quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eventos culturais e literários


Conferência de Seth Siegelaub

Galerista e editor ligado ao movimento da arte conceptual que marcou a cena artística norte-americana da segunda metade do século XX, Seth Siegelaub conversará sobre livros de autor nos finais dos anos 60, no Auditório 3 da Fundação Gulbenkian, a 26 de Setembro, às 18h, no âmbito da exposição Tarefas infinitas, quando a arte e o livro se ilimitam.
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As cores do pensamento - A arte abstracta dos neurónios
mostra ao ar livre
De 25 set 2012 a 25 out 2012
Das 10:00 às 20:00
Jardim Gulbenkian e Terreiro do Paço
Entrada livre

Associada ao Fórum Gulbenkian de Saúde 2012 “Brain.org” (9 e 10 de outubro), esta mostra ao ar livre exibe um conjunto de painéis onde representações visuais do cérebro em grande formato estão em correlação com reproduções de obras de arte, algumas das quais pertencentes às coleções do Museu Gulbenkian e do CAM. As representações visuais do cérebro aqui apresentadas são obtidas através de técnicas sofisticadas, utilizadas por eminentes investigadores que no mundo inteiro colaboram entre si transpondo fronteiras e produzindo imagens com cores vivas que parecem inspiradas em obras de arte.
Esta mostra é uma iniciativa conjunta do Edmond & Lily Safra Centre for Brain Sciences da Universidade Hebraica de Jerusalém e da FCG.


Antonio Silvera e Nuno Júdice na Fundação José Saramago
A Casa da América Latina e a Fundação José Saramago celebraram um protocolo de cooperação cuja primeira iniciativa é o programa Leituras Internacionais em Lisboa, um ciclo literário e intercultural que pretende trazer a Lisboa autores ibero-americanos que vão “ler o mundo”, num espírito de partilha das obras, de ideias e do prazer da leitura. Os encontros, nos vários géneros – do conto à crónica, do romance à poesia -, terão sempre convidados portugueses.
Para as 19h00 do dia 25 de Setembro (terça-feira) está programado, na Fundação José Saramago, um debate com os poetas Antonio Silvera (Colômbia) e Nuno Júdice, como convidado.
A Casa da América Latina vai publicar poemas de ambos os autores ao longo das próximas semanas:

A mãe
“Teria gostado de te conhecer
quando tinhas aquele gesto
da fotografia
e ainda faltávamos nós
no álbum.
Sabes,
ter-me-ias enamorado.”
Antonio Silvera in “Um país que sonha: Cem anos de poesia colombiana (1865-1965)”, trad. Nuno Júdice, selecção e prólogo Lauren Mendinueta, Assírio e Alvim 2012

O deserto de Atacama
“Há um vale onde a lua nunca desaparece, com
árvores de sal e rios de pedra, onde nos podemos deitar
à sombra do fogo e caminhar na corrente de pó
que o vento ergue de um chão de silêncio. Não tem fim;
o sol da tarde alimenta os arbustos secos com a
sua mão implacável; as montanhas ocultam
a maternidade gélida do seu bojo de inverno. Atravesso
este vale com o voo do flamingo que nasceu do nada;
e pinto-o com as cores de arco-íris que o pássaro
inesperado me trouxe.
Do verde, nasceu a erva que circunda um leito
de rio onde estagnou a água da primavera; do azul,
soltam-se os olhos que lembro quando o
horizonte os tinge de cinzento; do amarelo, as folhas
da árvore que um desejo de chuva mancha com o
seu veio castanho. Oh! se alguém pudesse habitar
estas cores, tocar a sua matéria de esquecimento,
respirar a sua atmosfera ferida pela seta de
um caçador de acaso! Invejo a sorte de quem
não conta o tempo pela areia espessa dos instantes,
e pousa no coração dos dias como a ave
colorida.
Grito-lhe, para que se detenha; mas
o seu espaço é o cume de onde se avista o outro lado
da paisagem – o oceano da vida
invisível dos sonhos.”
Nuno Júdice, in «As coisas mais simples», Dom Quixote, Lisboa, 2004


Documentários sobre Os Latino-Americanos
Data : De 26 de Setembro até 20 de Março
Hora : 19h00

Documentários realizados por jovens diretores e produtoras independentes sobre o que distingue e identifica os latino-americanos. Cada documentário mostra a identidade de um país, através do olhar do cineasta. Série de 12 episódios. 

"O que significa ter uma nacionalidade? [...] É a tal enigma que se entregam os jovens realizadores que aceitaram o desafio da série 'Os Latino-Americanos', produzida pela TAL (Televisão América Latina). [...] Nestes, o sinal comum mais evidente é a sobreposição da fragmentação à utopia da identidade. E é daí que o conjunto adquire sua maior força. Em vez de ceder aos encantos do folclórico ou buscar nas raízes uma suposta identidade fundada em bases míticas tampouco certas, os jovens documentaristas do projeto preferiram auscultar o presente. [...] A estratégia comum aos trabalhos é percorrer os países, entrevistando gente comum. Enquanto as perguntas tentam definir o 'uruguaio', o 'cubano' etc., as respostas permanecem no terreno dos estereótipos ou da generalidade, como 'somos gentis', 'somos acolhedores', 'somos criativos'. [...] Cada trabalho não perde de vista as especificidades locais, como práticas religiosas, misturas étnicas, efeitos de migrações, de políticas econômicas e de injustiças sociais. Mas o faz na perspectiva do sujeito, sem nunca dissolvê-lo sob instâncias generalizantes. Ao desfocar o fator nação e transferir a atenção para a perspectiva individual, a série desloca-se para a realidade, na qual os simbolismos ufanistas e os delírios fascistas do passado recente, até prova ao contrário, viraram velharias guardadas no baú"
 Cássio Starling Carlos, crítico da Folha 
Organização: Casa da América Latina e TAL.tv

7 e 26 de Setembro - Os brasileiros, Philippe Barcinski, 2011 (52’)

É possível definir o povo brasileiro a partir de seu gestual, de seu uso do corpo? António Nóbrega, Carlinhos de Jesus, Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira procuram responder a essa pergunta analisando suas trajetórias pessoais e as origens do samba, do frevo, do maracatu e de outras manifestações da cultura popular brasileira.

(encerramento curso de verão, no ISCTE-IUL. Entrada livre)

10 Outubro - Os chilenos, Aldo Oviedo T., 2011 (52’)

Desde o árido deserto do Atacama até às florestas frias da Patagônia, descobrimos personagens únicos, “guardiões do património nacional”, que lutam desde suas trincheiras para proteger a cultura do povo chileno; a semente que dá origem ao alimento, e terra e o mar, a ecologia, a música, raiz do folclore nacional, a cidade e a arquitetura, todos eles mostrarão a beleza deste território chamado Chile.

24 Outubro - Os uruguaios, Mariana Viñoles, 2006 (53’)

O que é ser uruguaio? Na tentativa de compor um panorama do pequeno país ao sul do continente americano, “Os Uruguaios” opta pelas palavras. A mulher que trocou a cidade pelo campo, um pequeno fazendeiro, um advogado bem sucedido, um imigrante italiano, um guarda florestal e um estudante, contam suas histórias, enquanto encontramos o espírito uruguaio impregnado nas águas do Prata, no tango de Gardel ou numa rua ensolarada.

7 Novembro - Os peruanos, Ernesto Cabellos Damián, 2008 (53’)
Em meio a tantas diferenças que podem ser encontradas em um país, existe um espaço onde toda uma nação se sente harmoniosamente integrada. No Peru, esse espaço é a cozinha. O documentário Os Peruanos – Panelas e Sonhos é uma viagem de exploração a um universo de cores, texturas, sabores e odores, que revela a história e a cultura de um povo.

21 Novembro - Os colombianos, Omar Rincón, 2006 (52’)
Los Colombianos não é um documentário, ainda que suas imagens sejam reais, nem uma ficção, ainda que devaneie sobre o que é a identidade colombiana. Para o diretor, trata-se de um ensaio. Um apanhado geral da Colômbia cotidiana, sem verdades absolutas nem depoimentos cheios de orgulho patriótico. Cidades, símbolos e pessoas flertam com a imaginação em um filme surpreendente.
5 Dezembro - Os mexicanos, Alejandro Strauss, 2006 (54’)
Através do contraste entre os estereótipos e a entrada da sociedade mexicana na pós-modernidade, o documentário mostra múltiplas faces do México atual. O diretor busca derrubar a visão homogênea sobre o país construída pelo olhar europeu. Através dos discursos dos mais variados entrevistados, torna-se claro que o México é formado por “muitos países dentro de um só”, como define o director. 

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