sem outra, mas desertou do exército colonial e recusou fazer a guerra, porque nenhum, Portugal e Angola, merecia tal.
Era o terror dos editores, dos directores de jornais e dos chefes de redacção: nunca respeitou prazos nem dimensões. Mas o que escrevia acabava sempre por o reabilitar e fazer esquecer a indisciplina.
Foi um verdadeiro marginal. Podia ter ganhado dinheiro, nunca o fez. Podia ter exercido cargos políticos, nunca aceitou. Podia ter acedido a posições importantes, nunca o quis.
Conseguia fazer o mais difícil: poder e saber dizer não e sim.” António Barreto em Artigo publicado no Jornal Observador
A l'âge de 79 ans.
Professeur et écrivain issu d'une famille afrikaner, André Brink vient de s'éteindre à l'âge de 79 ans. Engagé contre l'apartheid, et reconnu internationalement pour son roman Une saison blanche et sèche (A Dry White Season), cet auteur avait obtenu, grâce à cette œuvre, le Prix Médicis étranger en 1980. 
L'ouvrage, interdit de publication en Afrique du Sud, fut d'abord diffusé à Londres avant d'être traduit dans de nombreuses langues. Longtemps professeur d'anglais à l'Université du Cap, André Brink a été rattrapé par la mort dans l'avion qui le ramenait le 6 février dernier de son voyage en Belgique, où il avait été nommé docteur honoris causa de l'Université catholique de Louvain.
S'il commença ses études à l'université de Potchefstroom en Afrique du Sud, où il obtint une licence, deux maîtrises (d'afrikaans et d'anglais), il partit ensuite en France, poursuivre un cursus en littérature comparée à la Sorbonne. En 2014, il avait signé Philida, publié en France par Actes Sud (voir notre critique). 
A travers ce roman, l'écrivain revient sur un de ses sujets de prédilection : l'esclavage. Il met en scène le destin de Philida, femme noire dont la vie se déroule lors de l'abolition de l'esclavage. 
Pour approfondir
Rédacteur en chef de Savoirs et Connaissances. Invité de luxe sur ActuaLitté. 

Décès d'une romancière de conviction
Membre de l'Académie française, où elle fut élue en 2005, Assia Djebar, romancière d'origine algérienne est décédée à l'âge de 78 ans. Elle publia son premier ouvrage, La Soif, en 1957, et son œuvre est aujourd'hui traduite dans une grande partie du monde. Docteur honoris causa de plusieurs universités, elle était également membre de l'Académie royale de Belgique. 
Elle aurait mérité à de nombreuses reprises le prix Nobel de littérature, et quand Alice Munro le remporta en 2013, certains évoquaient une œuvre à qui il manquait une dimension plus universelle. Mais c'est probablement aussi parce que l'Algérie n'avait pas assez fait pour promouvoir cette romancière
Née le 30 juin 1936 dans la ville de Cherchell, Fatma-Zohra Imalhayène, qui deviendra Assia Djebar, compta parmi les élèves de l'ENS de Sèvres et étudia l'histoire de son pays, jusqu'à la passion. Sa vie se déroula entre Paris et Alger, où elle retourna en 1974 pour enseigner les études francophones. C'est également à cette époque qu'elle choisit de s'intéresser au cinéma pour réaliser un long-métrage : La Nouba des Femes du Mont Chenoua, soutenu par une musique de Béla Bartok. 
 Mais l'accueil en Algérie fut controversé – alors qu'aujourd'hui, le film est devenu un objet d'études universitaires. Romancière francophone et cinéaste furent cependant deux casquettes trop complexes à porter, et en 1980, Assia Djebar s'installa en banlieue parisienne, pour mener à bien ses activités. Elle entamera une carrière politique sous l'impulsion de Pierre Beregovoy, alors ministre des Affaires sociales, qui la nommera de 1983 à 1989 représentante de l'émigration algérienne, avec un siège au Conseil d'administration du Fonds d'Action Sociale. 
 Ses publications reprirent alors chez Albin Michel et Actes Sud et en 1995, c'est l'aventure américaine, en tant que professeur titulaire qui démarre, à la Louisiana State University, à Bâton rouge. Elle partira en 2011 pour New York, où elle sera nommée Silver Chair Professor, l'année suivante. 
 Son dernier ouvrage, Nulle part dans la maison de mon père, paru chez Actes Sud en février 2010. 
Lorsque la famille s'installe à Alger, la mère se mue en citadine à l'allure européenne et l'adolescente entame une correspondance secrète. Une histoire d'amour s'esquisse. Dans Alger où la jeune fille ne cesse de circuler, après ses cours au grand lycée, elle s'enivre d'espace et de poésie. Un an avant une explosion qui secouera tout le pays, l'amorce de cette éducation sentimentale va-t-elle tourner court ?
Nicolas Gary    
Directeur de la publication de ActuaLitté. Homme de la situation.
Filipe Pires (1934-2015)  Morreu compositor pioneiro da electroacústica.
Professor e compositor tinha 80 anos. Foi uma referência da música portuguesa na segunda metade do século XX
"O compositor Filipe Pires, um dos pioneiros da música electroacústica em Portugal, morreu no domingo,  oito de Fevereiro , no Hospital de S. João, no Porto, aos 80 anos, confirmou à Lusa fonte da família. Nascido em Junho de 1934, em Lisboa, Filipe Pires completou os cursos superiores de Piano e de Composição no Conservatório Nacional, tendo continuado os estudos em Hanôver e Salzburgo (1957-60), segundo a biografia do Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa.
Visitou os cursos de Darmstadt (1963-65), onde leccionavam compositores como Pierre Boulez e Stockhausen, e foi, mais tarde, bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, sob direcção de Pierre Schae er, criador da música concreta. De volta a Portugal, deu aulas nos conservatório do Porto, Lisboa (aqui introduziu a disciplina de Electroacústica) e Braga, entre outros, além de ter sido um dos fundadores da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) do Porto. “É um dos compositores portugueses mais importantes do século XX, foi pioneiro da música electroacústica em Portugal”, disse à Lusa a pianista Madalena Soveral, que interpretou várias das suas composições. Também a Casa da Música lamentou a morte de Filipe Pires, recordando que o compositor apresentou, em 2011, uma obra encomendada pela instituição, Imagens Sonoras. Madalena Soveral sublinhou que Filipe Pires é um compositor com “uma linguagem extremamente maleável e musical” e que integrou no seu trabalho “quase todas as técnicas do século XX”. Por seu lado, a professora Maria Teresa Macedo referiu que o compositor desenvolveu o seu talento “até se tornar num dos maiores compositores portugueses”, ainda que a sua obra não esteja divulgada. “O Porto deve-lhe muito e os compositores portugueses devem-lhe muito e a música portuguesa deve-lhe muito”, declarou a professora. O funeral do compositor realizou-se na Igreja da Areosa, no Porto, para o cemitério de Penafiel. "Lusa

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

De Luanda

"- Choras as tuas grandes lavras , mano, e és tolo. Os que perderam a força das lavras ganharam toda a força do mundo e também a força de ganhar novamente a força das lavras . Quando a seca passar eu voltarei e arranjarei de novo uma pequena lavra e não terei perdido nada , porque era muito pouco o que eu tinha.
É por isso que eu canto somente assim: 

"Tuwaille twende we!
ombela yapita
Vimbanda vyange!"
(Vamos andando pois!
A chuva partiu 
Ó meus quimbandas!)

Vamos , mano, cantemos a duas vozes!
- Sim, cantemos a duas vozes..."
Henrique Abranches ,in " Diálogo" pag.41, Ed. CEI







domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ao Domingo Há Música

You can never hold back spring
You can be sure that I will never
Stop believing
The blushing rose will climb
Spring ahead or fall behind
Winter dreams the same dream
Every time

You can never hold back spring
Even though you've lost your way
The world keeps dreaming of spring

So close your eyes
Open you heart
To one who's dreaming of you
You can never hold back spring
Baby

Remember everything that spring can bring
You can never hold back spring

"Tom Waits nasceu em Pomona , California, a 7 de Dezembro de 1949. O seu pai era descendente de irlandesese e  escoceses  e a sua mãe de noruegueses. Aprendeu a tocar guitarra e piano aos dez anos de idade. Lançou o seu primeiro Álbum Closing Time em 1973. No início da carreira , fazia a primeira parte de shows de Frank Zappa e John Hammond."
Assim começa a história de Tom Waits. Uma voz , um estilo, uma sonoridade singular. Virtuoso e rebelde aos cânones prescritos construiu uma obra musical alicerçada num talento invulgar. Multifacetado divide-se pela composição, interpretação, representação e cinema. Ao longo de quatro décadas, a sua  excelente voz rouca tem dado som a registos que ficarão na memória do tempo . 
Neste Domingo de Fevereiro, you can hold back spring, so close your eyes , open your heart and dream



"The part you throw away" , uma canção forte.


Tom Waits numa interpretação notável de "Saving all my love for you".


"Invitation to the blues", um registo fulgurante de Tom Waits


Well she's up against the register
With an apron and a spatula
With yesterday's deliveries
And the tickets for the bachelors
She's a moving violation
From her conk down to her shoes
But it's just an invitation to the blues

And you feel just like Cagney
She looks like Rita Hayworth
At the counter of the
Schwab's drug store
You wonder if she might be single
She's a loner and likes to mingle
Got to be patient and pick up a clue

She says, "How you gonna like 'em
Over medium or scrambled?
You say "Anyway's the only way", be careful not to gamble
On a guy with a suitcase
And a ticket gettin' out of here
In a tired bus station and an old pair of shoes
But it ain't nothin' but an invitation to the blues

But you can't take your eyes off her get another cup of java
And it's just the way she pours it for you
Joking with the customers mercy mercy Mr. Percy
There ain't nothin' back in Jersey
But a broken-down jalopy of a man I left behind
And a dream that I was chasin' and a battle with booze
And an open invitation to the blues

But she's had a sugar daddy and a candy apple caddy
And a bank account and everything accustom to the finer things
He probably left her for a socialite
And he didn't love her except at night
And then he's drunk and never even told her that he cared
So they took the registration and the car-keys and her shoes
And left her with an invitation to the blues

'Cause there's a Continental Trailways leavin'
Local bus tonight, good evenin'
You can have my seat, I'm stickin' 'round here for a while
Get me a room at the squire the fillin' station's hirin'
And I can eat here every night what the hell have I got to lose
Got a crazy sensation go or stay and I've got to choose
And I'll accept your invitation to the blues

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os Livros de Fevereiro de 2015

Em Fevereiro:
 - Publicações Dom Quixote:
Praça da Canção de Manuel Alegre, Publicações Dom Quixote
Praça da Canção, primeiro livro de Manuel Alegre novamente editado para festejar os 50 anos da sua existência. A obra, escrita no exílio, veio a tornar-se um símbolo da liberdade face à ditadura.O livro, editado pela Dom Quixote, tem prefácio José Carlos de Vasconcelos, onde vem escrito: «Praça da Canção, de Manuel Alegre, há muito ultrapassou as fronteiras da literatura para assumir uma dimensão simbólica ou mesmo mítica (…) Os versos de Praça da Canção andaram, desde sempre, de boca em boca, de mão em mão, de coração em coração, em singular expressão individual de um poeta e vigorosa voz colectiva de um povo.»
  O Fotógrafo e a rapariga de Mário Cláudio, Dom Quixote.
Sobre o livro:  “Uma pequena ficção absolutamente sublime sobre o autor de Alice no País das Maravilhas.
Com O Fotógrafo e a Rapariga, conclui Mário Cláudio uma trilogia dedicada às relações entre pessoas de idades muito diferentes, iniciada em 2008 com Boa Noite, Senhor Soares – que recria o microcosmo do Livro do Desassossego, trazendo para a cena um aprendiz que trabalha no mesmo escritório de Bernardo Soares – e continuada em 2014 com Retrato de Rapaz – fascinante relato da vida atribulada de um discípulo no estúdio do grande Leonardo da Vinci.

No presente volume, os protagonistas são o britânico Charles Dodgson, que se celebrizou com o pseudónimo Lewis Carroll com que assinou, entre outros, o clássico Alice no País de Maravilhas, e Alice Lidell, a rapariga que o inspirou, posando provocadoramente para os seus retratos e alimentando as suas fantasias.”

Novas Cartas Portuguesas Entre Portugal e o Mundo - Vários autores, Publicações Dom Quixote
Sobre o Livro: A impressionante repercussão do livro Novas Cartas Portuguesas tanto em Portugal como no mundo.
«Novas Cartas Portuguesas: Entre Portugal e o Mundo, a colectânea que agora se publica, tem como objectivo mapear o impacto e a recepção nacional e internacional do livro [Novas Cartas Portuguesas], relevando a repercussão que ele teve na academia, no trabalho de outros autores (escritores, dramaturgos, actores, tradutores, etc.) e na sociedade em geral.» 
Ana Luísa Amaral e Marinela Freitas in «Introdução»
Esta obra inclui depoimentos e traduções de inúmeros artigos publicados na imprensa estrangeira sobre o Novas Cartas Portuguesa, entre eles o de Simone Beauvoir. 
As organizadoras deste livro:
Ana Luísa Amaral é professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É membro do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, e coordenadora do projecto internacional «Novas Cartas Portuguesas 40 Anos Depois». É tradutora de poesia e tem mais de uma dezena de livros publicados tendo recebido importantes prémios literários. Foi responsável pela edição anotada de Novas Cartas Portuguesas. 
Marinela Freitas é doutorada em Estudos Anglo-Americanos, investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa da Universidade do Porto e foi bolseira de investigação do projecto internacional «Novas Cartas Portuguesas 40 Anos».
Conta ainda com uma vasta equipa de coordenadores e colabores de inúmeros países, dos Estados Unidos à Suécia, por exemplo.

Má Luz de Carlos Castán , Editora Teorema
Sobre o livro: «Querida Nadia. Estimada Nadia. Nadia a seco. Tu não me conheces. Sou amigo do Jacobo. Não sei como dizer-te isto. Não sei se estás ao corrente da sua morte. Na verdade, assassinaram-no. Se já sabias, saberás também que foi horrível. Se ficaste a saber agora, se o teu primeiro contacto com esta informação são estas palavras, quero que as imagines acompanhadas de um forte abraço para ti.»Jacobo e o narrador são velhos amigos que partilham afinidades literárias, filosóficas e, sobretudo, vitais, como o álcool, as noitadas, a solidão insuportável e o amor às mulheres. Porém, quando Jacobo aparece morto à facada na sua casa de Zaragoza, o amigo decide apropriar-se da sua vida, como se essa fosse a única possibilidade que lhe resta de fugir da sua. E, assim, conhece a bela e enigmática Nadia, junto de quem empreenderá uma investigação obsessiva para esclarecer o assassinato do seu amigo.
Má Luz é uma ficção melancólica, sensual e romântica sobre o desejo e a busca de um sentido para a vida, mas é também uma espécie de thriller intenso e vertiginoso que se lê em absoluta tensão até à última página. “
Jovens e culturas cívicas: Por entre formas de consumo noticioso, obra de Maria José Brites, acaba de ser editada pela Livros LabCom, na Coleção Pesquisas em comunicação, em formato PDF. A obra, gratuita, pode ser descarregada aqui.
Morada engloba a poesia reunida de Rui Pires Cabral editada pela Assírio&Alvim. O livro chega às Livrarias a 13 de Fevereiro numa “edição revista  e aumentada com alguns poemas dispersos e inéditos.
Sobre o Livro:” «Morada» recolhe, com emendas de maior ou menor importância, todos os livros de poesia publicados pelo autor, à excepção dos volumes de poemas-colagens que apareceram nos anos mais recentes. Inclui ainda «Evasão e Remorso» - um conjunto que não teve edição em livro, se bem que a maioria dos poemas que o compõem tenha já surgido em publicações diversas - e uma secção final com alguns dispersos e inéditos.
Manhã de Adília Lopes , publicado pela Assírio&Alvim , sai a 20 de Fevereiro. A apresentação do livro será feita a 3 de  Março na Livraria da Editora.
Em Fevereiro, a Relógio D’Água publicará:
Da Natureza das Coisas, Lucrécio
O Que Quer a Europa?, Zizek, Horvat (Prefácio, Entrevista e Debate de Alexis Tsipras)
E também serão  publicados:
.  Mirleos, João Miguel Fernandes Jorge
. Presa Comum, Frederico Pedreira
Tolstoi ou Dostoievski, George Steiner
A Última Palavra, Hanif Kureishi
. O Buda dos Subúrbios, Hanif Kureishi
O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
 Voo NocturnoAntoine de Saint-Exupéry
Piloto de Guerra, Antoine de Saint-Exupéry

Terra dos Homens, Antoine de Saint-Exúpery

Livros do Brasil pela Porto Editora
Após a aquisição, a Porto Editora renova as obras de culto com  capas  idealizadas pelo atelier de Jorge Silva. Em Março, começam a surgir nas livrarias os primeiros exemplares desta colecção inesquecível, tais como As Vinhas da Ira, A Pérola e O Inverno do Nosso Descontentamento, de John Steinbeck, O Adeus às Armas e Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway, A Condição Humana, de André Malraux, Música para Camaleões, de Truman Capote, e Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.
O inverno do nosso descontentamento Paris é uma festa A Pérola Mrs Dalloway Música para camaleões A condição humana O adeus às armas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Ilha das Flores

FACTOS
"A Ilha das Flores está localizada à margem esquerda do Rio Guaíba, a poucos quilómetros de Porto Alegre. Para lá é levada grande parte do lixo produzido na capital. Este lixo é depositado num terreno de propriedade de criadores de porcos. Logo que o lixo é descarregado dos caminhões os empregados separam parte dele para o consumo dos porcos. Durante este processo começam a se formar filas de crianças e mulheres do lado de fora da cerca, a espera da sobra do lixo, que utilizam para alimentação. Como as filas são muito grandes, os empregados organizam grupos de dez pessoas que, num tempo estipulado de cinco minutos, podem pegar o que conseguirem do lixo. Acabado o tempo, este grupo é retirado do local, dando lugar ao próximo grupo.

O FILME
A ideia do filme é mostrar o absurdo desta situação: seres humanos que, numa escala de prioridade, se encontram depois dos porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco minutos, garantem na sobra do alimento dos porcos sua alimentação diária. Esta situação absurda será mostrada de uma forma absurda. O filme será estruturado como um documentário científico, do tipo "Wild Life". A câmara vai seguir um tomate, desde a sua plantação até o consumo por uma criança da Ilha das Flores, passando pelo supermercado e pela casa de uma consumidora. Todas as informações do texto serão ilustradas, da maneira mais didáctica possível. A narração será feita no padrão normal dos documentários, sem qualquer tom caricato e sem emoções.

INFLUÊNCIAS
As principais influências deste filme são: a arte de identificação, Kurt Vonnegut Jr., Meu Tio da América, as matérias da RBS TV enviadas de Tramandaí, a Enciclopédia Conhecer e os documentários "Wild Life". O público alvo, assim como o do disco metálico de informações enviadas a Plutão pela NASA, são os seres extraterrestres, se eles existirem. O texto de narração tem 185 linhas, 183 foram criadas pelo telencéfalo altamente desenvolvido do autor. Duas linhas são de Cecília Meireles.

AS IMAGENS
O filme inicia com três frases que surgem na tela;

. Este não é um filme de ficção

. Esta não é a sua vida

. Deus não existe


As frases desaparecem em fade e surge um globo girando, como o início de Casablanca. Aproximação do globo com fusões sucessivas até um mapa onde se lê "Belém Novo" ou "Porto Alegre". Fusão para uma plantação de tomates em Belém Novo. Cam na mão avança em direcção a um japonês que está de pé, no meio da plantação. A partir daí, a câmara mostra exactamente o que o texto diz, da forma mais didáctica, óbvia e objectiva possível. Quando o texto fala em números eles são mostrados num quadro negro ou em gráficos.
Curta metragem do cineasta Jorge Furtado, apresentado pela Casa do Cinema de Porto Alegre. Retrata a realidade de um lugar chamado Ilha das Flores."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Para ti

Foi para ti que criei as rosas

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei às romãs a cor do lume.

Foi para ti que pus no céu a lua
e o verde mais verde nos pinhais.
Foi para ti que deitei no chão
um corpo aberto como os animais.  

Eugénio de Andrade, in  As Mãos e os Frutos (1948)

Investigação científica portuguesa

Dê azeite ao seu coração

Investigação portuguesa demonstra que o seu  consumo melhora a saúde

2014-12-18
"Vinte mililitros de azeite por dia, consumidos durante seis semanas, são quanto basta para provocar um decréscimo de biomarcadores característicos da doença coronária.
A conclusão é revelada pelo projecto pan-europeu “Azeite+Global”, que integrou cientistas portugueses, escoceses e alemães, tendo sido liderado por investigadores do iBET - Instituto de Biologia Experimental Tecnológica – em colaboração com a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, naquele que é o primeiro estudo que avaliou o efeito de um alimento ao nível de biomarcadores de natureza proteica característicos de doença.

Bastam vinte mililitros por dia durante seis semanas
Bastam vinte mililitros por dia durante seis semanas
“A integração de azeite na alimentação diária pode ter um impacto importante na redução do risco associado a doença cardiovascular”, refere Maria do Rosário Bronze, investigadora do iBET e professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

“Os resultados obtidos permitem explicar efeitos benéficos para a saúde, associados ao consumo de azeite. É mais uma prova da importância da dieta mediterrânica, em que o azeite é a principal fonte de gordura”, reforça outra das investigadoras do iBET envolvida no projecto, Sandra Silva.
Metodologia permite diagnóstico antes de existirem sintomas

O estudo que teve como base um ensaio clínico que envolveu 69 pessoas que não eram consumidores habituais de azeite, avaliou o impacto do consumo em indivíduos saudáveis de uma população escocesa. Estes indivíduos foram divididos em dois grupos de forma aleatória.

Um dos grupos consumiu azeite com baixo teor em compostos fenólicos, enquanto o outro ingeriu azeite com elevado teor destes compostos. Ambos os grupos consumiram 20 mililitros de azeite cru por dia ao longo de 6 semanas.
Durante este período, procedeu-se à análise de urina e foi avaliada a variação de péptidos biomarcadores de várias doenças, entre as quais a doença das artérias coronárias. A metodologia aplicada, desenvolvida e validada pela empresa alemã Mosaiques Diagnostics, permite o diagnóstico precoce numa fase ainda assintomática de doença.
As conclusões do estudo mostraram que, para ambos os grupos, houve um decréscimo significativo dos biomarcadores característicos da doença das artérias coronárias. O resultado é independente da composição fenólica do azeite, sugerindo que os ácidos gordos do azeite deverão ser os principais responsáveis pelos efeitos observados." CiênciaHoje

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eventos históricos e culturais

O 4 de Fevereiro em Angola
"Ndalatando - O docente universitário João Domingos de Sousa reiterou hoje, em Ndalatando, que o 4 de Fevereiro de 1961, data do início da luta armada de libertação nacional, permitiu a liberdade e autonomia dos angolanos. Falando durante uma palestra sobre “Os grandes eventos que Angola conheceu em 40 anos de independência”, o professor referiu que a conquista da independência é fruto de destemida luta, bravura, coragem e engajamento de  nacionalistas e organizações políticas, que pós fim ao jugo colonial português.Enumerou actos que marcaram o país nos últimos 40 anos, com realce para a década em que o país alcançou a paz definitiva.“A década de 1970 foi também marcada por celebrações dos acordos de Mombaça e Alvor, que abriram o caminho para a independência do país, e pela morte do primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto”, referiu durante a palestra em que participaram, entre outros, antigos combatentes, membros do governo, autoridades tradicionais e representantes de igrejas.No âmbito do 4 de Fevereiro, realizar-se-á um acto político, a ser orientado pelo governador da província, Henrique André Júnior, e actividades culturais, recreativas, desportivas e palestras.Serão ainda inaugurados um sistema de captação, tratamento e distribuição de água no município de Cazengo, o posto de emissão do Bilhete de Identidade, no Ngonguembo, e um complexo habitacional."Angop
Dino Matrosse lança livro "Memórias Volume-1 (1961-1971)"
Luanda - O político angolano Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse" procedeu hoje, terça-feira, em Luanda, a venda e sessão de autógrafos da sua obra intitulada ?Memórias Volume-1 (1961-1971)?. A obra retrata as vivências políticas do autor e divide-se em três capítulos, sendo o primeiro “A fuga para o exterior do país e a integração no MPLA”, o segundo “Abertura da frente leste (3ª região político-militar)” e o terceiro “A abertura da 5ª região político-militar”.Nela estão expressos alguns sub-temas que marcaram as memórias do político, com destaque para o 4 de Fevereiro de 1961, A fuga para o Congo Leopoldville, o plano de abertura da 3ª região político-militar, o primeiro combate na frente leste – 18 de Maio de 1966, a conquista do sector 6, e notícias das transformações políticas no exterior.O livro teve tiragem de 3000 exemplares e está a ser comercializado a 3000 kwanzas.Falando aos convidados, Julião Mateus Paulo referiu que a obra marca a sua vida política e espera que a mesma possa servir de material de estudo da história do seupartido e sobretudo de Angola.Referiu que o livro vem ajudar os jovens angolanos a compreenderem os pergaminhos que o país teve que passar para atingir a independência nacional.O politico deixou o desafio a outros contemporâneos, para desenvolverem trabalhos similares, que na sua óptica servirá como matéria de estudo às novas gerações.A obra foi apresentada pela historiadora e ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, num evento que contou com a presença, entre outros, de quadros seniores do MPLA e familiares do escritor num dos hotéis da capital do país.Actual secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” nasceu na província do Bengo, em 1942, e desempenho vários cargos no partido e na Republica de Angola, com realce para 1º vice-presidente da Assembleia Nacional."Angop
 
Portugal: Pepetela e Ondjaki no primeiro Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia
"Lisboa - Os escritores angolanos Ondjaki e Pepetela, o último integrando a Comissão de Honra, participam desde segunda-feira até o dia sete de Fevereiro, no primeiro Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia, a decorrer nos concelhos de Cascais, Oeiras, Lisboa e Amadora.
Promovido pela Fundação “O Século”, com apoio da Câmara Municipal de Lisboa, o evento reúne escritores, ilustradores, contadores de histórias, editores, estudiosos e animadores, estando ainda previsto debates e apresentação de livros em escolas das referidas edilidades.
Os dias 5 e 6 de Fevereiro serão dedicados à reflexão sobre as diferentes temáticas relacionadas com a literatura infanto-juvenil nos países de língua portuguesa. No dia sete está prevista a realização de oficinas de escrita, ilustração e narração.
Entre os autores, ilustradores, narradores e especialistas confirmados constam, entre outros, Adelice Souza e Alice Vieira (Brasil e Portugal), Carmelinda Gonçalves (Cabo Verde), Ondjaki (Angola) e Carlos Patraquim (Moçambique).
A Comissão de Honra, presidida pelo reitor honorário da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, é integrada pelos escritores Pepetela (Angola), Mia Couto (Moçambique), António Torrado (Portugal) e Ana Maria Machado (Brasil).
Tido como o primeiro a congregar agentes da literatura infanto-juvenil de todos os países de língua portuguesa, o evento visa lançar uma rede de comunicação entre autores e editores, através do desenvolvimento de uma plataforma via Internet."Angop
 
11 a 19 de Fevereiro e 19 a 24 de Março
18h00 às 20h30
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Gratuito, mas sujeito a pré-inscrição.
"Este curso insere-se numa colaboração entre os investigadores do Projecto DIIA – Diálogos Ibéricos e Ibero-Americanos do Centro de Estudos Comparatistas da FLUL e investigadores da Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Autónoma de Puebla, visando a promoção dos Estudos Hispano-Americanos.
Os dois professores que virão ministrar o curso deslocam-se no âmbito do Projecto “Espacio y literatura” da rede “Problemas contemporáneos de la crítica literaria”, financiado pelo Programa de Mejoramiento del Profesorado (PROMEP) de la Secretaría de Educación Pública de México, e desenvolvido ao abrigo do Convénio Específico de Colaboração assinado em Abril de 2013 entre a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Facultad de Filosofía y Letras de la Benemérita Universidad Autónoma de Puebla (México).
Objectivos do curso: oferecer uma panorâmica das literaturas na América Hispânica durante o século XX; estudar obras significativas da narrativa breve hispano-americana, discutindo conceitos fundamentias como realismo mágico, fantástico, vanguarda e meta-ficção; conhecer as principais correntes poéticas do universo hispano-americano, identificando alguns elementos como coloquilismo e neo-barroco."CAL
 
A Minha América Latina
Programa Pedagógico da CAL
"O programa pedagógico “A minha América Latina”, desenvolvido pela Casa da América Latina desde 2012, propõe-se levar a América Latina às escolas do 2º ciclo ao secundário. Procuramos uma abordagem interdisciplinar, combinando o cruzamento dos programas curriculares com actividades artísticas que tenham por objecto a América Latina (literatura, cinema, gastronomia, dança, artes e teatro). Num trabalho conjunto com professores e alunos, proporcionamos o contacto com novas realidades e o estímulo à reflexão sobre as sociedades latino-americanas. As actividades podem acontecer no espaço da escola como na própria sede da Casa da América Latina. Entre as escolas com quem trabalhamos, estão a Escola Secundária Rainha Dona Amélia, a Escola Básica 2,3 Pedro d’Orey da Cunha (Amadora), a Escola Secundária Camões, a Escola Básica Ferreira de Castro (Sintra) e o Colégio Sagrado Coração de Maria.
A Casa da América Latina está sempre aberta a novas colaborações."

Mais informações: dlopes@casamericalatina.pt


Antônio Torres no Liceu Camões, 22 Janeiro
Quando eu era menino… foi assim, remetendo à infância, que Antônio Torres deu início à conversa na bela biblioteca do Liceu Camões com os alunos do 10º ano de língua portuguesa. O autor, publicado no Brasil e traduzido no mundo, ocupa a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, a que foi de Jorge Amado, seu conterrâneo. Torres nasceu num lugarejo chamado Junco, em pleno sertão da Bahia, hoje município de Sátiro Dias. Num tom doce, partilhou memórias da escola primária, como a professora que o obrigava a ler Castro Alves em voz alta, a cada 7 de Setembro, exercício que o tornou escritor e que recomenda vivamente a quem quer sê-lo.
Relações Transatlânticas, título da iniciativa organizada pela Casa da América Latina com o Liceu Camões, ao abrigo do programa pedagógico “A minha América Latina”, foi o mote para o testemunho do escritor em torno da sua vida e obra. Antônio morou em Lisboa nos anos 60 e foi muito amigo de Alexandre O´Neill. “Os homens dos pés redondos”, o seu segundo romance, é um retrato do país que o jovem autor encontrou na altura. Episódios históricos também inspiraram alguns dos seus mais célebres romances, como “O nobre sequestrador”, que conta a audácia francesa na tomada do Rio de Janeiro em 1711, ou “Meu querido canibal”.
Naquela manhã chuvosa de Janeiro de 2015, Antônio Torres leu em voz alta – a meninos e meninas portugueses – a carta de Pero Vaz de Caminha, a primeira, a fundadora, a que se chama de “certidão de nascimento do país chamado Brasil”.CAL
Consulte a galeria de fotografias do evento.
Companhia das Letras chega a Portugal
"21 de Janeiro de 2015 – A publicação do romance O Irmão Alemão, o mais recente de Chico Buarque, assinalará a criação em Portugal da chancela Companhia das Letras, numa iniciativa conjunta entre a editora brasileira de mesmo nome e o Penguin Random House Grupo Editorial.
A criação desta chancela traz para Portugal nomes consagrados da literatura brasileira, assim como clássicos contemporâneos e novos valores da literatura do Brasil. Para 2015 estão garantidos, além de Chico Buarque, autores como Fernanda Torres, Raphael Montes e Sérgio Rodrigues, assim como os clássicos Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade. Como contraponto, a Companhia das Letras publicará no Brasil uma selecção de autores portugueses. Já neste ano, será publicado o romance A Biografia involuntária dos amantes, de João Tordo, autor vencedor do Prémio José Saramago.
Em Portugal, a Companhia das Letras será uma chancela literária dedicada à publicação de autores de língua portuguesa de todas as geografias, com 12 novidades planeadas já para o primeiro ano. Assim, os novos romances de Afonso Cruz e João Tordo e um livro de textos de Ricardo Adolfo, previstos para 2015, sairão também com a chancela Companhia das Letras.
Fundada em 1986, em São Paulo, a Companhia das Letras é uma das editoras de maior prestígio do Brasil, contando no seu catálogo com mais de 3 mil títulos que incluem alguns dos maiores nomes da literatura brasileira e internacional. Em 2015, a um ano de cumprir o 30º aniversário, atravessa o Atlântico para emprestar nome e prestígio à nova chancela literária do Penguin Random House Grupo Editorial em Portugal, que integra selos como Alfaguara e Objectiva. Esta parceria acontece oito meses após a entrada em Portugal do Penguin Random House Grupo Editorial, com a aquisição da Editora Objectiva.
O Irmão Alemão é inspirado numa história real da família de Chico Buarque.
Com perto de 100 mil exemplares impressos no Brasil, o romance terá uma primeira tiragem de 12 mil exemplares em Portugal, onde o autor costuma garantir o sucesso junto da crítica e dos leitores.
O Irmão Alemão é o quinto romance de Chico Buarque, que já havia publicado Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003) e Leite Derramado (2009), pelo qual ganhou o Prémio Portugal Telecom de Literatura.
O novo romance de Chico Buarque, assim como o programa da Companhia das Letras, serão apresentados em Lisboa, na Fundação José Saramago, no dia 12 de Fevereiro, pelas 21h30 horas."CAL
   Opéra de Paris abre Saison

Na Fundação Calouste Gulbenkian, em  Lisboa 

COLÓQUIO / CONCERTO
9 e 10 fevereiro | 9h30
Auditório 2 | Entrada livre


É então isto para crianças?Criações para a infância e a juventude


Escritores, ilustradores, realizadores, atores, compositores e músicos, vão debater a criação artística para crianças. O primeiro dia termina com um concerto de B Fachada, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã, com a participação do ilustrador André da Loba

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Uma voz singular

We sit in the grass and we talk of our pasts
A roll call of all our lovers
A feeling arises we both recognize
We could fulfill each other

What if we do?
What if we do?
What if we do?
What if we do?

We each have traveled and come to a rest
Were trying to make things happen
Neither of us know how to measure success
Hey, we could fall in love and be happy

What if we do?
What if we do?
What if we do?
What if we do?


All the butterflies rise to the surface
I say stupid things when I get nervous
Watch the sunset, forget all the chatter
All the butterflies say it dont matter

Its getting late, we had better head back
We could stop and get some dinner
Theres a full moon rising, the stars are aligned
We could spend the night together

What if we do?
What if we do?
What if we do?
What if we do?

Mia Doi Todd, a beleza de uma voz singular, em " What If We Do?".

Mia Doi Todd em "Kokoro"

E em "River of Life / The Yes song". 

River, river, river, river
River of life
River, river, river, river
River of life

The very first morning
Of our great love understanding
We talked until we were not able
Touching underneath the table

The purple rocky mountains
Of the new world rose out of darkness
We stumbled into our reflection
And the sun shone straight in our direction

River, river, river, river
River of life
River, river, river, river
River of life

Dia, todo dia, todo dia
Everyday, everyday

The very first morning
Of our great love understanding
The sun rose straight in our direction
And awakened our perfection

River, river, river, river
River of life
River, river, river, river
River of life

Freedom from oppression
Self expression for everyone
Dia, todo dia, todo dia
Everyday, everyday

River, river, river, river
River of life
River, river, river, river
River of life

The very first morning
Of our great love understanding
We talked until we were not able
Touching underneath the table

The purple rocky mountains
Of the new world rose out of darkness
We stumbled into our reflection
And the sun shone straight in our direction

River, river, river, river
River of life
River, river, river, river
River of life

The present moment is revealed
To contain all that is real
We walk along the cliffs
Atop groundlessness

Yes, yes, yes, yes, yes, yes, yes
Yes, yes, yes, yes, yes, yes

The present moment is revealed
To contain all that is real
No orders, no borders, no relatives
No former, no future, no precedence

Yes, yes, yes
Yes, yes, yes
Yes, yes, yes

The present moment is revealed
To contain all that is real
We walk along the cliffs
Atop groundlessness

Yes, yes, yes
Yes, yes, yes
Yes, yes, yes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como ser feliz

Sete passos para ser mais feliz
"É o desejo mais universal e mais antigo da Humanidade e objecto de várias teorias filosóficas e estudos. Nas últimas décadas, a psicologia descobriu alguns traços comuns aos "felizes"
  • Comprometer-se com os objectivos
As pessoas felizes têm muita energia e canalizam-na para cumprir missões. Os psicólogos defendem que quanto mais vemos um objectivo como parte de nós mesmos, mais energia iremos utilizar para o cumprir.
  • Encontrar significado no trabalho
Amy Wrzesniewski, uma psicóloga organizacional de Yale, lançou em 1997, juntamente com algumas colegas, um ensaio acerca de como as pessoas se relacionavam com o seu trabalho, identificando três formas de o encarar: como um trabalho, onde a pessoa se focava na parte financeira e na necessidade; como uma carreira, onde a pessoa se focava no avanço, e como um 'chamamento', onde se focava na alegria de realização, sendo o trabalho socialmente útil. A conclusão? As pessoas que encontram um sentido no seu trabalho são as mais felizes.
  • Passar tempo com pessoas que se gosta
Apesar de ser um cliché, a verdade é que estudos confirmam que passar tempo com pessoas que ama, o fará mais feliz.
  • Cultivar uma relação de longo-prazo
Recentemente o New York Times referiu-se a uma investigação que concluía que "estar casado faz as pessoas mais felizes e satisfeitas com as suas vidas, ao invés daqueles que permanecem solteiros - particularmente durante os períodos mais stressantes, como as crises de meia idade."
  • Ingerir alimentos frescos
Um estudo realizado em 2013 concluiu que comer bastante fruta e vegetais frescos tem um correlação positiva com a felicidade. Pessoas mais jovens que ingeriam entre sete e oito peças de fruta ou vegetais por dia, tinham níveis de felicidade mais elevados.
  • Fazer exercício
Um estudo holandês que  observou 8000 pessoas entre os 16 e os 65 anos, concluiu pela importância do exercício no estabelecimento da felicidade: "pessoas que praticam exercício estão mais satisfeitas com a sua vida e mais felizes que pessoas de todas as idades que não o praticam."
  • Comprar experiências
Segundo o psicólogo de Harvard Daniel Gilbert, se o dinheiro não compra felicidade, então não está a ser bem gasto, pois deverá ser usado para comprar experiências em vez de bens materiais. Num questionário realizado a mil americanos, 57% responderam que obtiveram mais felicidade quando adquiriram uma viagem ou foram a um concerto, ou outro evento, em vez de uma compra material. A razão deste impacto positivo deve-se ao facto de nos lembrarmos das experiências e assim as podermos apreciar durante mais tempo." Visão

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ao Domingo Há Música

"Habito um continente e a comunhão prevista
além dos horizontes por transpor.
Renovo-me em saber, olhando o sol
acesa a cor para além destas fronteiras."
Ruy Duarte de Carvalho, (Santarém 1941- Swakopmund 2010), escritor e antropólogo angolano.

África , minha querida África
Quem a quer ama-a pela sua singularidade. África é apenas África. Um continente para além dos horizontes por transpor que se impõe sem que outro se lhe interponha. 
Não rivaliza , não concorre, não se sobrepõe, não comanda , não se subjuga. É. Ao ser, África é tempo, espaço, movimento, ritmo, gente . Acalenta e deixa-se  acalentar numa imponência discreta que embala e se move em movimento distinto de qualquer outro. 
África, minha querida África. 
Inesperada e imperecível nos gestos, nos cheiros, nas cores  , nos sons.
África que bate em ritmo cadenciado que se repercute pelos espaços abertos que a têm cativa.
África dos sons quentes que se insinuam e exalam o fragor da sedução.
África, minha querida África.
Voltar, escutar-te, olhar-te e ficar para regressar é o sortilégio daqueles que te amam.
África, minha querida África.  
Espaço e  ritmo, para este primeiro Domingo  de Fevereiro.

Miriam Mukeba, Mama Africa,  em "African Sunset" do Álbum Welela (1989).

E ainda Miriam Mukeba, a voz  de África, na famosa canção "Malaika" .